subimos a serra da cidade | Batalha, Alagoas

Sábado consegue ser melhor do que a quarta-feita (meu segundo dia favorito da semana). Escrever & compartilhar histórias é o que me completa de maneira sincera. Me adequar aos dias um pouco mais tumultuados que o normal foi algo que aconteceu e também é algo que estou me acostumando - isso talvez explique a frequência menor de publicações aqui no blog. Iniciei o meu tcc, na verdade o seu projeto. E também iniciei o meu Pibic, a conclusão do meu projeto do estágio e um quase adeus a mais um nível do espanhol </3. Ufa. Viram quanta coisa? Por isso é tão bom aprendermos a nos desligar do mundo de vez em quando. Sair sem culpa, medo e somente aproveitar as coisas lindas que a rotina pode doar. Semana passada foi assim.

Saímos em família para reencontrar a nossa metade que mora no interior. Foram momentos tão bons que não fotografei muito. Andei, vi o dia se despedir, conheci novas pessoas e voltei querendo ficar por lá. Viajar sempre é renovador, né?



Essa, sem dúvidas, é a minha foto favorita. Não sei o porquê, mas deixei que ela me cativasse e assim ocorreu. 

Quem já foi em Batalha sabe que o símbolo dela, além de ser o leite, é também a sua serra. Um monumento natural que guarda muitas histórias. Todos tiveram algum instante da sua infância nesse lugar. Minha mãe e tios sempre me dizem algo e só subindo lá pude entender melhor os seus dramas e sorrisos.





A serra fica na frente da cidade. De lá podemos ver tudo. As igrejas, pontes, o rio Ipanema, montanhas e conhecer a história por lá guardada. 

Minha mãe falou que antigamente havia uma vila com vários moradores. Na serra, haviam casas e vidas eram seguidas. Hoje, há o silêncio e somente alguns moradores - já que a serra virou propriedade privada de alguém (fiquei triste quando soube disso).







O neném acima ficou feliz com a nossa presença e eu triste por não ter condições de trazê-lo. Acredito que ele tinha dono, mas não vi ninguém supervisionando ele no momento. :( Olhem que cores lindas, vejam que criancinha. 






Visão de frente. A cruz de séculos passados, uma capela abandonada, mausoléu, cemitério. Histórias. Um lugar tão bonito, tão bonito! Meu pai perguntou se eu estava me sentido "no céu" e eu respondi que sim. Gosto de conhecer esses contos, ou melhor, ver de perto tudo isso.

O sol estava tão forte (tão forte!) que registrar muito estava me fazendo mal. Suei horrores. Talvez por esse motivo não registrei tanto quanto eu quis. Mas não há problema. O que importa é o momento que passou, as pessoas que estive e o que consegui transmitir pra vocês também.






A CIDADE, A ESTRADA E A DESPEDIDA







Mountains. As minhas favoritas. Durante a viagem gosto de ver a vida funcionando lá fora e após alguns quilómetros o clima do sertão traz "de brinde" as suas formas naturais. Recordo que, quando menor, eu tinha pavor de montanhas (?), não me perguntem o motivo, hahah Mas esse monumento gigante era sinonimo de pavor durante as viagens pela estrada. Hoje sou completamente apaixonada, vai entender, né? Um dia quero ver alguma cordilheira e registar com os meus olhos, as lentes da câmera e o meu coração. 




Que tal um vídeo? Gravei também! São trechos da nossa viagem de pouco mais de 24h. Tem estrada, serra, plantinha (porque se não houvesse não seria eu), e golden hour. Um misto de alegrias. De outra vez quero fotografar meus pratos favoritos e as pessoas lindas que esbarro no interior do estado. Dá pra conferir um pouco desse amor no vídeo abaixo:








Alíás, vocês podem se inscrever no canal procurando o botãozinho aqui no blog! Estamos quase completando 90 inscritos. Noventa. Imaginem noventa pessoas juntinhas? Obrigada, pessoal. Vez outra compartilho as minhas histórias lá também e será bonito te receber. <3

Beijos!

despedidas



Domingo voltamos para a nossa casa. O sentimento é sempre bom quando dividimos os nossos sorrisos com quem amamos e desde a manhã de sábado foi assim. Como de costume, o nosso retorno se deu com o pôr do sol e foi a primeira vez que fui ao interior do estado levando a minha câmera. Com isso nasceram muitos takes que resultarão em um "filme" bonito, além dos registros também amados por mim.

