dear diary #4 | bordei & sonhei com tu



Essa noite eu sonhei com a minha avó materna. Fazia anos que a sensação de um bom sonho com a mesma não ocorria. Foi tudo tão real e bom; mas aí me dei conta que só era em sonho mesmo, já que a saudade sustenta o peso do meu coração desde aquele treze de junho de 2009. Coincidentemente hoje é treze e como no sonho eu a pegava no colo, só que hoje faço o mesmo com as lembranças.

Liguei o computador pra digitar umas tarefas, coloquei Yann pra cantar - e nesse instante ele se debruça no acordeon pra tocar A quai, a minha canção favorita. Aí o meu coração acelera, a saudade vem & os sonhos batem na porta do peito cansado dizendo "lary, não desista de nós!". E não vou. Um passo de cada vez, não é?

~

Maria bordava aqui
acolá
agora distante
costura o meu
peito
que só trasborda
o mar
amar

saudade

pra você, em algum céu,  Dedé ♥






Entre uma produção e outra lembro do cuidado que a minha avó tinha com tudo. E bem, o mesmo acontece por aqui. Nas últimas semanas alguns marcadores para livros surgiram (migos de Maceió me procurem hahaha) e eu retorno imediatamente para a infância quando mamãe transformava linhas em toalhas. Esses instastes enchiam os meus olhinhos. De outrora pra cá quase nada mudou porque a sensação de produzir algo é renovadora & meus olhos ficam brilhando do mesmo jeito - isso é um ótimo sinal.




p.s.: a linha branca logo se transformará em sapatinhos para bebê (que, por enquanto, não é o meu rs) <3



Escrever um dear diary sempre me deixa bem. Obrigada por tudo, pessoal!
Como as coisas estão por aí? Vamos conversar (:

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