através da câmera do celular




Algumas vezes desejamos alguns dias mais que outros. Faltando uma semana para o meu aniversário consegui ficar sozinha depois de muito tempo. Gosto quando isso acontece. Ao invés da câmera, acabo usando o celular e quase sempre o resultado consegue ser bom. Meu bichinho é simples, mas amo o seu foco e como tudo consegue ser nítido através dele. 

Tem chovido bastante. As temperaturas caíram muito a ponto de eu andar com algo quente cobrindo os ombros. Há quem ache que não fez frio, mas eu sinto. Vinte e três graus ainda não é nada confortável (pra mim). Acabei ficando off, curtindo meu silêncio e assistindo alguns documentários e filmes que eu ainda não tinha visto. Entre eles Curtindo a vida adoidado (sim, eu não conhecia esse hahahah). Trinta anos após o lançamento do filme, eu super me identifiquei com a vontade do protagonista em fazer algumas loucuras com o leve intuito de sentir como é realmente viver. Thanks, Ferris!

A seguir, algumas cenas da faculdade, as flores de casa,  melhores amigos e o pôr-do-sol mais lindo das últimas semanas. 










Estou no instagram também! Te vejo lá. 
O meu perfil é @oilary. 

dear diary #15 | fiz, ouvi, senti


"E a vida segue sendo vivida", foi uma das coisas que a Isa Ribeiro conversou em um dos seus posts. Gosto de acompanhar a família deles pela leveza transmitida, pela vida real partilhada. Pelo real que é realmente real. Me entrego fácil aos detalhes e acho que vocês sabem bem. Em meio ao caos do fim de período, do início de tcc; eu senti que precisava vim aqui rapidinho. 

Nesses dias passados, eu acho que pela primeira senti meu corpo falar. A perda de peso sem motivo, falta de sono e tristeza constante me atentaram para que eu olhasse com cuidado para as coisas que eu estava fazendo. Um passo de cada vez nem sempre é fácil, mas uma hora precisamos ser leais com nós mesmos para saber olhar para a nossa rotina. Parar, nesse momento, foi uma alternativa - a melhor. Tô me sentindo melhor, ainda bem. Por isso eu quis trazer um punhado de carinho pra tu que me lê.

É carinho em forma de verso, foto e canção. Verso pra lembrar que a calma é real e vale ser sentida, aos poucos, até se tornar quase plena.  


Eu vi, eu li & ouvi:

- a Emille voltou com o blog novo! agora se chama Retrato do mundo. e na sua estreia, publicou um post que eu sugeri. fiquei super feliz com isso.

- vocês viram que Arctic Monkeys lançou álbum novo? vi que deu uma confusão por muitos fãs estarem "insatisfeitos" com o resultado. bem, eu gostei muito. e enquanto eu estava no YouTube recebi a recomendação desse vídeo e achei incrível poder compartilhar com vocês (mesmo sem saber quem curte AM ou não por aqui HAHAHA). "A rejeição desse trabalho pelos fãs pode nos ajudar a entender uma ou outra coisa sobre memória afetiva, objetividade e subjetividade." amei esse papo. 

- "Loving you" e "Lately" do Matt Cardle tem sido a trilha sonora da minha vida esse mês. 

- eu sou alguém que sempre vê os mesmos filmes. talvez por esse motivo eu não partilhe tantos aqui. minha meta de vida é ver clássicos e não clássicos que prometi um dia ver. inclusive, domingo que passou, uns amigos vieram aqui e assistimos "o show de Truman". achei demais! você tem algum filme, em especial, para me recomendar?

- ilustrei muito lá na outra semente esse mês de maio. dei uma breve pausa semana passada devido algumas coisas que precisei entregar, devido enventos que cobri. mas essa semana teremos mais criações e uma novidade legal, logo logo. 





Completando a publicação, o nosso vídeo da semana. Fiz um compilado com algumas fotos e ao fim dele, indiquei alguns aplicativos (android) para editar fotos no celular. Espero que gostem tanto quanto eu. Para ficar por dentro das produções semanais é só clicar aqui (ou no botão ao lado) para se inscrever - isso me ajuda muito, já que o YouTube retirou alguns "privilégios" para aqueles que têm poucos inscritos como eu, haha.




pousos e voos: registrar a vida é bom



Tem um instante nas nossas vidas em que nós sentimos quais detalhes nos completam, quais detalhes nos movem, nos representam e nos deixa confortável ao estar diante dele.

Depois de ler esse post da Camis (conheçam o blog dela <3) fiquei super animada para escrever sobre como as descobertas de outrora continuam me fazendo feliz. No caso daqui, acabei descobrindo que as imagens fazem parte de mim. Não importa se seja ilustrando ou fotografando. Através das histórias que gosto de contar me sinto bastante feliz - mesmo reconhecendo que a autodescoberta não é fácil, já que ela nunca foi

2017 foi um ano desafiador porque eu pude contar mais histórias. Foi ali que eu pude ver se o que eu jurei ser perfeito me deixava confortável na prática. Foram nesses momentos que eu errei mais do que imaginei e por esses erros eu me redescobri. 