Enquanto as fotos estão sendo organizadas, deixo aqui as imagens da nossa despedida tendo a companhia da golden hour <3 e de música boa desse canal que eu amo tanto.









Estou lá no instagram também.
Até a próxima! :)

sexta com arte: two colors and more




Filmar/fotografar o post de hoje foi um desafio. O meu tripé quebrou depois de tanto uso. Dois anos e meio de algumas aventuras por aqui e por lá. Foi um companheirismo e tanto, admito. O resultado do improviso foi a quantidade de fita adesiva que envolvi a minha câmera. Foram tantas voltas, tanta prece, até que... tchanrannnn! Deu para o gasto <3 Agora estamos (leia: eu estou) na busca de um novo tripé que suporte as filmagens e a minha câmera, uma velha e incrível t3.

Continuando.




Hoje foi o dia em que eu me senti bem mais leve com aquarela em pastilha e não em lápis. Me atrapalhei toda com o lápis aquarelável. Fiz algo de errado e o que imaginei acabou não funcionando </3, mas acontece. Quando percebi, o botão de gravar já estava ligado e incluí o preto na minha criação. No fim, o combo de galhos azuis e pretos desencadearam em: floresça.



Aquarelar plantas me traz uma sensação boa de ter vivido o que passou. Sou daquelas pessoas apegadas às memórias. Nelas, se encontram a paciência e o zelo. Esse último, o melhor de todos, o materno. Minha avó era daquelas que conversava com as plantas e a minha mãe herdou o mesmo carinho. Dos primeiros traços que fiz galhos, frutos e flores estavam lá. Nascentes, rios, tudo. Por isso tenho tanta admiração por quem transmite arte - seja de qual forma for. Gosto de ver as plantinhas em perspectivas plurais e amores singulares.





Para concluir, um vídeo. Mais um do meu teste com Adobe Premiere <3 Mostrei passo a passo da ilustra que coloquei no quadro. Vê-la dessa forma me permitiu ser ainda mais confiante para divulgar sem medo o que eu crio.


será que haverá uma série com ilustrações especiais para vocês? será que haverão sorteios? aguardem, pois quero que 'cês façam parte disso ♥ :)

um armário confortável




Eu não imaginava falar de roupa e conforto por aqui, mas lendo essa publicação da Maki aliado aos sentimentos despertados depois de ver também o documentário "Minimalism: A documentary About Important Things", da Netflix, pude observar as melhores coisas que eu poderia fazer por mim. Por esse e tantos outros motivos escrever esse post o faz especial.

 



Depois de um tempo vemos qual pecinha~ pode ficar melhor e confortável nos nossos dias. As cores, os tons, os modelos; tudo. Em algum instante você se inspira e vai se repaginando com uma roupa aqui e outra ali. 

Por aqui está sendo assim: passei a acompanhar pessoas que tivessem a mesma ideia de conforto e simplicidade que eu. Que me transmitissem uma energia boa sobre consumo. Coincidentemente encontro várias que me abraçam. Uma delas, e sempre comentada aqui, é a Isa Ribeiro. A Isa leva um estilo de vida que me identifico. Sua casa improvisada com amor, o seu estilo bem outono... tanta coisa, sabe? <3







A minha outra missão foi ver com quais cores eu me identificava. Fazendo uma "limpa" no armário vi que muitas que ali estavam eu já não usava, não cabiam no corpinho ou eu simplesmente não me sentia bem as vestindo. Então parei e vi em quais tons eu me sentia bem. Um teste diário até chegar na "paleta" abaixo. Inclusive, as camisas que coloquei nesse post são bem favoritas por aqui devido a cor e conforto que me transmitem. :) Por elas dá pra perceber que gosto de camisas fechadas e com manga - o que pode ser sofrido por eu residir numa capital com sol, mar e mudanças climáticas constantes, mas dou um jeitinho sempre.






Minha mãe sempre me ensinou a importância das roupas, de sabermos aproveitá-las, as usando repetidas vezes - combinando todas entre si -, cuidando e doando sempre que necessário. Depois desse meu início com os novos tons e conforto acabei doando outras que um dia serviram e me fizeram bem. A ideia é não ser dependente de roupas que só iriam ocupar espaço. No fim, eu usaria algumas peças e as outras apenas serviriam para... para quê mesmo?



a paleta de cores foi criada no site Coolors.co :)

 Espero que tenham curtido o post. Tudo simples, com um significado importante e cheio de amor.

