julho 29, 2015

Voar



Ano passado esse pássaro faleceu nas minhas mãos. Minutos após dessa foto os olhinhos  fecharam e depois desse dia eu entendi mais uma vez o significado de viver. Será que somos instantes e muitos não sabem que podemos voar? Dias depois encontrei outro pássaro, só que azul. Quando fui pegá-lo ele decidiu beijar o céu e foi embora. Apenas sorri. Entende? Somos livres para amar e podemos tocar o céu através do nosso voo; ou melhor, pelos nossos passos se você assim entender. Amar o outro, o Céu, Ele e a si antes que os olhos se fechem.



"Ser pássaro
ou apenas
ser

viver
sem a vergonha
de possuir
asas
e tocar
o céu

o mais alto
céu
aquele
que sempre 
esteve em
você"
continue lendo

julho 25, 2015

Saudade revelada








Um livro antigo de costuras que guarda dentro das suas folhas passadas as fotografias acima transmitidas. Me encantei pela gramatura, pelas vestimentas e pela beleza do sorriso infantil em décadas do século XX.
Todos os créditos para a Editora Abril.
continue lendo

julho 22, 2015

But love, I couldn't hold it





Spent a week in a dusty library
Waiting for some words to jump at me
We met by a trick of fate
French navy my sailor mate
We met by the moon on a silvery lake
You came my way
Said, I want you to stay





continue lendo

julho 20, 2015

para ler: quintal da alma | Marcus Paulo



O Quintal da Alma é um desses livros que te prendem do início ao fim. Relembrar as memórias de alguém que você conhece pouco é carregar uma responsabilidade muito gratificante. E o autor do livro, Marcus Paulo, soube nos contar suas lembranças de uma forma única: através do diálogo entre corações. Um retorno ao passado, aos seus passos, ao seu presente. São vinte e uma crônicas escritas a partir de memórias tão únicas quanto nós; e que foram geradas de sentimentos bem verdadeiros chegando ao ponto de você, caro leitor, se encontrar com os versos e a forma singela que o autor se expressa.



A capa e os detalhes internos foram produzidos e montados artesanalmente nos convidando a ter um cuidado ainda mais especial com o livro. E se você olhar mais atentamente verá um tecido simbólico a segurar uma chave, que para mim, possui significados muito profundos. Você pode marcar as suas páginas com esse acessório ou até mesmo usá-la nos seus dias. Garanto que a minha já tem um lugar especial e toda vez que olhar para a mesma lembrarei de muitos momentos especiais vividos até agora. A ideia de chave representa, no meu ver, teve o símbolo de eternidade já que no meu coração guardarei momentos tão bons feito esses que o Marcus escreveu. 

Contar histórias pessoais traz consigo um desafio enorme, mas há que administre esse dom com maestria e senti isso a cada página que eu pude passar.  


Durante o decorrer do livro fui apresentada a um universo com muitos contos diferentes e ao mesmo tempo iguais a quase tudo que um dia passou na minha vida. E isso foi o que me marcou durante a leitura. Desde a bela mariposa até às comparações que se encaixam perfeitamente a união da poesia com aquele que lê, pude entender o valioso papel das memórias para verdadeira construção daquilo que realmente somos.



Fui marcada pela simplicidade (palavra e significado que sou apaixonada). Tudo é abordado de maneira tão serena. Ao mesmo tempo consegue ser complexo em possuir tamanha cativação e sentimento.

Na mesma proporção, fui cativada pelos desenhos. A cada capítulo, um rabisco, um sentimento; uma paixão. Na imagem acima um spoiler (sorry, Marcus), do cão Gigão e do amoroso pé de pitanga. E assim como no primeiro capítulo os outros recebem a companhia de ilustrações feitas pelo Lucas Galvão.

