dear diary #12 | a vida em polaroid




Aviso de felicidade: descobri um dos melhores aplicativos (para a minha pessoa, claro). Um simulador de câmera polaroid. Ele faz barulho igual o da câmera, você escolhe a borda da fotografia e ainda precisa mexer o celular para a imagem ir aparecendo de forma gradativa - sim, aquele movimento que fazemos para a foto "esfriar" no mundo real, haha. Não possui efeitos. Todos eles são bem de acordo com a luz do ambiente que você está. Então não há um efeito nas fotos deste post, todos foram de acordo com "a vontade" do app. Eu achei demais! (:

E, ah, aperta o play na minha música favorita da vida que hoje o post está recheado com registros.






Assim que descobri a funcionalidade da InstaMini tratei de registrar a rotina e, cá entre nós, aqui tudo estava como eu gosto. Céu cinza, chuvinha e os amigos perto. Compartilhamos risadas, nossas histórias e eu, claro, pareci uma criança feliz com doce na mão - nesse caso, como minha "polaroid". Talvez isso explique os registros das plantas, da água, da escada; de tudo. 







De tudo mesmo.










11/10/2017

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ervas aromáticas em aquarela



Salsinha, coentro, alecrim & outras. Foi sobre elas que eu pesquisei e num instante retornei ao passado. A minha família sempre gostou de plantas, tanto a parte materna quanto a paterna. Mas nos instantes em que estive fazendo o esboço da ilustra de hoje lembrei da minha mãe. Ela, sem dúvidas, é a minha referência de cuidado e afeto quando o assunto envolve plantinhas. Se ela não entender algum detalhe faz questão de me perguntar e pesquisamos juntas o cuidado de cada planta do nosso pequeno lar. Dia desses, por exemplo, descobrimos que a maioria das nossas plantas são tóxicas e que outras purificam o ar. Nossa imbé, nossa comigo-ninguém-pode. Enfim. E diante dos meus estudos desenhei algumas ervas que me agradam, por isso iniciei o post as citando e agora vou mostrar como todas ficaram.






Aquarelar foi diferente dessa vez. Descobri na aquarela uma coisa antes não entendida por aqui, a função terapêutica. Se antes eu ficava chateada por não acertar, hoje me animo de organizar tudo e pensar em cada traço. Aquarela é paciência, amor, entrega.

O que me ajudou muito nesse processo foi o fato de eu não desistir da arte por motivos ocasionados pelo cotidiano. Passei a me aproximar de pessoas que a amavam tanto quanto eu e também, para a minha alegria, iniciei os meus estudos com uma oficina de aquarela. Minha professora é a Gabriela Ciolini, sim, a Gabs da Inventamor. Uma amiga querida que a arte me deu. Enquanto não posso ir a Sampa, ela veio através de uma oficina online e que eu super recomendo a vocês. E, ah, se você não tem nenhum material de aquarela, a Gabs te envia e você pode praticar melhor. O valor varia e clicando aqui pode ler com mais detalhes o funcionamento da oficina online de aquarela.




Após os estudos me animei para produzir mais, me dedicar mais. Eu gostei muito dessa ilustração - que inclusive fica linda em qualquer lugar da casa (imagina na cozinha que amor?). Sou a prova que dá sim para você estudar e ir se aproximando da aquarela com materiais bem em conta $$. Só depois de ler e praticar e entender melhor vi que preciso muito de outra tinta, pois a que uso é exclusivamente escolar e acaba me atrapalhando pela qualidade. Mas entenda: não se preocupe ao ponto de não tentar por achar que não possui um material bom o suficiente. O importante é ir praticando e se redescobrindo enquanto cria.






Depois da ilustra de hoje fiquei mais animada. Agora quero reproduzir (ainda mais) ervas aromáticas, as plantas daqui de casa, as fotos de viagem; quero o mundo aquarelado, hahaha.

Gostou da ilustra? Essa está em tamanho a4 com detalhes lindinhos e as minhas cores favoritas. O caramelo, marrom e verde.


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o sofrer poetisado por Frida Kahlo

No início desse ano aprendi algumas coisas lendo um pouco mais sobre a história de Frida. Foram fases com sofrimentos além do que eu imaginava e, a partir desses instantes, pude reparar a minha vida também. 

Da vida rompida por um acidente às décadas em cima de uma cama. A maior parte dos momentos de Kahlo foram registradas diante de uma tela, expressada com tinta e pincéis. Uma relação direta com a arte, essa, apresenta pelo seu pai, o seu grande influenciador. 

Após as leituras pude perceber como a protagonista desta publicação soube aninhar o seu coração aos empecilhos que lhe foram postos. Nela, eu me identifiquei. Não por passar pelos mesmos ocorridos, mas por ser na arte o único lugar em que meu eu não passa pelo descontentamento. Me parece até que a história de Frida traçou meu destino para se encaixar tão bem a essa categoria do meu diário. Fico feliz.





A primeira obra, A Coluna Partida, reflete o que Frida Kahlo observava diante de todos os minutos frente ao espelho que ficava no seu teto. Sua coluna era, de fato, partida devido aos agravos após o acidente sofrido por ela. Foram lesões físicas e que se eternizaram no seu modo de observar seu próprio reflexo.


“Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.


Resultado de imagem para Frida

Resultado de imagem para Frida

Me encanto ao conhecer histórias que envolvam a arte de alguma maneira. 
Você conhece alguma obra de Frida? Qual delas chamou a sua atenção?

"a poesia é atemporal" - papo com Bráulio Bessa & Hugo Novaes | #BienalAlagoas

Quando conheci a Bienal Internacional do Livro em 2013 não imaginaria conseguir ser tocada novamente (e de maneira ainda mais profunda) por sentimentos bons em um mundo repleto de coisas que eu amo - só que, dessa vez, anos depois. Poesias, canções, histórias. Esse ano conseguiu ser ainda mais especial por eu conseguir participar de maneira mais "viva" dos instantes eternizados por lá.





Acima, uma bike maneira que suporta uma banca de crepes <3 abaixo, o letreiro desse ano com as cores representativas de Alagoas e, ao meio, o I Colóquio Internacional IV Colóquio Nacional do Trabalho do/a Assistente Social.


A POESIA É ATEMPORAL




Bráulio Bessa disse que "a poesia é atemporal". Foi uma das coisas mais bonitas que ouvi hoje. Falar de poema, escritos e criação é algo que faz o meu coração sorrir. Quando soube que ele estaria por aqui fiz questão de comparecer e, bem, não foi uma tarefa fácil; mas a equipe de apoio dessa Bienal foi maravilhosa demais comigo <3. Desce escada, sobe escada e, por fim, eu me sentei no primeiro degrau, pertinho do palco. Frente a frente com ele, Bráulio, e Hugo Novaes, outro cara lindo; escritor da terra com o seu projeto Um tema Um minuto Um poema. Pense numa poeta feliz sou eu. Pensem num dia bonito esse. 





Depois de muito sentir eu e as migas fomos conhecer o que o espaço cultural reservava. A cada caminhada eu me derretia com os livros - mesmo quando o meu eu leitora de ficções/etc ter dormido um pouco ultimamente </3. Mas fiz questão de registrar umas belezinhas para mostrar aqui. 

  






Amanhã tem mais! E essa semana será linda com posts sobre momentos e impressões da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. 

bee happy: setembro


Gosto de resumir o mês com fotografias. Gosto de contar histórias através da fotografia. A cada clique sinto algo novo, me reinvento,  cresço. É com a fotografia que me permito, me sinto bem.

O mês de setembro ficou para trás. Houve viagem, visita em casa, pausas necessárias e, mais uma vez, uma reerguida. Sempre falo de recomeços por aqui, afinal, todo mês enfrentamos algo novo, não é? Faz parte. Dessa vez os seis registros mostram o meu canto através das minhas visões favoritas: a prateleira, um café quase no fim e outra porção de alegrias.

 





1. Esses tons são os meus favoritos e já comentei muito sobre isso <3 É desse jeito que a luz entra no meu quarto. Fim da tarde ela está quase sempre presente, linda, dourada, combinando com a parede e o meu coração outonal. Eu sinto paz e (quase sempre) vontade de deitar e tirar uns cochilos, hahah.

2. Meu cervo, quadro com arte da Inventamor. Gostei muito do quadro em pé na prateleira. Ficou incomum ao que eu estava acostumada. Inclusive, logo logo, quero moldurar as minhas invenções e fotografar para cá. 

3. Quando pequena, eu detestava o café + leite em pó. A textura não me agradava </3 Hoje, de forma contrária, eu amo! E quando o cafezinho está no fim, ah, fica melhor ainda. Vocês gostam de café?

4. Vista bonita da serra que divide a cidade de Batalha, aqui em Alagoas. O meu pai é a pessoa quem aparece no registro. Não tenho palavras para descrever como é bom compartilhar momentos assim por aqui e com pessoas que amo, nesse caso, a minha família. A vista do alto da serra é linda.

5. Da janela, a melhor sensação: acompanhar os tons naturais desenhados. Sou apaixonada nesses detalhes. Como o verde consegue se dividir nos montes, como as flores se diferem; tudo.

6. Classic <3




E o seu setembro, como passou?

A Laís já conversou sobre o mês florido dela lá no Candy deer e deixou setembro ainda mais especial com o seu bee happy. Vamos conferir. :)



Até outro instante. Um abraço! ♥



 

viver, sentir e viver novamente



Esses dias conversei com alguém pouco mais madura que eu. Pessoa que caminhou um pouco mais, viveu um pouco mais com seus tropeços e erguidas. Alguém comum. Alguém. Perguntei qual o conselho que ela me daria para a vida. Olhando para os meus olhos escondidos pelos óculos disse que eu não tivesse medo de divulgar, sentir, fazer o que eu gosto de fazer. Se for para abraçar a área que eu estudo atualmente, ótimo, que eu me especialize; mas que, acima de tudo, saiba admirar outras coisas que eu gosto de fazer. Produzir, contar as minhas histórias, as histórias dos outros. Melhor. Que eu continue a fotografar, ver o mundo. Que eu sonhe. Realize.

