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novembro 28, 2017

canção de dentro

Meu pai sempre esteve ao lado das canções. Mesmo que ele não entenda sobre todas elas, mas sempre dá um jeito de compreender o contexto e dizer que todas são bonitas. Aí ele culpa o cenário, inventa os significados dos versos e tenta prosear sobre como as músicas de antigamente sabem ser incríveis sem esforço algum. Meu pai tem mania de ser historiador, de ser a minha metade e me conhecer pelo tom da voz. Sabe quando é dor, desamor ou só tristeza.

Ontem apanhei a câmera e fiz três registros. Todos os três me vieram da forma mais especial pela simplicidade, pela falta de cor e pelo meu enorme carinho com a fotografia. Antes, eu via histórias juntinha com o meu pai, sabe? Hoje vejo bem mais, valorizo mais, admiro mais. O mais bonito é que hoje sou eu quem escreve histórias e as compartilha. Enquanto eu editava as fotos do meu último trabalho fiquei feliz por ver que as histórias possuem um sentido e eu espero poder fazer isso por muito mais tempo.





hasta luego!

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