festival Halleluya em Natal, Rio Grande do Norte

Era novembro quando eu soube que um festival de música aconteceria em Natal/RN e nele estaria uma banda especial, a primeira que marcou a minha infância.

Aos onze anos ganhei o cd Casa dos Espelhos de uma prima e mal sabia eu que estaria perto deles até depois dos vinte. Com alguns shows vividos e muitas histórias pra contar, qualquer momento próxima a banda Rosa de Saron me fez feliz. Bem mais pelos amigos que fiz, mas pela poesia que aprendi a admirar através das canções.

Quando viajei para Serra Talhada em 2014 eu tinha como companhia o meu coração e um celular que mal cabiam dez fotos. Eu lembro que senti coisas tão boas ao registrar um show que prometi, sem saber o que me esperava, algum dia prestigiar um evento maior; com um material mais legal e faria de algumas horas um dos momentos mais especiais da minha vida. Bem... quatro anos depois isso aconteceu e eu quero muito contar como foi essa experiência.





Saí de casa às 23h do dia 13 de dezembro de 2018 e após algumas horas eu e alguns (muitos) amigos fomos para Natal, Rio Grande do Norte. Eu sabia que seriam muitas horas de estrada, mas seriam horas que valeriam muito, só que eu ainda não sabia o quanto. Passamos por Recife, paramos em João Pessoa e isso levou mais de oito horas de estrada. 

O nosso intuito foi participar do Festival Halleluya que "é uma das maiores celebrações no Brasil da “cultura do encontro”, citada pelo Papa Francisco, da alegria, paz, partilha e solidariedade", como menciona a Comunidade Católica Shalom. Nesse encontro há a partilha da Palavra, da arte, canções e temas que possam aproximar aqueles que ali estão a Deus. 

Então lá fomos nós, ainda pela manhã, fazer o check-in na pousada, tentar descansar, ver um pouco de Natal (tentamos!) e aguardar pela noite bem longa de músicas e encontros. Os registros da cidade ficarão para outro post - eu prometo que valerá muito a espera. 


Para a nossa alegria descobrimos que estavam também vendendo pulseiras para a front do palco. Eu imaginei que ficaríamos perto, mas não tão perto como foi. Busquei uma grande amiga que conhecia apenas por foto e não nos desgrudamos (love you, Mannu) e assim a nossa noite começou. 

Durante o tempo em que eu lá estive, conheci novas bandas e apresentações culturais. Quando chegamos, na casa das 18h, nos organizamos e chegando no anfiteatro da UFRN me encantei com as cores, as vozes e no quanto eu estava feliz por estar ali, anos depois, com uma câmera prontinha para registrar tudo. 


A noite começou com a banda JP2 e seguiu com algumas apresentações - que me emocionaram muito, inclusive. Foi incrível ver tantos detalhes juntos em um lugar. 







O festival estava sendo transmitido ao vivo e ver a produção de perto foi bem legal - principalmente pela quantidade de câmeras e equipamentos que eu ainda não conhecia. Observem, na fotografia acima, o fotógrafo me observando ~ desculpa moço, eu estava empolgada.

A noite seguiu com o show do cantor Thiago Brado. Algumas mulheres da família já haviam comentado sobre as músicas dele, mas eu só conhecia (pra valer) apenas uma. E que show, meus amigos! Me senti abraçada pelo Céu, não sei explicar. Lembrei da minha mãe, do meu pai, de tantas coisas que em um momento eu só sabia chorar. Certeza que a música que mais marcou a minha noite foi a Nova Manhã. Naquele momento eu precisava tanto de um abraço dEle - tanto!. Transbordo só de lembrar. 









O relógio já marcava 3h da madrugada quando o Rosa subiu ao palco. Esse show teve tudo para não acontecer devido os atrasos e cancelamentos de voos nos aeroportos de São Paulo - esse vlog do Adriano mostra bem. Por conta disso, a programação do Festival mudou consideravelmente e eu passei mal - mas ficou tudo bem, ainda bem. 

A partir daí, queridos leitores, eu abracei a Laryssa de onze anos atrás. Eu não estava acreditando que estava com uma câmera, em outro estado, registrando um dos shows mais importantes para os muitos que estavam alí. Para quem não sabe, o Guilherme deixará o posto de vocalista do Rosa de Saron e esse foi um dos último show que a banda fez perto de onde moro. Ou seja, provavelmente a última vez que eu o veria e presenciaria a banda assim, com os quatro caras que me apresentaram quando eu tinha onze anos de idade. 















Quando o show terminou desejei muito encontrar algumas pessoas da banda para simplesmente agradecer e abraçar. Então o produtor perguntou se eu poderia ficar no camarim registrando os fãs (imaginem a minha cara na hora). Obviamente aceitei, perdi as palavras, mas consegui ter um longo tempo com a minha banda, consegui entregar ilustrações, consegui fotografá-los; conheci quem eu queria ver pessoalmente e saí anestesiada. Quando eu saí do anfiteatro o dia havia nascido e eu mal acreditei no que havia acontecido. Transbordei.

O mínimo que eu poderia fazer diante dos dias vividos foi tentar registrar e também filmar alguns segundos. Um mês depois consegui me concentrar e esta publicação nasceu. Espero muito ter aproximado vocês desse sonho que, finalmente, se realizou.


Grevão, Edu, Lerão e Gui e abaixo um trecho do tanto de amor que eu pude sentir. 


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