Todo esse papo fez sentido ao meu coração sensível. No início dela, da conversa, quase chorei. Talvez, ter condições de ver que a vida realmente avança, possa machucar um pouquinho a nossa eterna alma infantil. Mas uma hora você aprende que o fluxo é esse mesmo; que a vida tende a passar. Sem motivos múltiplos. É assim, ela passa, é assim; enfim.

Isso me fez pensar em como, na maioria das vezes, abandonamos o que realmente nos completa por um receio que diz respeito bem mais aos outros do que a nós mesmos. Não basta termos a consciência de que tudo, digo, a vida, passará levemente. Ainda guardamos a quase obrigação de nos aprisionar em quês alheios. Isso é terrível


TERRÍVEL.
ADJETIVO DE DOIS GÊNEROS
i. que infunde ou causa terror, assustador, temível.



Apenas voe.

Se ilustrar, cantar, contar contos e/ou fotografar é o que te move... Apenas voe. Encaixe esse detalhe à sua vida. De alguma maneira saiba colocá-los em seus momentos. Apenas voe. Crescemos o nosso interior alimentando os detalhes bonitos que nos acrescentam de verdade e esses apenas você conhece bem. Apenas voe. E como diria a Isa: continue com o coração.






Estarei navegando.

subimos a serra da cidade | Batalha, Alagoas

Sábado consegue ser melhor do que a quarta-feita (meu segundo dia favorito da semana). Escrever & compartilhar histórias é o que me completa de maneira sincera. Me adequar aos dias um pouco mais tumultuados que o normal foi algo que aconteceu e também é algo que estou me acostumando - isso talvez explique a frequência menor de publicações aqui no blog. Iniciei o meu tcc, na verdade o seu projeto. E também iniciei o meu Pibic, a conclusão do meu projeto do estágio e um quase adeus a mais um nível do espanhol </3. Ufa. Viram quanta coisa? Por isso é tão bom aprendermos a nos desligar do mundo de vez em quando. Sair sem culpa, medo e somente aproveitar as coisas lindas que a rotina pode doar. Semana passada foi assim.

Saímos em família para reencontrar a nossa metade que mora no interior. Foram momentos tão bons que não fotografei muito. Andei, vi o dia se despedir, conheci novas pessoas e voltei querendo ficar por lá. Viajar sempre é renovador, né?



Essa, sem dúvidas, é a minha foto favorita. Não sei o porquê, mas deixei que ela me cativasse e assim ocorreu. 

Quem já foi em Batalha sabe que o símbolo dela, além de ser o leite, é também a sua serra. Um monumento natural que guarda muitas histórias. Todos tiveram algum instante da sua infância nesse lugar. Minha mãe e tios sempre me dizem algo e só subindo lá pude entender melhor os seus dramas e sorrisos.





A serra fica na frente da cidade. De lá podemos ver tudo. As igrejas, pontes, o rio Ipanema, montanhas e conhecer a história por lá guardada. 

Minha mãe falou que antigamente havia uma vila com vários moradores. Na serra, haviam casas e vidas eram seguidas. Hoje, há o silêncio e somente alguns moradores - já que a serra virou propriedade privada de alguém (fiquei triste quando soube disso).







O neném acima ficou feliz com a nossa presença e eu triste por não ter condições de trazê-lo. Acredito que ele tinha dono, mas não vi ninguém supervisionando ele no momento. :( Olhem que cores lindas, vejam que criancinha. 






Visão de frente. A cruz de séculos passados, uma capela abandonada, mausoléu, cemitério. Histórias. Um lugar tão bonito, tão bonito! Meu pai perguntou se eu estava me sentido "no céu" e eu respondi que sim. Gosto de conhecer esses contos, ou melhor, ver de perto tudo isso.

O sol estava tão forte (tão forte!) que registrar muito estava me fazendo mal. Suei horrores. Talvez por esse motivo não registrei tanto quanto eu quis. Mas não há problema. O que importa é o momento que passou, as pessoas que estive e o que consegui transmitir pra vocês também.






A CIDADE, A ESTRADA E A DESPEDIDA







Mountains. As minhas favoritas. Durante a viagem gosto de ver a vida funcionando lá fora e após alguns quilómetros o clima do sertão traz "de brinde" as suas formas naturais. Recordo que, quando menor, eu tinha pavor de montanhas (?), não me perguntem o motivo, hahah Mas esse monumento gigante era sinonimo de pavor durante as viagens pela estrada. Hoje sou completamente apaixonada, vai entender, né? Um dia quero ver alguma cordilheira e registar com os meus olhos, as lentes da câmera e o meu coração. 




Que tal um vídeo? Gravei também! São trechos da nossa viagem de pouco mais de 24h. Tem estrada, serra, plantinha (porque se não houvesse não seria eu), e golden hour. Um misto de alegrias. De outra vez quero fotografar meus pratos favoritos e as pessoas lindas que esbarro no interior do estado. Dá pra conferir um pouco desse amor no vídeo abaixo:








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Beijos!
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