The Walking Dead: the final

eu nas gravações da 6a temporada e não é montagem. bjs.


Estava na sala quando notei que havia esquecido o controle para ligar a TV. Já passava das dez da noite quando me desloquei até a cozinha para pegar um doce e o objeto citado. Ao sentar no sofá e ligar o aparelho selecionei o capítulo cinco da sexta temporada de TWD. Espero que o Glenn volte; a morte não será justa para ele assim como não foi para os outros. Apertei pause para tomar água e quando retornei me dei conta que vinte minutos da série já haviam passado. Que droga. O Glenn ainda não apareceu. Continuei assistindo e percebi que o Rick trocou a camisa amarela banhada de sangue por uma branca que marcava o seu corpo. Mais dez minutos da série passaram e quase nada mudou; no entanto, os meus olhos não desgrudavam da tela. Um mar de walkers se arrastavam pelas rodovias e parte desses se deslocavam para o condomínio dos personagens. Que aflição. Dei a segunda pausa para tomar água outra vez e notei que deixei a luz do quarto acesa. Ao passar pela porta tropecei nos sapatos que a seguravam. Falei uns palavrões e fui até o espelho ajustar o grampo que soltou do cabelo. Fez-se escuridão. A energia do bairro acabou. Que estranho. Apesar disso, o meu reflexo possuía luz. Como isso ocorreu? Em um piscar de olhos eu estava nos EUA aprisionada em uma masmorra a espera de uma, e tão esperada, liberdade. Não acreditei. Rick e os outros apunhalaram um mar daqueles monstros para enfim eu decretar o fim de uma quase-solidão. Como assim? Indaguei. Daryl e Carol ficaram felizes ao me encontrar. Pelo visto sou uma velha companheira nomeada de Anasthasia e vou solucionar o vírus mortal de ser um dos sedentos por carne humana. Michonne me explicou o que houve. Segundo ela, eu havia ficado em Washignton, mas graças aos sinais e pistas que havíamos combinado o nosso encontro tornou-se possível. O olhar de cada residente parecia me devorar com um único objetivo: saber se a cura para a contaminação e o surgimento de novos zumbis fora, finalmente, encontrada. Respondi que precisava tomar um banho escovar os dentes. Depois de muito perambular, eu estava certa de que merecia um minuto de repouso para então falar como todo aquele ataque poderia ser resolvido. Acordei quatro horas depois. O relógio marcava cinco da tarde. Às sete combinamos, de todos, nos reunir. Aproveitei para conhecer a comunidade e como todos estavam se alojando. Deu para ouvir os gurnidos dos zumbis lá fora. Seis e meia; estava quase na hora. Eu não sabia se poderia dar a notícia. Vamos lá. Os passos para então me aproximar do pessoal estava complicado; mas consegui. Após minutos estendidos de conversa, descobri que vários companheiros haviam falecido - mais um motivo para que a cura fosse desvendada. Deus, que difícil, pensei. Comecei explicando que não foi tão simples desvendar; mas algo teria de ser feito. Existia um clã poderosíssimo que comandava cada walker como se estes fossem fantoches. Pude me incorporar na organização e fingir sr um dos tais comandantes. Lembro até dos movimentos que deviam ser evitados. No sentido em que aprendi a comandar forçadamente, vi que para o clã, nem humanos e nem zumbis valiam. Viver importava apenas se trouxesse o lucro necessário; quase um capitalismo walker. E depois de garantir inúmeras medalhas por boa função no tal clã, alcancei o feito de uma medalha de platina, nunca antes alcançada. O banco de dados, assim, ficara sob minha custódia e a partir dali eu poderia tentar descobrir uma possível solução para o vírus mortal. De forma cautelosa, em uma falha no enigma Z, percebi que alguém precisaria ser sacrificado para o então fim do caos formado. Dois requisitos, então, deveriam ser cumpridos. O primeiro é que o sacrifício deveria ocorrer de forma discreta com duas injeções portadas de líquidos que traziam a morte. Por fim, o sacrificado seria o primeiro que ganhasse a medalha de platina no clã. O motivo? Simples. A inteligência do conquistador seria capaz de dissipar qualquer tipo de contaminação no mundo; e isso tudo através das partículas da sua mente. E apesar de confusa, a morte da pessoa traria a solução necessária porque de tão extraordinária, outra como ela não poderia e nem deveria existir. Nesse instante todos do acampamento me olhavam com tristeza ao perceber que a sacrificada seria eu. Eu já sabia. Aquilo precisava ser feito. Rick perguntou se outro alguém poderia me substituir e eu disse que não. Tudo estava pronto. Depois de longas horas tudo voltaria ao normal; menos eu. Despedi-me vagarosamente e quando a agulha se aproximava da minha pele ouvi a voz do meu pai chamando o meu nome. Não acreditei. Já passava das 7h da manhã quando percebi o meu atraso e que a história contada anteriormente, era, na verdade, um sonho.


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Uma publicação para descontrair um tanto rs. Escrevi essa crônica para uma disciplina de Produção Textual da universidade no ano passado, onde o professor nos ensinou e também procurou despertar a nossa criatividade. Digamos que deu certo e passei com uma nota bem massa! Rimos horrores na sala de aula e resolvi publicar aqui no nosso diário também! Sou fã da série e mal posso esperar para chegar fevereiro. :)

2 comentários:

  1. Muuuuito legal! Também sou fã da série, e, na minha opinião, a solução encontrada no sonho da personagem (e na sua aula de produção textual) foi incrível!

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    1. Menina, que feliz que gostou! Perdoe se alguma parte ficou confusa. Essa crônica rendeu boas risadas na sala de aula e foi através dela que eu descobri que o meu professor também assiste TWD hahaha <3

      Abraço grande em tu.

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