Eu não sei vocês, mas eu guardo um amor por cada leitura que faço. Cada página de obras que leio são muito importantes porque de alguma forma elas conseguem me ensinar e cativar; além de guiar a ver a vida de uma forma especial, dependendo da temática que o autor abordará. Por motivos especiais e bem sinceros Quintal da Alma já possui um significado importante na minha vida e eu indico a leitura de tempos em tempos dessa obra que é linda.



"Levo comigo que

a alegria perfeita
tem que ter
uma gota
de tristeza,
não mais que isso.
O encontro perfeito
tem que ter 
em si, já, a gota
de ausência
e da saudade.."



Trecho de Paradoxos





Ficha do livro
Título: Quintal da Alma
Autor: Marcus Paulo
Produção Editorial: Agência Quintura
Ilustrações e capa: Lucas Galvão
Impressão: Make a Memory Papelaria Artesanal Personalizada
ISBN: 978.85-8112-125-3
Número de páginas: 54 páginas
Minha nota para o livro: 5/5

Para adquirir o livro do Marcus Paulo é só mandar um e-mail para livroquintaldaalma@gmail.com.
Instagram do Marcus - @marcus.paulo777
Boa leitura!
continue lendo

Poesia da semana


as sombras da saudade 
me cumprimentam no relento
doando
a esperança 
de sentir
o toque
de um sabor
teu

então retorno
ao cais
da inexistência
abraçando a carência
que quase me fornece
a tua 
paz

ora, querido,
então por favor
volte
que até quase às nove
pretendo 
te esperar

mas se por acaso
essa hora tardar
lembrarei da nossa história
ficando triste ao te
esperar

Canção da saudade
continue lendo

julho 13, 2015

Quando a cura te doa a saudade

Eu acho engraçado como tudo acontece e um dia acaba. Semana passada quatro pessoas conhecidas resolveram partir de formas diferentes e isso me assustou muito. Cheguei a me questionar sobre o nosso viver e as missões que nos são entregues em terra. Por outro lado não entendi como em um intervalo tão curto para vivermos ainda existe espaço para odiar, não respeitar e não aproveitar cada detalhe que aqui nos foi entregue.


No de ano de 2009, e aos quatorze anos de idade, eu perdi uma pessoa que eu amava tanto e que até perdê-la eu não imaginava que seria triste como ainda é. A minha avó é o ser mais incrível que a vida poderia ter colocado no meu caminho. Eu poderia falar horas sobre ela. Todos ao meu redor lembram o quanto Maria nos fez bem e o quanto ela aproveitava com amor a vida que lhe foi entregue.

Faço questão de sempre falar dela nas minhas poesias e em quase tudo que escrevo quando me refiro ao amor e a vontade que devemos ter para viver.

Talvez depois de ter pensado tanto nela eu tenha resolvido escrever esse texto por aqui.

...

Aceitar uma dor não é fácil nos primeiros minutos. A verdade é que quando o telefone tocou eu não sabia o que sentir e nem o que dizer. Palavras tormentam e as únicas coisas que você quer ver é a pessoa que foi embora e lembrar de momentos recentes que você conseguiu ter com a mesma. E para uma criança de quatorze anos talvez essa dor seja um pouco maior.

"Sinto cheiro de terra molhada no exato momento em que te escrevo. Chove lá fora, mas sinto uma tempestade aqui dentro. Sinto também um imenso frio; por isso espero que as flores não tenham secado, porque apenas te imagino aquecida como quando você vestia aquele agasalho de lã verde e usava uma meia rosa que agora cobre os meus pés."

Depois de seis anos que Maria se foi eu entendi que a nossa passagem por aqui nos cobra algo sem preço: viver. Mas não falo de um viver sem graça. Eu vos digo que ver a vida com amor e gratidão é uma das coisas mais importantes que nos foram dadas. Mesmo com dor e sem a leveza de uma eficiência do nosso corpo, alguns são gratos por simplesmente conseguirem sentir que estão vivos. E esse foi o maior aprendizado que a minha Maria deixou.  Quando em alguns dias a cura resolveu partir e me deu a saudade eu entendi que precisaria viver o clichê viva la vida da forma mais intensa e verdadeira possível; e mostrar ao mundo que amor e sabedoria para com o próximo não são moedas de troca.

