novembro 15, 2014

Elena: Alívio nas pequenas brechas poéticas


Vocês já devem ter ouvido falar em Elena Andrade, não é mesmo? Se nunca ouviram falar, irei apresentar-lhes neste momento.
Conheci Elena já faz um tempinho, para ser mais precisa, em dezembro de 2013. Quem me apresentou a mesma foi um amigo meu que mora bem distante. Procurei alguns vídeos que
 estivessem ligado aos conceitos que ele me falou. O primeiro vídeo que assisti foi de um ator bem conhecido no teatro nacional. A forma com que Wagner Moura citou Elena, me deixou presa a uma “curiosidade” imensa. Passado alguns dias, resolvi assistir ao documentário. E o resultado não poderia ser outro: Eu me encontrei naquela criança que queria ser atriz. Eu me encontrei em toda aquela poesia que ela citava e comecei a desejar bailar com a lua! (risos). 

Quando perdemos um ente querido e estamos maduros, tal perda nos causa um imenso vazio que algumas vezes não pode ser preenchido. Imagine quando perdemos alguém que amamos ainda quando crianças? E se a morte for causada por um desespero tão profundo que levou tal pessoa a cometer suicídio? É certo que sabemos que cada indivíduo lida com essa situação de uma forma diferente. Muitas vezes buscam uma crença religiosa como uma forma de reconforto. Mas esse não é o caso de Petra Costa. O documentário da mesma não tem como interesse abordar as práticas religiosas, uma vez que Petra não acreditava em Deus na infância.
A produção do documentário foi elaborada a partir dos arquivos que Petra guardou, como por exemplo diários e gravações de voz da própria Elena, irmã de Petra Costa que suicidou-se em 1990 no auge da depressão. A mãe de ambas se encontra presente no filme. Para isso, a irmã de Elena ora observa ora se faz de narradora.
O trecho abaixo fora extraído do site Cinema Detalhado:
Relatado com afeto através da suave e doce voz de Petra Costa, Elena não é somente um documento pessoal, um exercício de acerto de contas. Mesmo a trama abordando problemáticas pessoais de sua corajosa realizadora, o virtuoso apanhado demonstra propriedade para transcender suas limitações quanto conteúdo fechado e se tornar de caráter universal. É quando o filme cresce, se apropria da nossa memória afetiva. A dor e tristeza compartilhada encontra fácil identificação. Anseios, mágoas e pesares são palpáveis. O regozijo se faz necessário. E aos poucos ele vai surgindo, embalado por imagens encantadoras, como o inspirador balé aquático – “A dor vira água”, afirma Petra Costa. Essa emoção que flui naturalmente, ressoa com força no público. E da forma mais sincera possível. Ao ponto de uma simples câmera simulando os movimentos da lua – “Tó dançando com a lua”, diz Elena – ser suficiente para extrair sentimentos adormecidos e nos remeter as coisas simples que realmente fazem diferença na nossa existência.
Quer conferir o trailer do documentário? Clique aqui.
 
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