dezembro 28, 2015

Adeus, 2015





Volto a conversar por aqui como no final de 2014. E não sei, e não entendo o porquê, de finais de ano me fazerem sentir tanto. Penso que estou crescendo de uma vez e não posso mais pedir pra desacelerarem um pouco, afinal, viver é agora. Caramba! Deus ouviu o meu choro mesmo quando eu insisti em não acreditar mais nEle. Dois mil e quinze foi punk e torto. Fico bem feliz quando vejo as pessoas resolvidas e sorridentes com a gratidão do tamanho do universo. Mesmo esses 365 dias sendo  coisados, sou grata por não ter desistido de nada; e melhor, sou grata por ter tentado ser o que eu não era, para que de uma vez, a vida desse uns tapas generosos na minha face.


A única palavra que eu desejo caminhar é a calma por ela ser amiga de tudo. Se tivermos sensibilidade para senti-la as coisas caminham melhor, não importa como você se encontre. E não diferente dos outros anos, eu sempre faço uns pensamentos em uma folha. Porém, a desse ano foi diferente; talvez pelo motivo de que estou vendo mais em menos e anotei coisas do tipo: me aprofundar no minimalismo, ler mais livros e me organizar melhor. 

Pois bem, se não fossem os comentários que recebo aqui, e pessoalmente, dificilmente eu estaria a escrever e a pensar com amor em tudo aqui publicado. Agradeço por não terem desistido da minha pessoa. Enfim. Eu desejo calma no caminhar de vocês e muito amor em tudo que for feito. 

Vos espero aqui em 2016! ♥
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dezembro 22, 2015

O verdadeiro significado de dezembro

O Natal já não possui o mesmo significado de antes, mas ainda continuo a acreditar e sentir que essa seja a melhor época do ano.

Primeiro, eu cresci. O meu pensamento diante de muitas coisas já não é o mesmo. Vejo e sempre verei o mês de dezembro como uma época reflexiva. Tempo onde olho para o que já passou e só sei sentir. Que coisa. Muitas vezes tais sentimentos doem muito e a culpada disso tudo é a saudade. Natal tem cheiro de vó e já não sinto o cheiro da minha há seis anos porque ela resolveu dormir para sempre. Tenho sorte em ter fotografias, objetos e poder senti-la quando eu repouso os meus olhos. Gente, como podemos sentir tanto? Ah.




O registro acima foi no dia 25/12/1998 e só sei do dia exato porque ela escreveu com a letra linda que tinha atrás da fotografia.

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Segundo, por não ver as coisas como antes, passei a admirar os detalhes que me cercam. E por esse mesmo motivo o Poético Diário surgiu. Viver, pra valer, só é possível se você for sensível e esperto com o universo. É como admirar uma espirradeira sem reclamar só porque as suas flores caem no chão. Vês? O mundo é observável de vários ângulos e tudo caminhará conforme os seus olhos permitirem enxergar. Se você descartar essa visão minuciosa em cada passo que você der, eu acredito, que tudo passará a ficar sem graça.

Por último e quase importante, além de perceber que cresci, eu notei que temos um tempo por aqui. Quando a minha mãe retira a árvore de cima do armário eu sinto que já está na hora de pensar com calma em tudo que eu pude fazer para que o mundo se tornasse melhor e em tudo que poderá acontecer. Parece pouco, mas não é. Durante dois períodos de Serviço Social eu pude crescer muito como pessoa e inclusive já comentei isso por aqui.

Você precisa entender de uma vez por todas que o significado da paz de dezembro vai muito além do que alguns mimos e felicitações. É o tempo pra pensar e se perguntar "Se tudo acabasse hoje, o que vivi até agora, valeu a pena?". E acredite, ao questionar-se, não se coloque em primeiro plano, será que o que você fez foi suficiente? Você fez alguém sorrir? E o que foi o seu choro comparado ao grito do universo? Foram questionamentos assim que passei a fazer. E não, eu não viajei na maionese rs



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Espero que tenham compreendido como passei a ver dezembro de um tempo pra cá. Desejo muita luz na vida de cada um! Um Natal feliz. :)

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dezembro 21, 2015

Última playlist do ano

O fim do ano está aí. E diante de tantas reflexões que eu pude fazer, muitas delas envolviam playlists maravilhosas que o Youtube me apresentou. Sempre que escrevo no nosso diário gosto de ter a companhia de melodias e para você conhecer algumas delas é só apertar o play! :)

       
                       
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dezembro 17, 2015

Preto no branco

Então, tudo bem? A minha história de hoje estará acompanhada de fotografias em p&b

O motivo para eu gostar tanto da arte é a quantidade de amores e válvulas de escape que ela nos proporciona. Vês? Se não fossem as tantas formas de expressões eu não sei como seria o meu grito.





