Daquilo que é eterno


Lembro de ofertar um único e árduo trabalho àqueles que cuidaram de mim durante os meus primeiros anos de vida: o choro. Eu sempre fui insuportável. Meu rosto angelical enganava todo o universo e digamos que só fui ser normal depois que aumentei uns anos de existência. Sou grata pela paciência da família Andrade durante cada minuto suportado, hahaha

Durante esses dias conversei com a minha mãe e pensei que seria legalzinho mostrar uns registros que fizeram d'eu e também mostrar coisas que ela guarda até hoje - depois disso percebi de quem puxei essa mania (boa) de admirar os pequenos detalhes da vida.


 
Eu não entendo nada, mas esses "borrões" no exame acima sou eu em março de 1996. São algumas páginas - tipo umas 4 - e fico bem contente que a minha tenha guardado com tanto carinho. 
 



Isso uniu eu e mamãe durante nove meses: um cordãozinho. Ela guardou um pedacinho de mim e eu coloquei com amor dentro desse potinho que ganhei da minha avó Maria José (in memorian) há muitos anos. Coloquei em um papel de algodão, dentro um saco de plástico e, por fim, dentro do potinho. Só retirei pra fotografar mesmo, rs ♥







Eu penso a infância como a descoberta sincera e eterna do peito de cada um. Sei também que a infância não foi vista serenamente por muitos... Quantas das nossas crianças estão abandonadas por aí, sem uma mão correta para ensiná-la e guiá-la para caminhos tranquilos? São muitas, gente. Quando falo nisso penso no meu pai - o cara que segura o meu primeiro vestido na foto acima. E me dói por saber que essa realidade não cessará por um bom e longo tempo. 

Compartilhei essas fotos para pensarmos os nossos dias e sermos pacientes com os sorrisos que nascem, com as crias que chegam. Nós vamos, o mundo ficará com elas. Celebremos a infância com e pelas crianças.


Até logo! ♥

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