A morte, saudade e rosas vermelhas



Eu não sei se você já sabe, mas as pessoas se vão. Eu poderia dizer que é mentira, mas não, as pessoas realmente se vão. E foi mais ou menos às doze horas da tarde, nesse mesmo dia, há sete anos, enquanto eu escrevia uns versos aos quatorze anos de idade que ouvi gritos da minha mãe. A hora da poetisa da família, dona do meu silêncio, de toda a paz... a minha avó havia partido. Ficamos sem o seu olhar doce, suas palavras, o seu cheiro e pela primeira vez entendi o sentido de saudade. Saudade é aquilo que dói e não passa. A verdadeira saudade é o que hoje sinto.


Meus versos voarão pro céu e retornarão cheios do teu amor. Espero que você esteja bem, sem frio e cheia da Palavra. Depois me conta quando Ele vai regressar e se vai voltar. E ah, ontem ganhei rosas, mas hoje elas são suas. Te amo sempre, pra sempre. Com amor,
sua Larinha.





in memorian de Maria José da Graça  
*23/12/1940  +13/06/2009

2 comentários:

  1. Que post mais lindo, Lary... Que a sua rosa descanse em paz. Abraço apertado. <3

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  2. Toda a paz pra ti, Laisinha. Muito obrigada! Abraços ♥

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