dear diary #2 | circunstristezas da saudade



Na semana que passou visitei a casa da minha avó paterna. Não lembro ao certo a última vez que nos vimos, não queria que fosse assim, mas teve que ser; o coração não se acostuma fácil ao que a vida inteira esteve "desacostumado". E no meio de tantos sentimentos duas cenas chamaram a minha atenção.

A primeira cena é do quintal de lá, pois ali eu realmente fui feliz. Hoje ele está vazio, minhas primas moram em outro estado, assim como as minhas tias. Quando olhei pra baixo lembrei com afeto das vezes que ali corri, caí, levantei. Caraaaa, como a vida passa rápido. A outra cena foi ver meus pais e meu namorado comigo, só nós quatro naquele lugar debaixo de um pezinho de acerola as colhendo - e comendo. Eu já fiz isso outrora, mas naquele fim de semana foi diferente. Eu não tinha as minhas primas, nem tias, nem a avó. Só estávamos nós. Aí nesse instante eu vi que realmente cresci um pouco mais e que, de uma forma ou de outra, a vida tá aqui e não importa como você segue. Ela pulsa, tá aqui. Enquanto colhia observava as plantas, os galhos, os frutos, os passos de quem estava ao meu lado e só pensei o quanto é bom admirar a vida devagar e mesmo assim continuar vivendo. Suas formas, cores, sons [...] viver me parece ser realmente bom.

Nesse dia não levei a câmera ~perdoem se a qualidade não estiver tão ok~





neve, leve chuva, 
vento,
 pôr-do-sol 
sonho, riso, 
choro, 
compreensão

"Se", Rosa de Saron












Até logo, queridos/as!
Obrigada por tudo <3

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