Elisa



As fotos acima foram inspiradas no amor pelo preto e branco existentes no projeto finalizado em 2014 da Cláudia Regina onde o tema foram mulheres. E, ah, também inspirei-me no projeto Amor Amora quando casais apaixonados passam pelas lentes lindas de um fotógrafo que aprendi a admirar. 

Espero que tenham gostado. Me perdoem, eu sei que as fotos podem ter ficado tortas e as edições estranhas . Aprendi que estas mudam de acordo com motinores e celulares. Prometo estudar ainda mais sobre fotografia para entender e levar essa arte de uma forma mais bonita.

Até logo <3
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dezembro 14, 2015

Livros perdidos para ler em 2016




O ano está quase no fim. Digamos que não li os livros da estante como deveria, mas isso só não me entristeceu porque reconheci que seria melhor dar um tempo legal no meu amor por livros. Ah, que estranho isso! Não sei se você, caro leitor, entende o que escrevo. O bloqueio para a leitura não é uma sensação legal para quem ama escrever. Senti que não adiantava fingir deliciar-se como os versos quando na verdade eu estava sendo "empurrada" por cada página. O bloqueio chega. Em algum momento você pensa a leitura de uma forma estranha. 

Assim, o intuito dessa publicação é fazer uma lista de uns livros que estão na estante e que eu nunca li e que quero, finalmente, ler. Ok, com a correria dos dias tudo complica; mas acredito que uma das maiores honras da vida é poder conhecer a poesia que o próximo se dedicou a inventar, explicar. Publicar e escrever um livro não é algo simples, assim como se entregar em tais páginas não seja algo simples também. Há quem não goste de ler e eu respeito e entendo muuuito, mas aos que gostam, eu dedico essa publicação. Alguns livros abaixo citados são conhecidos (e riquezas da nossa literatura brasileira), já outros, não foram tão comentados, porém, despertaram curiosidade na minha pessoa. 


Inocência - Visconde de Taunay

O jovem farmacêutico Cirino, em viagem de trabalho pelo sertão, hospeda-se na casa de um homem que conhecera no caminho, o Sr. Pereira. Ali, conhece Inocência, filha do dono da casa. Apaixona-se por ela, mas tem que lidar com alguns obstáculos. A moça estava prometida em casamento a Manecão e Pereira se mostra bastante zeloso da palavra empenhada, exercendo forte vigilância sobre o farmacêutico. Para auxiliá-lo nesse trabalho, conta com a ajuda do negro Tico, anão mudo que se torna a sombra de Inocência. 

A viuvinha - José de Alencar

No Rio de Janeiro de 1844, dois jovens se apaixonam, Jorge e Carolina. Jorge era rico, o herdeiro de uma fortuna deixada pelo pai, mas ao tomar posse da riqueza, não sabe administrá-la e perde tudo em jogos e diversões. Quando conhece Carolina de quem fica noivo, já está falido e deve muito dinheiro a várias pessoas, então começa seu drama: se romper o noivado, deixará Carolina em situação ruim e com sua reputação prejudicada. Ele então resolve se casar para logo depois cometer suicídio. Na noite de núpcias, dá a Carolina uma bebida que a faz cair num sono profundo e vai embora de casa, intentando suicidar-se numa praia deserta, nesse momento, a história é interrompida com cenas de cinco anos mais tarde, quando Jorge adota uma identidade falsa para conseguir se recuperar financeiramente e então voltar a ser Jorge.


Confie em mim - Harlan Coben

Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam – principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill –, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada de importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos: "Fica de bico calado que a gente se safa."



A menina que não sabia ler - John Harding

1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?


Armadilhas da mente - Augusto Cury

Profundo e emocionante, Armadilhas da mente é uma aula de filosofia e psicologia, que mostra que os labirintos da psique humana são bem mais complexos do que qualquer um de nós é capaz de imaginar.


