junho 26, 2017

asthma & donnie darko. assistidos 005

Uma coisa rara aconteceu: assisti dois filmes. Eu digo "rara" porque meses atrás comentei a minha dificuldade de conseguir assistir obras e trazê-las pra cá. Já posso riscar esse receio da lista, uma vez que essa categoria já alcançou o número cinco de publicações e to me sentindo mais ok pra falar sobre os filmes que abracei por cá.

Vamos seguir.



Asthma



Ultimamente tenho me apegado aos dramas. Asthma é uma produção de 2014 e conta a história de um artista que sofre com a depressão e está cansado da vida que leva em Nova York. Ele acaba roubando um carro e viajando sem destino buscando algum sentido para a sua vida. Gostei da produção, mas gostei principalmente da fotografia. Os cortes, as cores, o minimalismo. Na maior parte do tempo tive a sensação de estar dirigindo as cenas, talvez. Tudo estava como eu gosto. Assistir sobre tal temática, aliado aos detalhes que me marcaram (na fotografia), aumentou mais o meu desejo de estudar o audiovisual e gravar filminhos e documentários.

Asthma, no meu ver, falou do sofrimento como ele é. Uma tela branca prestes a ser preenchida com algumas esperanças; e assim o filme segue. As drogas, a falta de ar, a tentativa de recuperar-se através do amor e o desfecho. O término real, como deve ser. Sem fantasias, palavras que possam tapar a realidade de uma recuperação como se o sofrimento real fosse algo banal. Recomendo.




Donnie Darko




Lançado em 2001 e só domingo passado mirei. Que produção doida e que filme incrível! Chorei e quero ver de novo. Um muito obrigada a leitora querida do blog que me indicou. Quem aí já viu Donnie Darko?

Donnie é um garoto diferente, sonâmbulo e que tem visões. Em uma dessas conversa com um coelho gigante e o animalzinho estipula um mês para que o mundo acabe. Diante dessas confusões mentais o menino parece não acreditar no gigante animal, but instantes depois uma turbina de avião cai no seu quarto deixando-o reflexivo sobre a previsão. E bem, o filme é bem mais que isso. Vai além das previsões & de um coelho no jardim.

Chega a ser tão complexo que quase nenhuma crítica sobre tal longa é certa. Se fala de física quântica, psicologia, Deus, o fim dos tempos; coragem insana e sacrifícios. O filme exige muito de você por ser confusamente incrível - tanto, que ainda não arrisco fazer um comentário pra valer sobre o mesmo hahah Assista não uma, mas duas ou mais vezes.







O que você assistiu recentemente?



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junho 23, 2017

um ano pós transição capilar





Paciência e coragem.

Essas foram as palavras responsáveis pela minha transformação dentro de um ano. Acredito que já comentei antes sobre a mania que muitas vezes temos de nos diminuir e por vezes acreditar que não somos capazes de algo. Bem, através do corte capilar pude ver outra Laryssa em mim. Uma pessoa diferente e entregue aos dias em um universo não preparado pra abraçar pessoas cada vez mais distantes dos seus padrões. Me vi bonita, mulher, paciente e corajosa. Mas ser paciente foi o ensinamento maior. Esperei onze meses até cortar os fios. Então foram onze meses esperando alguma lâmpada genial aparecer acima da cabeça e dizer "querida, só vai! corta". Então eu fui. 






Após o corte tive mais paciência pra cuidar dos fios - coisa que não acontecia antes. Então toda semana, pelo menos duas vezes, eu hidrato e arrumo as mexas com algum produto. Não sou expert no assunto, mas é sempre bom compartilhar aquilo que nos faz bem, né? A transição me deixa feliz até hoje. Abaixo vão produtos diários e produtos que uso durante a limpeza do hair.

Yamasterol (Argan) / utilizo esse produto sempre. após lavar o cabelo e secar levemente, espalho uma quantidade nos fios (não no couro cabeludo) e com uma escova coloco o cabelo todo para trás. pronto. agora o cabelo está pronto para receber o creme (já para o creme não utilizo pente/escova, utilizo as mãos). uso o Yamasterol para preparar os meus fios para receber um creme "mais pesado", entende? é um pré-creminho hahah o Yamasterol é muito leve, ele vai condicionar suas madeixas.