Beijos! <3


dear diary #11 | coisas boas acontecem

Sentei no chão da sala, ouvindo a minha canção favorita e escrevendo no bloguito. Ontem ao dormir li um dos textos do Fred Elboni e resolvi que seria bom falar sobre a vida, inspirada no que ele escreveu.

Vocês já ouviram falar em um sorriso ou dois? A obra guarda inúmeros contos e crônicas do Fred. Gosto de deixar o livro na minha mesa de inspirações, bem próximo dos pincéis, flores e da câmera. Ontem, ao deitar, abri o livro em uma página "qualquer". Caiu no título de relaxe e goze, sonhe, seja leve... bem daqueles textos que parecem te filmar em um dia qualquer. Através das linhas poetizam os seus passos e traduzem cada linha que você sente - por isso amo escrever.




Tentar entender tudo que acontece a nossa volta é algo muito chato, o Fred tem razão. Buscar respostas para tudo acaba sendo algo não saudável. Você vive automaticamente desconfortável, ansioso e pesado. Experiência própria, amigos.

Demora a processar na mente que as coisas fluem e que você precisa saber conduzir de forma leve cada hora da sua vida. Falo de relaxar. Não se preocupar de forma desnecessária como se tudo no universo dependesse de você. Então, calma. A vida muda a cada minuto. É saber respirar, sentir o furacão e renascer. Um processo lento, que precisa de você para primaverar (ou florescer, você que sabe)

Por isso fiquei uma semana distante. Eu precisei. Foi bom. Vi coisas, fiz coisas que deram sentido aos passos que resolvi seguir. Amanhã é outro dia, né? Sempre é.






um. troquei as flores de lugar, amei. só que depois de trocá-las percebi que quero reorganizar o quarto todo - mais uma vez.

dois. esperei muito por esse momento. um material novo para estudar, trabalhar, produzir. me dei de presente essa belezinha e logo mais chega outra coisinha pra me auxiliar ainda mais (: inclusive, as fotos desse post foram editadas no notebook. dei olá ao premiere pro também, mas ainda tô na fase de estudos básicos por ele ser mais complexo. enfim. publicar, escrever etc. vai ser tudo mais fácil. iupi!

três. lua linda vista da janela. mamãe me chamou pra ver e amei mucho.




 como estão as coisas por aí? <3
 

a primeira vez que me senti livre




Não tem nenhuma casa aqui, nem um vizinho, nenhuma criança. Estamos só eu e você. Foi o que ouvi da minha amiga quando o meu coração acelerou, minhas mãos suaram e meus olhos olhavam pra ela com a cara de quem não queria ser fotografada naquele momento. Mas no fundo eu queria, só não sabia como aquilo poderia acontecer.

Até um tempo atrás eu não me imaginaria com uma câmera na mão pronta para registrar pessoas em seus diversos momentos. Pronta para, além das minhas histórias, escrever o que os outros queriam falar. De prontidão para acompanhar uma vida que nasce ou um casal que começaria a escrever a sua história. Quando crescemos com algum bloqueio, qualquer gesto simples se torna o monstro que não queremos enfrentar.

Em cada instante que julguei difícil tive pessoas que me encorajaram, mas somente quando uma vontade absurda de viver me tomou percebi que não valeria perder momentos bons sem a iniciativa de tentar. E se eu não gostasse de fotografar? E se o que me completasse fosse outra coisa? Eu só saberia tentando. Mais difícil que fotografar era eu ser fotografada. O estômago embrulha só de pensar. Foi nesse instante que treinei um pouco mais o prazer de registrar alguém e me permiti ser observada um pouco.

Não tem nenhuma casa aqui. Estamos só eu e você.

Pura jogada motivacional, pois ao nosso lado estavam cinco crianças pulando corda e alguns vizinhos seguindo o fluxo natural da vida. Dane-se. Eu deveria tentar. Olhei para a lente e internalizei o que Amanda falou. Não tinha ninguém ali, apenas eu e ela. Funcionou. Se não muito, por culpa minha, but me senti o mais confortável possível e acima de tudo: senti que pude ser eu mesma. Melhor ainda: eu estava bem.

Sou livre.







Para concluir, um sorrisinho e um registro meu com minha queridinha, a Amanda - inclusive, tô tentando entender essa junção [na montagem abaixo] que fiz de nós duas com uma plantinha; mas tudo bem, o que vale é o amor nisso tudo, hahah. Lá no portfólio coloquei algumas das fotos que fiz dela. Venham ver essa lindeza.







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