abril 01, 2016

Os da vez

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Março foi bem ok, tirando as semanas "qq ta conteseno" da faculdade e os momentos finais da temporada de The Walking Dead. No mais, abracei três leituras incríveis: Ética e sociedade, Escrita criativa: o prazer da linguagem e A arte de escrever bem.


// ética e sociedade 
O primeiro livro citado fez parte da primeira unidade da disciplina Ética em Serviço Social que estudo na facul. E que livro! Depois que os meus olhos entenderam que tem um mundo gigante lá fora, me tornei crítica - e isso inclui dizer que me desprendi de todo o conservadorismo que me obrigava a não ver o mundo como ele realmente é. Mas me recuso, por enquanto, a conversar abertamente sobre isso, sei lá, agora não. Acho que cês me entendem. No fim, esse livrinho possui 58 páginas e é dividido em quatro unidades. Na primeira, intitulada de "Para que filosofar?", Lúcia Barroco nos convida a entender a necessidade de mantermos uma atitude crítica dentro da sociedade; aquele saber diferente do senso comum. Nas demais unidades "Em busca de fundamentos éticos" (deixar claro que recebi vários tapas na cara ao ler esse capítulo), "Práxis, trabalho e cultura" e por último, "Ética e liberdade".




// a arte de escrever bem & escrita criativa: o prazer da linguagem 
Me deixem dizer que esses livros serão essenciais daqui pra frente nos meus dias tanto para produzir uns escritos aqui; além de formulários, diários de campo e tudo que esse mundão me oferecer. O primeiro livro, A arte de escrever bem (2010) é de autoria da Clair Alves e dele retirei muuuitos trechinhos sobre uns toques que a autora me deu, então...


* "Beugrande diz que devemos pensar um texto como um lugar de constituição e interação de sujeitos sociais"

* "Obedecer à ordem natural é o mais apropriado: sujeito + verbo + complemento + adjuntos"

* "Explora o humor, faz poesia de coisa banal" 

* "Diz coisas muito sérias, por meio de aparente conversa fiada" 

* "Manter aceso o caldeirão da criatividade. Tornar-se obcecado pelo problema"


Por mais simples que essas dicas possam parecer acabei abraçando tais como se fosse a primeira vez que as ouvi. Existem muitos capítulos com as suas particularidades, e Clair Alves nos convida a pensar a escrita como algo prazeroso - e é. Essa coisa de manter-se curioso e de se inspirar por aí deve sempre fazer parte dos nossos dias; e foi justamente esse empurrão que a Clair me deu. Tem tempos que tu nem lê direito e escrever que é bom também não. Talvez por esse meu distanciamento de tudo, nem um risco de poesia arriscou nascer, mas juro que tô me arrumando.

O segundo livro, Escrita criativa: o prazer da linguagem me fez lembrar que...

Escrever "acima de tudo: requer a tênue conjunção de treino e prazer. Você precisa sentir a satisfação de escrever independente do resultado. O que importa, de início, é produzir textos como exercício da imaginação." (Allende, 2003, p. 52) Tá aí a palavra: exercitar. Se você, assim como eu, ama escrever umas coisinhas, o exercício deverá ser o seu companheiro. Abraça aquele site que 'cê amou, ouve a canção que não sai da sua cabeça, inventa uma crônica tipo essa que eu escrevi (alô alô fãs de twd) e seja feliz porque errar também é luz.

Por fim, um agradecimento especial aos autores que nos dão motivos para continuar e provam que em cada cantinho há poesia - e aos leitores queridos que dão sim aos erros dessa aprendiz. <3

| livrinhos
BARROCO, Lúcia. Ética e Sociedade.2. ed. Brasília: CFESS, 2003. |
ALVES, Clair. A arte de escrever bem5. ed. Petropolis: Vozes, 2010. NIZO, Renata Di. Escrita criativa: o prazer da linguagem . 2. ed. S?o Paulo: Summus, 2008.




Bom fim de semana,
Lary

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