Day after - Como se fosse a primeira vez da #TodeCacho / ganhei uma garrafa (praticamente) de mais de 500 ml hahah de início detestei o produto porque não gostei do aspecto. esse "creminho" da #TodeCacho lembra um gel, mas não é. agora aprendi a usar e to amando! levo sempre um potinho pra todo lugar e coloco alguns ml dentro. funciona assim: depois de dois dias com o cabelo lavado ou uma noite mal dormida dos fios tu coloca um pouco na mão e vai espalhando onde você sentir necessidade. pronto. é só modelar como quiser e fica como se fosse a primeira vez mesmo.

Óleo capilar Coco - extrato vegetal da Niely / passo após o xampu, de forma bem espalhada mesmo só para os fios sentirem que tem um oleozinho ali. após isso eu hidrato e depois enxáguo.


A mudança total acontece com o tempo. Meu cabelo voltará, creio eu, a ser como era somente daqui a uns meses, anos. Enquanto isso estou por cá, pronta pra mudar e ser quem eu quero ser. Afinal, ser quem você quer ser é o que realmente importa nisso tudo. Seja lisa, cacheada, seja quem quiser ser.



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junho 13, 2017

oito anos sem ela





É estranho quando temos que nos despedir de alguém. Acontece, vai acontecer. Por aqui aconteceu em dois mil e nove e sentimos como se fosse hoje. Dessa vez a nossa poeta vem vestida com saudade e nos traz risadas quando retornamos às memorias. 

No meu chá [foto acima] veio refletido o céu.

Na foto da foto [abaixo] eu vestida com o agasalho dela.






restam memórias,
histórias 
e o mesmo café;
resta seu leito,
imagens
e a fé.


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junho 10, 2017

cosas nuevas

Em algum momento você mudará as coisas do lugar. Eu sei, no início você vai ter medo, mas mesmo assim mudará alguma coisa do lugar. Ousei mudar a mesa do quarto. Aconteceu (finalmente) e também mudar o tema do blog (que ainda tá meio torto, mas logo termino de ajustar).

Continuando.

A casa é pequena, o meu quarto também. O meu desejo foi ter sempre por perto um canto para estudar e me inspirar; uma mesa, um espaço. Não sei. Foi então que eu e meu pai fizemos essa mesa, talvez a coisa mais legal que fizemos juntos em algumas horas. Reaproveitar as coisas é bom.






Uso um mesmo computador há oito anos. Digamos que ele está nas últimas e eu querendo muito que chegue o instante de comprar um melhor (e torcendo pra que esse aqui não me deixe na mão). Tenho me aproximado tanto da produção audiovisual. Comprei adaptador pro microfone dinâmico, ganhei um de lapela [...] quero produzir mais. To feliz.





A coleção animal de uma loja de brinquedos da cidade caprichou nos bichos. Gosto dos dinossauros, mas dessa vez trouxe um alce. Minha mãe olhou pra mim com cara de "é sério que você vai levar?", então eu trouxe. A cor dele combinou com o quarto e ficou bonito perto dos livros na estante.





O projeto Lary das férias é assistir filmes que vocês me indicaram e produzir coisas antes que meu computador diga adeus. Como início, uma reedição. Vos levo para a biblioteca da cidade (mais uma vez).





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junho 07, 2017

design de moda: o primeiro passo





Ano passado tive o meu primeiro contato formal com o design. Antes, confesso, levei a palavra design muito ao "pé da letra". No meu ver, seria um curso onde eu veria de uma forma "maneira" assuntos relevantes que envolvessem a arte - e não é bem assim. Após as horas dessa minha primeira aventura eu entendi que design significa superação constante de uma mente que verdadeiramente gosta daquilo que faz. E aproveitando o embalo daquele fim de semana produtivo, aliada a minha conexão intensa com a série "Abstract: the art of design" da Netflix, resolvi escrever essa publicação.


"se debruçar sobre um papel em branco e esperar a loucura acontecer. só você, um lápis, a luz e a sua xícara de café"


Várias foram as questões levantadas, mas o primeiro capitulo soube me doar inquietudes plenas. Não, eu ainda não terminei de assistir a série, mas tais questionamentos ficaram em mim. Um deles foi "eu estou tentando ser boa em uma coisa. ok. mas eu estou sendo boa em uma coisa verdadeira?", eis a questão.  

Quando eu entrei na sala de aula e me situei de que eu realmente estava prestes a entrar em uma aula de desenho gelei da cabeça aos pés. Retirei da bolsa o lápis, meu caderno de cartografia, uma régua e depois de bons minutos alguns fatos sobre aquele dia.


