dezembro 08, 2015

le fabuleux destin d'Amélie Poulain. assistidos 002

Não penso que conversar sobre essa produção de 2001 seja algo clichê e sem graça. Há quem não sentiu nada ao assistir e definiu como vazia toda a trama passada em Paris; no entanto, meu coração acolheu da forma mais sensível e verdadeira possível as duas horas de filme.



Dirigido por Jean-Pierre Jeunet, toda a história é passada em Paris/FR e começa em 3 de setembro de 1973. Aos seis anos, a pequena Amélie, mora com os pais e é proibida de manter contato com outras crianças pois os responsáveis pela menina acreditam que ela possui uma anomalia no coração.  O que eles não sabem é que o coração da Poulain mirim acelera de nervosismo quando ela mantem um contato físico com o pai e só por isso. Assim, o seu distanciamento das outras crianças contribuiu como ela passou a se relacionar com o mundo na sua fase adulta.

Aos dezoito tudo começou a mudar. Amélie mudou-se para Montmartre, um bairro parisiense onde também começou a trabalhar como garçonete em um restaurante



"Certo dia, encontra no banheiro do seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela a sua visão do mundo. A partir de então, Amélie engaja-se na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para a sua existência. Numa destas pequenas grandes ações, ela encontra um homem. E então o seu destino muda para sempre."




Se eu pudesse, ficaria boa parte da minha vida em Montmartre, subiria os mais de 270 degraus da escadaria do bairro e observaria Paris em frente a Sacre Coeur.

Depois de assistir incontáveis vezes, pude observar o tamanho do amor que Amélie Poulain carrega dentro de si. E eu me vi nos pequenos gestos, nos choros e até nas tristezas. Até que ponto poderemos aguentar abraçar o universo? A personagem parece dizer que resolver as inquietações do próximo é mais importante do que cuidar de nós. Eu entendo bem. É como uma mistura entre paz e poesia, onde as problemáticas da alma parecem ficar em último plano porque erguer alguém é bem mais importante. Não sei se sentir tanto é bom, mas eu sinto muito. 

Penso que é isso. Para você assistir (e entender) a personagem é necessário que coloque para fora toda a sua sensibilidade. Nada feito por ela é em vão, nada buscado por ela é um simples nada. Buscar vestígios de amor na tapeçaria do universo é, em si, a coisa mais linda que você pode fazer.







<3

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