confie em mim (Harlan Coben) / beda #4




Finalmente a leitura de outro livro, finalmente uma despedida desse "bloqueio literário" dos últimos anos. Vocês já tiveram um? É estranho quando algo que você gostava cai no costume de não ser tão agradável assim. Por aqui foi o seguinte: a maioria das obras que ficam na prateleira foram esquecidas. Obras em que eu cultivei gratidão apenas por ler o resumo, perderam a graça.  Mas, olha, acho que voltei. Tudo bem que ajustar isso aos dias nem sempre serenos acaba sendo uma tarefa difícil, mas tentar nem dói tanto assim; então a criação do Harlan Coben foi a escolhida da vez.

Lembro bem que aos quatorze anos vi esse livro em um mercado da cidade. O meu eu, amante de obras de terror/suspense, nascia ali. Fiquei curiosa ao ver que a obra seguia o gênero. Foi então que em 2013 ganhei uma boa quantidade de livros e no meio deles Confie em mim se encontrava.

O livro lembra um filme. Nem me atentei para ver se já existe um adaptado, mas acho que não. Percebi que os capítulos são interrompidos sempre - como se fosse um corte de cena mesmo -, e você é transportado para uma ponta totalmente diferente da história, do nada. Você começa a ler sobre a jovem Marianne, a história é "cortada" e você vai parar em outra cena. O livro é assim, todo assim. A escrita do Harlan costuma prender o leitor e a maioria das coisas surpreenderm também - eu disse parece porque esse foi o primeiro livro dele que eu li. 

Aqui vão alguns temas contidos entre as 316 páginas:

- Superproteção familiar
- Bullying 
- Suicídio
- Feminismo
- Feminicídio
- Assédio moral
- Machismo 
- Relacionamentos




Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam - principalmente depois do suicídio do seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto.



Será que Adam tem algo a ver com a morte de Spencer? Do outro lado da cidade um homem mata mulheres - Nash o nome dele -, que por sinal é irmão do professor da melhor amiga da irmã de Adam. Sim. As histórias se unem a todo instante. E o que tudo isso tem a ver? Será que faz realmente sentido todas as histórias se encontrarem?

Talvez eu tenha mudado um pouco desde os meus quatorze anos. Digo isso porque o livro não me surpreendeu tanto assim. Deve ser também pela fase que eu tô. A obra possui páginas e páginas com diálogos [e eu entendo porque faz parte da "semelhança" que o livro tem com um filme]. Senti falta de textões que me fizessem refletir um pouco mais sobre algo, tipo o romance Paula [vocês já leram Paula?]. Mas não deixa de ser um bom livro por levantar questionamentos.






Vou espalhar vários livros pela UFAL essa semana. Entre eles estará o das fotografias acima. Quem sabe você o encontra e comenta comigo sobre a história, né? :D




♥ 

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