junho 29, 2015

Se eu ficar

A vida é louca, meus caros. 

Venho pensando na frase inicial desse texto desde o início dessa semana quando eu e alguns familiares conversamos sobre a vida, a morte e os sonhos que possuímos. Comentamos  sobre o quanto somos instantes por aqui e como tudo um dia acaba.

No mesmo dia em que refleti sobre uma pancada de coisas que nos afeta, assisti a um filme dramático e romântico ao mesmo tempo. 

Depois de ter me afogado em romances clichês, leituras quase incríveis e filmes desconhecidos por boa parte do mundo encontrei outro drama adolescente quase clichê também. Porém, as quase 1h46min de filme (trailer) me fizeram olhar o mundo de uma maneira bem mais detalhada como de costume.





natal com a melhor avó do mundo (in memorian)


Os segundos são uma dádiva e a forma como vivemos também é. Eu gosto de abraçar a vida todos os dias e escrever uma carta de amor à Deus sempre que eu posso. Durante cada segundo eu ouço o mundo chorar e em cada choro eu estremeço.

Viver é um desafio diário, mas que de alguma forma vale mesmo que as coisas não estejam tão legais assim.


Voltando ao contexto do filme citado, a personagem principal do filme Se eu ficar perde os seus pais e o seu único irmão em um acidente horrível de carro. No instante em que eles faziam planos um veículo apareceu na curva e a partir dali tudo mudou. E foi nesse instante que eu pensei o nosso viver como um sopro sereno onde tudo, em instantes, pode ser destruído. 


"Mia tinha tudo para ser completamente feliz, uma família maravilhosa e moderna, um talento incrível para música, um dedicado namorado e uma melhor amiga que todo mundo sonha ter. Um dia tudo isso muda, e de repente todas alternativas para sua vida somem." (Regina)



Cada acontecimento trás a ideia de que devemos aproveitar os nossos instantes e amar os que estão ao nosso redor como se fosse a última vez. Mesmo a autora tendo trazido uma história com final quase esperado, eu me emocionei pelo simples fato de entender o que o filme quis passar todo o tempo: a música é o alimento da alma assim como o amor verdadeiro.

A mensagem que eu quero trazer hoje é que mesmo com tanta coisa ruim acontecendo eu peço que vocês deem espaço para o amor. Pode ser da menor forma possível, mas olhem a vida como uma poesia sem fim para finalmente conseguirem viver. Pratiquem o amor, dê o sentido que o amor merece.

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junho 26, 2015

As cores de junho

É verdade que o mês está quase no fim e ultimamente o calor de Maceió tem cedido lugar ao frio. Deve ser por esse motivo que eu gosto tanto desses trinta dias do ano. No entanto, é justamente nessa época que as gripes surgem e a indisposição resolve pairar um tanto.

Já fazem três dias que estou com uma febre chata e dores que eu nem imaginava ter. A minha sorte - eu acho - é que minhas aulas da faculdade estão suspensas por um tempo e assim posso me recuperar dessa virose rara e ainda colocar a minha cabeça no lugar.

Sendo assim, vos deixo uma amostra especial nas fotografias a seguir das cores que junho me trouxe em uma quarta chuvosa de um dia quase totalmente feliz. 









"e dentro dos verdes vales
imaginários floris
guardo a esperança
na neblina 
de  um céu
imaginário
que diz:
sê flor,
como for
mesmo que exista
a dor
e o
amor
se for"
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junho 22, 2015

Amour,

C'est le temps que tu as perdu pour ta rose que fait ta rose si importante




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junho 16, 2015

My soul will rest in Your embrace




"Your grace abounds in deepest waters

Your sovereign hand
Will be my guide
Where feet may fail and fear surrounds me
You've never failed and you won't start now"



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junho 14, 2015

Mais de mil oitocentos e vinte e cinco dias



Quando acordei me dei conta de que você realmente foi embora. Não consegui levantar da cama, pois os meus olhos ficaram fixados no teto enquanto cenas da tua existência ali passavam. Olha, eu não queria ter deixado você ir, mas eu sei que a vida é injusta e as coisas não funcionam assim. Ontem eu vi uma foto sua que fora revelada há quase uma década atrás; e cá entre nós, eu sinto falta da bondade que só o teu olhar tinha! Juro que não entendo a miséria do sentimento humano de só sentir quando uma tragédia é declarada. Maria, Maria, não demore para voltar. Ah, se eu soubesse! Se eu soubesse do momento exato que você partiu, eu iria correndo a fim de sentir o tremor da sua despedida. E se hoje eu consigo enxergar possibilidade no que parece impossível, tenha a certeza que herdei tudo isso da força imensa que você possuía.

Sinto cheiro de terra molhada no exato momento em que te escrevo. Chove lá fora, mas sinto uma tempestade aqui dentro. Sinto também um imenso frio; por isso espero que as flores não tenham secado, porque apenas te imagino aquecida como quando você vestia aquele agasalho de lã verde e usava uma meia rosa que agora cobre os meus pés.

Eu cresço e ao mesmo tempo esmaeço por não sentir o teu cheiro aqui mil oitocentos e vinte e cinco dias depois.


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junho 02, 2015

Se essa rua, se essa rua fosse minha






eu ordenava que as flores surgissem

todos dançassem
no mesmo passo
que os tons 
de um acordeon
todos os dias
a fingir
que a vida
sempre
fora bela
e
sempre assim
vai ser



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junho 01, 2015

1 de junho de 1996

em 1996  eu quase sem cabelo, com olhos azuis gigantes; no entanto, 19 anos depois, as bochechas continuam as mesmas



No final do século XX eu resolvi nascer. Minha mãe disse que eu não chorei; talvez por esse motivo eu sou um ser que possui um extremo sentimentalismo no peito.

Eu não penso essa data como antes. Através disso concluo que estou começando a crescer - ou pelo menos acho. Tenho aprendido a ser grata por t-u-d-o. Da pontinha do dedo do pé até os fios do cabelo da cabeça, acredito que cada situação que nos é dada serve para que possamos reconstruir os nossos valores e para que possamos nos fortalecer ainda mais; sejam essas situações boas ou ruins.

Não sei o que me aguarda daqui pra frente, mas aos poucos construo e reconstruo fragmentos do meu Eu. Hoje tenho dezenove e em pouco duas décadas hão de ter passado. Caramba! "É a vida", e sempre vou repetir isso. É  a vida.

Bom, pessoal, eu só quero agradecer por todo carinho que tenho recebido não só no dia de hoje, mas em todos os outros dias do ano. O Poético Diário é um dos maiores confortos da minha vida. Aqui eu sou como realmente sou e me sinto maravilhada em poder inspirar vocês de alguma forma.


Que os anos seguintes se aproximem e que não só a minha vida seja regada de realizações, amor e paz; mas as de vocês também.

Com amor,

Lary


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