As flores precisam das nuvens, e você, de paciência


Aprendi a sentir essa tal felicidade através das palavras, através dos momentos tranquilos em que o poema me coloca. Enquanto escrevo me desprendo de pesos, pedras, pipas, penhascos, pulos [...] aprendi a sentir a tempestade... gota, gota, fio, fio, água [...] até que elas cheguem na pétala da flor, das flores.


No rain, no flowers fora a junção de palavras mais harmônica que alguém poderia ter escrito. Sabe, vivemos de imediatismo. Raros são os que apreciam sua breve passagem em terra, raros, meus caros. Então entre a chuva e flores haverão tantos quês, tantos au revoir, bievenue, comment allez-vous. Chegadas, partidas, cirandas, andanças, poemas incompletos, cores, coroas, corpos, luz, cometas, peito, céu, infinito. Nesse meio, nesse tempo, é justamente onde você deverá entrar em uma rua sem volta, na casa da coragem n. 20 e por lá residir. 


Vai por mim, mas vê se não volta.

 
Fica na certeza, no verso, no seu espaço, entre estrelas, mas vê se não volta. Vê se não volta pra incerteza e pra inquietude de quem não verá a vida, e sim, tão somente, os seus tropeços. Espera, tropeça, mas tropeça com vontade! Cai, pega as pedras e faz um aquário pra afogar, de uma vez, essa falta de coragem. 


Vai por mim, mas vê se não volta.





** Pessoal, essas imagens foram disponibilizadas no We Heart It para hearts, porém, sem os seus respectivos criadores. Então, por favor, se alguém souber o nome do/s artista/s é só me mandar um e-mail ou comentar para que eu atribua os devidos créditos. Obrigada!





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