Você precisa assistir "My mad fat diary"

Todas as respostas que um dia precisei ouvir foram ditas quando assisti essa série. Sim, My mad fat diary não conta uma simples história adolescente; vai por mim, é muito mais que isso.

Baseada em fatos reais e na história da própria autora, a série é passada em Stamford e conta a história da adolescente Rae Earl e dos versos que a mesma divide com o seu querido diário. Rae tem 16 anos e pesa 105kg; mora com a mãe e o namorado dela - que a mesma arrumou enquanto Rae estava internada em um hospital psiquiátrico.

Os problemas na vida da jovem são múltiplos. Variam desde a não aceitação corporal, o bullying, suicídio, isolamento social, medos (...) tudo que um coração já pensou suportar. E diante das fraquezas e das confusões presentes nos seus dias, a menina redescobre como viver ao encontrar os melhores amigos que alguém poderia possuir.




Não amar-se é destruidor e fazer algum mal contra nós mesmos é o ápice do desespero. Eu sei o que o coração da protagonista aguentou e todas as barras que ela passou até, enfim, entender o verdadeiro sentido pra viver.

Sou amante de muitos seriados, mas esse foi o único que me disse ''Laryssa, escuta aqui, temos uma coisa pra te ensinar''. Dois mil e quinze se despediu e eu estava na segunda temporada, quando cheguei a terceira, aprendi a lição mais incrível que alguém poderia me ensinar: o tentar. E por mais clichê que essa palavra soe aqui no Poético Diário, foi através dela que eu busquei a minha segunda salvação.

Por Deus, por nós, o viver é mais complicado do que imaginamos. Muitas vezes criamos os nossos dragões, os nossos espinhos e o nosso fim sem ele mesmo acontecer. Pelos céus, isso é a coisa mais complicada que podemos fazer contra nós. Quantas vezes você precisou chorar? Certeza que a quantidade não cabe nos dedos da sua mão. Mas é o seguinte, todos nós, até o seu vizinho ou o padre que celebra o culto, todos passamos por questionamentos por mais que esses não se assemelhem. O que você precisa entender primeiramente é que a dor precisa ser vivida para que se aprenda a viver. Irônico, não? Mas o sentido é esse. É como se você caísse no mar e soubesse aproveitar a maré, para enfim, retornar.

Rae Earl disse a seguinte frase:

''Talvez a minha doença não era um problema. Talvez era algo com o qual eu precisava aprender a conviver. (...) Kester diz que tenho obrigação comigo mesma em tentar. Eu preciso aprender como lidar com as coisas... do meu jeito. Vou parar de esperar que alguém venha e me salve.''

Eu não sei se ficou claro o meu amor e gratidão por ter conhecido essa série ou se, de alguma forma, consegui ajudar alguém com versos; mas espero que tenham visto a vida de uma maneira melhor, uma maneira complicada, porém, leve, porque é assim que ela é: uma mistura, um encontro de sensações.



Espero vocês na próxima publicação. :)



Imagem  via We♥It

2 comentários:

  1. Nossa, eu nunca tinha ouvido falar sobre essa série, mas por tudo que falou já fiquei interessada! Só acho que não deve ter na netflix, né? Porque nunca vi anúncios sobre ela por lá.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que se interessou, Kah! É uma série adolescente, que por tratar de temáticas bem reais, infelizmente, acabou não 'ganhando' espaço como deveria. Por esse motivo é bem curtinha. Eu acredito que não tenha na netflix, viu? É uma pena. Eu baixei a série inteira, além das legendas, separadamente, via torrent. Posso te passar os links caso se interesse. Abraços sinceros <3

      Excluir