Sobre escrever e viver

Tem poesia gritando por aqui desde o dia em que escrevi a história da borboleta solitária quando eu tinha 8 anos de vida. Lembro que o trabalho foi feito em dupla num intervalo bem curto. Eu fiquei com tanta vergonha de ter escrito sobre uma borboleta, que a menina que me acompanhava foi lá na frente e leu por mim. Quando a Carol disse "Era uma vez uma borboleta azul e solitária..." parecia não saber o que eu tinha escrito direito, mas eu sim, parecia ter sentido o que podia ser solidão. Umas crianças perguntaram a tia o que era solitária e ela falou em tristeza. Até hoje não entendo o porquê de, aos oito, ter falado da liberdade do voo com tristeza. Talvez tenha sido porque eu já imaginava que borboleta voa pra não mais voltar.




Ok, eu poderia voltar a postar falando de outro assunto; no entanto, escrever ainda continua sendo o que me faz andar.

Transmitir versos é desafiador porque você passa a enxergar com outros olhos o coração do mundo inteiro. E olha que isso não é tão simples como se imagina. Você nunca escreve sobre qualquer coisa, a não ser que te façam pensar forçadamente sobre tal. Versos exigem impulso e tempo... é um pedacinho seu que se encontrará pra sempre por aí. 

Depois dessa breve reflexão entendi quão complicada é a missão que a vida resolve me doar todos os dias. Escrever também faz parte da definição do que vem a ser o amor. Fazer com que o próximo se reinvente a partir do seu sentimento é a coisa mais linda que pode acontecer. Então sejamos verso e poesia sem medo das pontuações e palavrões. Apenas sejamos. Ser é a questão.



*muito obrigada por terem me esperado depois de longos dias! tô feliz pelos leitores novos e por todo carinho nos comentários. agora tudo está caminhando normalmente e caminhará mais organizado também! beijos e espero vocês nas outras redes sociais :)




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