abril 10, 2016

Voa

É como se os ovos, frutos da relação poética entre borboletas, evoluíssem e eu eternamente permanecesse lagarta no casulo; e por mais que a minha mente forçasse voo, paralisada eu sempre estaria. A vida é como o salto do anfíbio que busca adaptar-se às incertezas mutáveis da existência, e por esse motivo, faleço a cada respiração sem mesmo querer tentar o que pudera ser. Então questiono-me se a vida realmente é isso que vivo, se o que procuro suprirá realmente alguma vontade ou se o castelo de ilusões que imagino será sempre o meu abrigo. Agarro-me às melodias francesas da mesma maneira que olhos nus adotam constelações; não sei se findo ou cavo e me prendo no perfume do desconhecido, na canção de quem está distante e na dúvida da existência do invisível. E assim sigo errando crases, pontuações, vírgulas [...] mas, acima de tudo, com vontade de viver. 

Por isso essa publicação nua. Meus dedos tortos, meu cabelo a crescer mais uma vez, minhas olheiras, um galho morto e um pássaro para que eu possa fazer um pedido sincero: que possamos voar sem medo.






Até logo...

2 comentários:

  1. amei, amei, amei <3 suas fotos são muito lindas, mulher! e você tb!

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    1. Ka! Receba o meu abraço. Agradeço muito o seu carinho ♥

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