Três anos depois

O nosso arquivo de fotografias costuma ser no coração, nas nossas risadas e em tudo que guardamos conosco. Não costumamos expor as nossas vidas nas redes, mas hoje resolvi abrir uma exceção. A real é que não nos amamos menos por esse feito; o que ocorre é que temos um mundo nosso e ele nos cabe de uma forma tão linda que acabamos vivendo e andando do nosso jeito, no nosso tempo; e que, segundo a Nina, é como uma bondade eterna, entende?

Vinte um de outubro de dois mil e doze sempre será um dia lembrado por nós. Não sabemos como será o amanhã, ninguém sabe; por esse motivo plantamos o amar e só.





não teria graça sem os meus lanchinhos favoritos~











"Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais." Pe. Fábio de Melo

Inspiração nossa de cada dia: Kimberle Crenshaw


Quando eu decidi trazer uma pegada mais pessoal para o blog, imaginei que seria legal compartilhar as minhas últimas leituras e os detalhes que têm inspirado os meus dias.

Essa semana apresentei um seminário na faculdade juntamente com a minha equipe cujo tema selecionado  faz parte de um artigo incrível da pesquisadora e ativista norte-americana Kimberle Crenshaw. Até então eu não conhecia Kimberle e depois que me aproximei desse escrito da mesma, os meus olhos se abriram para muitos problemas que eu não havia estudos tão a fundo.

O trabalho de Crenshaw influenciou fortemente a cláusula de igualdade da Constituição da África do Sul. E, ah, incluve, um dos seus artigos integra o Dossiê da II Conferência Mundial contra o racismo (Durban, 2011), publicado pela Revista Estudos Feministas, n°1, 2002, que fora coordenada por Luiz Barros, da Universidade Católica de Salvador.

A Interseccionalidade na Discriminação de Raça e Gênero, foi um trabalho desenvolvido durante décadas por Kimberle e aborda um tema muito recorrente nos nossos dias: a discriminação sofrida por mulheres, ou melhor dizendo, por mulheres negras. De forma mastigada, a autora explica o porquê de ter iniciado tal artigo e aponta para exemplos vivos dentro da sociedade apostando na política como ponte para o possível anulamento de tais desigualdades no contexto nacional e internacional. Uma das razões pelas quais a interseccionalidade é um desafio é que ela aborda a diferença dentro da diferença. Nesse sentido procura estabelecer uma ponte entre o que é vivenciado na prática e como uma política pública prevê tais problemas.

Para ter acesso ao artigo é só clicar aqui.



Espero que tenham gostado da dica de hoje. Até a próxima <3

Antes do recomeço





I tried to swim to the sideBut my feet got caught in the middleAnd I thought I'd seen the lightBut oh, noI was just stuck on the puzzleStuck on the puzzle 





A semana está sendo a mais corrida e os dias me trazem questionamentos, que olha, eu não sabia que poderiam existir. Isso é bom? Sim. Os instantes me provam que cada tropeço é superado de uma forma única e que as minhas coragens são as maiores que eu talvez pude enxergar. E sempre venho a repetir que isso é o viver. Caso a monotonia venha nos perseguir, tudo perderá a graça. Trouxe-lhes então uma canção. Na verdade eu até compartilhei uma trilha sonora semana passada, masssss essa música em especial me faz sentir coisas tão legais que vale muito cês apertarem o play.

Tenho muita coisa pra escrever por aqui e gosto de assim fazer quando os dias me olham com cautela e dizem "vai, querida, expõe as coisas do seu core; ou boa parte delas, que o seu diário precisa ser publicado", fora isso, eu me guardo e sei o quanto vocês podem me entender e esperar. De coração pra coração é mais bonito.

Deixa eu contar. Estou lendo um artigo massa da Kimberle Crenshaw para um seminário lindo de uma das minhas matérias favoritas da faculdade e logo quero compartilhar aqui. Tem entrevista com um dos meus poetas e amigo favorito e  depoimentos sobre o verbo to be da vida real, sim. os conflitos do ser e estar (não sou legal com trocadilhos). Além do meu livrinho virtual que tá saindo do forno pra vocês lerem. Ufa! E sei que isso é bom. Tem muitas, muitas, muitas outras coisas que voarão por aqui. 

Vos espero com amor.







<3



Canção da calma


Em alguns dias 
o barco se recusa
a seguir viagem
e temos que usar
os remos 
para não nos afogar em
prantos. 


Aperta o play naquela canção, 
chora um pouco 
e respira fundo. 


Agora caminha em paz
porque a vida gira
e a verdadeira paz
está aí dentro
que o céu
traz

Outubro!

Depois de quatro meses bem reflexivos em casa devido à greve da universidade volto aos meus dias um tanto corridos e ainda acrescento um pouco de pimenta naquilo que eu julgava ser "muito" para mim. Outubro me trouxe um olhar massa dos outros meses e eu pude ver o quanto complicamos a nossa vida por tão pouco, né? Serenidade é a palavra. Até que tenho me comportado nas últimas horas e sinceramente, eu amo viver. Espera, deixa eu explicar...

Alguns meses eu escrevia sobre a crise existencial dos dezoito anos, só que aos dezenove, eu ainda consegui senti as pontadas de tal crise. Isso pode? Pode não. E o motivo é simples. Um ser sentimental como eu, tem a mania absurda de se preocupar com coisas absurdas (e pequenas) e a partir disso concluí que viver com o coração é a melhor coisa que se tem. Se eu parar pra chorar todos os tropeços, vou acabar não vivendo a única dádiva que me entregaram. E tais coisas pequenas que eu permito me importar por vezes são pequenas mesmo, do tipo muito. Devo dizer então que tais importâncias agora farão parte do passado.




Um dos detalhes do mês foi um tanto da minha coragem aparecer. Observem as fotos acima! Viram? Cortei o cabelão. Eu li em várias revistas e ouvi boatos que as pessoas que possuíssem rosto redondo, como no meu caso, não poderiam ter cabelo um pouco mais curto. Só que eu já estava há um bom tempo com o mesmo estilo, o cabelo quase na cintura e o medinho de cortar. E quer saber? Eu amei o resultado. Dividi o cabelo e eu mesma cortei. Depois disso afirmei mais ainda que os detalhes que te fazem bem é o que realmente importa. Talvez se eu ficasse aprisionada nas matérias que li nunca iria ver como meu rostinho redondo ficaria tão legal com a cabeleira nos ombros. 

E é isso. Meu mês começou assim e com outros detalhes legais para as minhas próximas horas. Faculdade voltou, e com isso os novos projetos; terminei meu "livro", com a volta das aulas, a conclusão do curso de língua espanhola se aproxima e, ah, começo o meu tão sonhado curso de francês. Ufa! Outubro chegou mesmo. <3

O que tem acontecido no seu início de mês? Vou trazer novidades em breve e  fiz até vídeo novo pra publicar no nosso canal no youtube. Aperte o play. :)






Obrigada por tudo, pessoal.

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