O corcunda de Notre-Dame - Victor Hugo


Em Paris, durante a Idade Média, vive Quasímodo, um corcunda que mora enclausurado desde a infância nos porões da catedral de Notre Dame. Um dia Quasímodo decide sair da escuridão em que vive e conhece Esmeralda, uma bela cigana por quem se apaixona. Para conseguir concretizar seu amor ele terá antes que enfrentar o poderoso Claude Frollo e seu fiel ajudante Febo.


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Não desejo ler nessa ordem aí. Veremos como tudo vai correr e quero comentar tais aqui no nosso diário assim como o projeto já iniciado dos #20FilmesAntesdos20. E, ah, como eu ainda não os li, os breves comentários foram retirados de comentários na internet.

E aí, o que você está lendo? :D

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dezembro 08, 2015

le fabuleux destin d'Amélie Poulain. assistidos 002

Não penso que conversar sobre essa produção de 2001 seja algo clichê e sem graça. Há quem não sentiu nada ao assistir e definiu como vazia toda a trama passada em Paris; no entanto, meu coração acolheu da forma mais sensível e verdadeira possível as duas horas de filme.



Dirigido por Jean-Pierre Jeunet, toda a história é passada em Paris/FR e começa em 3 de setembro de 1973. Aos seis anos, a pequena Amélie, mora com os pais e é proibida de manter contato com outras crianças pois os responsáveis pela menina acreditam que ela possui uma anomalia no coração.  O que eles não sabem é que o coração da Poulain mirim acelera de nervosismo quando ela mantem um contato físico com o pai e só por isso. Assim, o seu distanciamento das outras crianças contribuiu como ela passou a se relacionar com o mundo na sua fase adulta.

Aos dezoito tudo começou a mudar. Amélie mudou-se para Montmartre, um bairro parisiense onde também começou a trabalhar como garçonete em um restaurante



"Certo dia, encontra no banheiro do seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela a sua visão do mundo. A partir de então, Amélie engaja-se na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para a sua existência. Numa destas pequenas grandes ações, ela encontra um homem. E então o seu destino muda para sempre."




Se eu pudesse, ficaria boa parte da minha vida em Montmartre, subiria os mais de 270 degraus da escadaria do bairro e observaria Paris em frente a Sacre Coeur.

Depois de assistir incontáveis vezes, pude observar o tamanho do amor que Amélie Poulain carrega dentro de si. E eu me vi nos pequenos gestos, nos choros e até nas tristezas. Até que ponto poderemos aguentar abraçar o universo? A personagem parece dizer que resolver as inquietações do próximo é mais importante do que cuidar de nós. Eu entendo bem. É como uma mistura entre paz e poesia, onde as problemáticas da alma parecem ficar em último plano porque erguer alguém é bem mais importante. Não sei se sentir tanto é bom, mas eu sinto muito. 

Penso que é isso. Para você assistir (e entender) a personagem é necessário que coloque para fora toda a sua sensibilidade. Nada feito por ela é em vão, nada buscado por ela é um simples nada. Buscar vestígios de amor na tapeçaria do universo é, em si, a coisa mais linda que você pode fazer.







<3

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dezembro 03, 2015

As ilustrações de Oana Befort

Fazia um bom tempo que eu não falava de arte por aqui; arte do tipo ilustrar, tintas... Cês me entenderam. Acredito que inspirar o próximo é uma das maravilhas mais lindas que podemos fazer e compartilhar tais descobertas, assim como essa que publico hoje, é um lance bem legal também. 

A incrível artista de hoje se chama Oana Befort (pronuncia-se "Wanna"). Além das suas criações, ela é mãe, designer gráfica e vive em Bucharest, Romania. As características dos desenhos de Befort trazem as flores e a delicadeza da natureza juntamente aos seus personagens. É inspirador! Para acompanhar o trabalho dela mais de perto vos recomendo segui-la no Instagram.

Todas as imagens abaixo são de total autoria da ilustradora e se encontram no blog dela. E, ah, se você quiser adquirir algum produto da mesma; como calendários, cartões, projetos exclusivos e até tatuagens temporárias é só clicar aqui e ir na lojinha.









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