1 dependerá somente de você.
Você precisa ter algum interesse sobre o que os seus olhos vão ver. Em quatro horas de aula, por exemplo, você desenhará bastante. No meu caso, e na maioria do pessoal da turma, foram quinze esboços - ta aí algo que eu nunca imaginei fazer em tão pouco tempo. Mas calma, o tempo é diferente pra cada um. O seu ritmo importa e com um tempo você vai desenvolvendo as suas técnicas.

2 simples e barato.
O segundo fato diz respeito aos materiais - algo que a professora falou bem. Você não precisa estar munido dos mais caros. Tenha sempre um lápis (gosto do 6b), folhas, régua (principalmente se tu for iniciante) e uma borracha. As exigências normais ficam sempre em torno da sua atenção - que é algo importante.

3 fique atento a cada comando do seu orientador.
"ok. agora vejam essa imagem no quadro e reproduzam na folha. vou passar para conferir". GENTE. Eu só pensei em como aqueles dias voltada para as minhas singelas aquarelas iriam me fazer bem & como eu precisaria confiar em mim. Imaginem um quadro gigante com uma mulher de modelo: alta, poses diferentes e cabelo nem se fala. Apaguei incontáveis vezes o que desenhei até chegar no que a professora imaginou. Quando ela se aproximou eu engoli seco e me aliviei ao ouvir "isso está muito bom!".

4 NÃO tenha medo de tentar.
Por último, a lição que julgo ser a mais importante."A única maneira de se reinventar é relaxar", foi o que o designer Cristoph Niemann falou no episódio um da série já mencionada. E foi isso também que a professora repetiu inúmeras vezes. A maioria dos designers estavam com medo por estarem diante da prática e de alguém que entendia melhor sobre a técnica de um traço "perfeito". Só que a coisa mais bonita já estávamos fazendo: tentando.


No fim, tudo que observei vale pra vida de forma geral, né? A calma é a chave e a persistência também. Não adianta você resumir o seu aprimoramento a um curso/faculdade que você quer muito fazer ou, sei lá, a um material incrível que você está precisando. Ok, os fatores anteriores podem ser necessários, mas se tu estiver a espera e não se movimenta aproveitando as coisas que tem ao seu redor, como a sua arte andará? Aproveita a viagem e navega. <3





O vídeo abaixo compõe a outra página desse diário e assim quero continuar. Os desafios são grandes e a vontade de estudar e continuar também. Aperta o play e mira o mês que se foi.



Fica por dentro e se inscreve no canal. Te espero (:

Até mais! ♥

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junho 03, 2017

dear diary #8 | ele recitou um poema




Eu andei dez minutos até chegar no prédio e subir dois andares. Amei a janela que escolhi ficar dessa vez - a minha favorita "real" está interditada temporariamente, infelizmente. Ao subir lentamente os degraus ouvi a voz de um homem recitando um poema. Só estavam ali ele, linhas escritas e o silêncio absurdo - já não tão absoluto assim. 

Já disse o quanto gosto desse lugar, né? Uma paz legal pra estudar, filmar, fotografar. Ah, tu pode clicar aqui e ver o post especial de meses atrás. Dessa vez fui sozinha e todas as fotos foram do celular. O momento estava tão legal que fiz uns cliques pra deixar guardadinho nessa categoria que tanto amo aqui no nosso blog. E bem, é provável que vocês vejam sempre fotos de lá por cá hahah Mas não há problema ♥











Esse quadro é um dos primeiros, ele não tem título/nem data; gosto tanto de observá-lo. Gosto tanto de ver a 'viúva' abaixo também. Algumas obras por lá não estão creditadas e é bonito ver como a arte pode nos mover. São vários temas em cada andar, corredores, salas. Miro tudo de pertinho pra tentar entender o que cada artista tentou passar. 








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junho 01, 2017

mais um ano se passou



Sempre levei a sério essa coisa de fazer idade, desde pequena amei saber que cheguei no primeiro dia do mês de junho. Talvez isso seja um motivo pra eu me sentir ainda mais renovada com a idade nova. Completar vinte e um vai ser diferente pelo simples fato de eu ter escolhido não remover nenhum obstáculo que juguei gigante, sabe? A gente tem mania de achar que o nosso coração é pequeno, temos mania de nos diminuir de alguma forma só que (bem) lá no fundo o coração sempre sabe que é passarinho - então escolhi voar. Voa também, viu?









feliz vida por aqui, feliz vida pra nós <3 

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