outubro 11, 2016

dear diary #1 | capítulo um, desordem e o porquê




Todo mundo tem alguma história pra contar. Somos rodeados de/por alguma coisa. São as folhas que caem, o céu, metas que não são alcançadas [...] tanta coisa. Só que em alguns dias você vai refletir sobre uma coisa mais que outra - acho que isso é normal, né? Pensar é algo comum, seja lá qual for o assunto.

Ok, mas onde eu quero chegar? Eu só queria te apresentar essa nova categoria, esse novo episódio no Poético Diário. Digamos que não sou incrível em escolher algum nome para categorias, massss... diário se encaixa tão bem. Essa palavra possui duplo (triplo, quádruplo) sentido. Viver cada dia de uma vez com a sua calmaria, com a sua maré... é, faz parte. E inspirada na série My mad fat diary - que já comentei aqui -, vou falar sobre casos e coisas específicas do meu dia. Serão, necessariamente, coisas que me inspiram de uma forma diferente ou que me faz refletir de uma forma diferente. Esses episódios terão dias específicos para aparecer: a segunda - ou a partir do instante que a inspiração bater. Mas acredito que o principal motivo de refletir sobre algumas coisas é, sem dúvida, a minha proximidade aqui no blog e com vocês. Graças a esse formulário que 'cês responderam percebi que mais da metade dos leitores do pd gostam muito das histórias, das prosas e que muitos também gostam dos diários fotográficos. Que bom! Obrigada, obrigada, obrigada. E perdoem a confusão dos capítulos hahahaha

Hum... e se algo que aconteceu essa semana já virasse prosa?


 

Enquanto eu retornava pra aula de Classes e Movimentos Sociais, uma amiga me alertou que tinha um ser na grama improvisada da faculdade. Era uma borboleta, daquelas que possuem olhinhos (borboleta-coruja). Ela estava tão linda parada, só que ela não estava mais ali; eram só asas - tratei de trazer pra casa, óbvio.

Acredito que alguns detalhes surgem para valiosas reflexões.  A borboleta voou, voou... depois ficou seca e ali parou. Aí pensei que a leveza nunca será algo permanente em nós, mas alguns momentos sim. Parece que só dos abismos retiramos coisas boas. Instantes são eternizados em nós e isso alguém só nos retira caso não possamos registrar ou se alguma enfermidade nos tomar. Talvez por esse motivo eu goste tanto de borboletas. Elas um dia voaram, beijaram o céu e chegaram em um instante: o de abandonar suas asas e nos oferecer o prazer de entender que os verdadeiros significados se encontram nas pequenas coisas.

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2 comentários:

  1. "Elas um dia voaram,
    beijaram o céu
    e chegaram em um instante..."

    Que lindo, Lary. Uma categoria nova, um amor novo. Suas palavras sempre encantam, poesia.

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    Respostas
    1. Ahhhh, feliz te ver aqui nesse início. Que os meus versos façam parte de tu, de alguma forma. Obrigada, de verdade! <3

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