Hoje, além de registrar a vida dos outros, decidi que registrar as minhas descobertas seria algo fantástico. Apertar rec na câmera e gravar uns bons takes sem compromisso é como congelar o poema mais bonito do mundo. O poema é a minha vida, o poema é a nossa vida. O post de hoje é um incentivo para que você fotografe mais, filme mais. Combinado?






Esse é o mínimo que eu posso fazer enquanto viva estou.
Registre os seus passos daí também.
<3


ser perfeccionista



Esses dias eu estava lá no instagram e percebi que o meu "tique nervoso" atingiu meu projetinho com ilustrações, a outra semente. Não imaginava que com o tempo eu perceberia que o meu cuidado excessivo com imagens chegaria lá também. 

Acontece que eu sempre gostei de cuidar das coisas que produzo. Das fotografias, dos vídeos, do meu feed de instagram. Se vocês observarem, por um lado, isso é muito bom. Eu acredito que o cuidado por esses lados é muito importante - há quem não acredite nisso e tá tudo bem também - e no meio desse cuidado todo existe um problema que algumas pessoas já passaram (ou vão passar) um dia. É o problema da estagnação, da cobrança excessiva, da culpa. Um verdadeiro furacão no coração. Você quer tanto acertar que acaba errando.

Ser perfeito não é algo possível, visto que a todo instante criamos novas necessidades. Nós criamos novos motivos, novos sonhos, novos achismos; e foi enquanto eu estudava e excluía tudo o que eu fazia que ouvi esse podcast com o Julio Cesar, um ilustrador que o Iconic me apresentou. Os meninos conversaram sobre isso, sobre as novas necessidades que o ser humano vai criando. Sobre termos (quase) tudo ao nosso alcance e estagnar por pensar tanto em coisas negativas. Por pensar que não vamos conseguir. 

Depois de ouvir esse podcast uma luz maravilhosa apareceu para me guiar. Eu fui visitar quase todas as pessoas que acompanho - basicamente ilustradores -, e vi que nenhum deles tinha a mania da perfeição, do feed perfeito. Eu vi que todos eles tinham questões bem maiores diante das suas criações. Eram as suas limitações, eram os seus novos estudos. Eles compartilhavam seus rabiscos, aquele desenho aprovado para uma revista. Eles compartilhavam o mundo real. Isso sim eu passei a abraçar.

Depois de entender esses detalhes eu percebi que não havia mal algum em meu feed não seguir as ordens que eu desejei. Sempre quis ilustrar o cotidiano e seus detalhes. Sempre. E eu estava fazendo o contrário. Eu estava deixando de experimentar coisas boas até entender que o cuidado deveria ser sinônimo de perfecionismo, mas quando a iniciativa do cuidado se torna doente, devemos ser capazes de reconhecer e ver a melhor maneira para evitar algum sentimento negativo. Afinal, eu tenho certeza que você põe carinho em qualquer processo seu. Então que esse processo seja inteiro assim: com amor e por amor. 


o blog faz 4 anos


Nunca são só palavras. É sempre mais que isso.

Quando maio chegou percebi que eu estava mais próxima da metade do ano. Quando o dia primeiro chegou, eu também percebi que faltava exatamente um mês para o meu aniversário. E, incrivelmente, apareceram mil coisas para preencher o meu maio. E aí, mais uma vez, eu percebi outros detalhes, como a descrita no título do post: o blog faz anos. 

Eu já disse algumas vezes o motivo de eu ter criado o blog. Foi sobre a minha vontade de escrever sozinha as minhas histórias, sem depender de ninguém, e perder o medo de conversar mais com o mundo sobre a vida. Quatro anos passaram desde então e o sentido que me fez criá-lo nunca se perdeu. E desde aquele maio de 2014 eu prometi que por mais corrida que a minha vida pudesse ser, eu me esforçaria para deixar alguma parte de mim aqui. Bem mais que reclamações e pedidos de desculpa, sabe? Deixar aprendizados, um pouco do meu coração. E eu me enganei quando pensei escrever sozinha. Hoje me vejo conectada às muitas pessoas que me leem por semana, por mês, por dia. Não importa quantas, eu fico feliz. O ontem e o hoje são muito importantes pra mim.

É verdade que muitas coisas que publiquei anos atrás, eu já não me identifico. São poucas na verdade. Talvez meus textos adolescentes confusos e fotografias com edições que eu não me identifico mais. E sei lá, por mais que essas coisas não se encaixem com aquilo que hoje partilho, foi através delas que eu pude crescer. São através desses pequenos detalhes que conseguimos tirar algo de bom e evoluir, não é?







Quero que se sintam abraçados e cobertos do bem em qualquer lugar que eu resolva contar as minhas histórias. Aqui, no canal (vídeo acima <3) e projetos que nascerão. Obrigada por tudo e por tanto, pessoal.




poético diário © , Todos os direitos reservados. DESIGN DO BLOG POR Sadaf F K.