Eu sei, falei algo que vocês talvez já sabiam. Só que eu queria registrar aqui no nosso blog também. Mas eu tenho certeza que de uma forma ou de outra cada segundo que vocês viveram até aqui algum aprendi vindo do bem ou não vos ensinaram algo. A cura me deu a saudade de Maria e eu entendi, ou pelo menos tentei, o verdadeiro caminho a ser seguido.

Agora ainda mais entre nós... Você passou a ver a vida de outra forma a partir de algum acontecimento? Quer conversar? Me conta nos comentários.

*







continue lendo

julho 07, 2015

Matilda

"Cheiro de infância
com luz serena
de um fim de tarde
sem saber o que é sentir medo
como se a vida fosse
uma flor que não falece
no jardim"


fotografia encontrada no We Heart It



Os versos acima foram escritos no instante em que eu relembrei momentos  bem especiais da minha infância: dias longos, sorrisos, choros e família. Eu sinceramente amo os sentimentos positivos que cercam a construção da infância. E não importa o lugar ou as pessoas que cuidam daquele serzinho infantil, o que realmente importa é o tanto de afeto depositado para que ele ou ela cresça sabendo o que o mundo traz e o que realmente deve ser sentido pelo próximo.

Nessas conversas sobre a infância, me recordo que por volta de 2003, nas minhas férias incríveis na casa de uma tia, eu assisti a um filme chamado Matilda onde a única cena que ficara na minha mente até hoje é a da garotinha Amanda sendo pega pelas tranças e jogada beeem longe pela diretora Trunchbull.

Mais de uma década depois de ter assistido rapidamente ao filme resolvi baixá-lo e extrair a essência que me encantou aos 7 anos mesmo sem eu entender o que tudo ali significou.

O filme fora lançado no ano de 1996 e na verdade é uma adaptação do livro do escritor infanto-juvenil Roald Dahl - que infelizmente ainda não li.


"(...) o filme dirigido e estrelado por Danny DeVito conta a história de uma menina, cuja família de classe média não consegue enxergar seus magníficos dons. Muito inteligente e madura para a sua idade, Matilda aprende a ler muito cedo e a “se virar” na mais tenra idade. A história avança até que, aos seis anos e meio, Matilda vai à escola, conhece a uma professora maravilhosamente doce — a “dona” Jennifer Honey — e a uma diretora que é a personificação do inferno e do despotismo em corpo de ex-atleta olímpica: Agatha Trunchbull." (trecho autoral do site Portal Caneca)



A mensagem que a criança madura, Matilda, quer explicar durante os seus 106 minutos de atuação é: você nunca está sozinho. E tudo que ela fala é verdade. Existem momentos bem bad que nos circundam, e se quisermos que tais coisas ruins fujam para não mais voltar, nós que devemos dar um jeitinho em tudo; e no caso da pequena Matilda isso fora aplicado com o mais absoluto êxito: a imaginação, a persistência e famosa frase "acredite em você mesmo que tudo pode acontecer".

O filme é simples e será uma boa você assisti-lo atentando para detalhes que por vezes passam despercebidos.


Trailer do filme (Inglês, não legendado)




Obrigada por tudo, pessoal.
Me acompanhe também:


continue lendo

julho 01, 2015

Viver poeticamente?

Depois de filmar a série Document Your Life lá no canal do blog eu finalmente resolvi falar. Confesso que ainda é um tanto complicado, mas aos pouquinhos vou aparecendo.

No vídeo acima eu tento explicar o sentido de um poético diário - que nesse caso é o nosso blog.

Não liguem para a voz trêmula e se eu falhar um tanto são por motivos de uma primeira vez em falar assim em vídeo

<3


continue lendo
 
poético diário 2014-2017 | design por Beautifully Chaotic