dia 1 fiz aniversário e como sempre acontece, na semana anterior ao dia e no dia, eu acabo ficando mais reflexiva do que o normal e até tenho os meus rituais para receber o ano novo e o mês de junho. isso sempre acontece quando eu levanto cedo, coloco uma música legal e vou cozinhar. depois eu me rendo ao sofá e às playlists eternas que ponho para a tv tocar. nada em ordem, mas tem que ter palavra, tem que ter canção, tem que rolar uma conexão sincera com o sentimento que esse dia me proporciona. e pronto, tô feliz. 

nesse dia repeti o ritual e coincidentemente o carteiro me chamou enquanto eu almoçava. era um cartão da Flora e do Le que foram super queridos ao doarem força em foto + poesia (combinação especial demais, inclusive). me emocionei porque as palavras que eles enviaram se encaixou com o momento vivido por nós, se encaixou por ser um dia importante por aqui. até brinquei dizendo ao meu amor que o cartão merecia ser exposto de tão lindo que é. foi aí que resolvi fotografar esse acontecimento querido. espero que gostem tanto quanto eu. e ah, a emoção me fez esquecer de fotografar atrás dele, pois a mensagem foi um grande suspiro como no trecho "mesmo separados, saiba que nosso coração está com você".

em momentos delicados e em momentos de celebrar, o que fica sempre será o afeto; o afeto e só.





vejo vocês em breve.

o afeto e só

junho 04, 2020


dia 1 fiz aniversário e como sempre acontece, na semana anterior ao dia e no dia, eu acabo ficando mais reflexiva do que o normal e até tenho os meus rituais para receber o ano novo e o mês de junho. isso sempre acontece quando eu levanto cedo, coloco uma música legal e vou cozinhar. depois eu me rendo ao sofá e às playlists eternas que ponho para a tv tocar. nada em ordem, mas tem que ter palavra, tem que ter canção, tem que rolar uma conexão sincera com o sentimento que esse dia me proporciona. e pronto, tô feliz. 

nesse dia repeti o ritual e coincidentemente o carteiro me chamou enquanto eu almoçava. era um cartão da Flora e do Le que foram super queridos ao doarem força em foto + poesia (combinação especial demais, inclusive). me emocionei porque as palavras que eles enviaram se encaixou com o momento vivido por nós, se encaixou por ser um dia importante por aqui. até brinquei dizendo ao meu amor que o cartão merecia ser exposto de tão lindo que é. foi aí que resolvi fotografar esse acontecimento querido. espero que gostem tanto quanto eu. e ah, a emoção me fez esquecer de fotografar atrás dele, pois a mensagem foi um grande suspiro como no trecho "mesmo separados, saiba que nosso coração está com você".

em momentos delicados e em momentos de celebrar, o que fica sempre será o afeto; o afeto e só.





vejo vocês em breve.


através de 
através de algo
através de algo refletido de mim 

de um mês pra cá tenho me proposto capturar mais das coisas ao redor. é um desafio quando em alguns dias a inspiração é a incapacidade de fazer algo, mas esse não fazer é tão necessário quanto produzir  e tá tudo bem.





o impulso para as singelas imagens de hoje veio de dois projetos incríveis que tenho acompanhado. o mais bonito disso tudo é que são projetos visuais, alagoanos e tocado por mulheres. são eles, o @punhocoletivo (punho coletivo) & @diariorefletido (diário refletido). indico muito que vocês possam conhecê-los também. :)

vejo vocês em breve.

capturar reflexos

maio 30, 2020


através de 
através de algo
através de algo refletido de mim 

de um mês pra cá tenho me proposto capturar mais das coisas ao redor. é um desafio quando em alguns dias a inspiração é a incapacidade de fazer algo, mas esse não fazer é tão necessário quanto produzir  e tá tudo bem.





o impulso para as singelas imagens de hoje veio de dois projetos incríveis que tenho acompanhado. o mais bonito disso tudo é que são projetos visuais, alagoanos e tocado por mulheres. são eles, o @punhocoletivo (punho coletivo) & @diariorefletido (diário refletido). indico muito que vocês possam conhecê-los também. :)

vejo vocês em breve.
a primeira vez que conheci a Minne foi na Universidade, ela do Jornalismo, eu do Serviço Social, e essa foi só uma das coincidências que nos uniu. depois descobri que conhecíamos pessoas em comum, depois fomos para diálogos audiovisuais em comum, e foi só nesse último acontecimento que vi mais das criações que ela produziu. 

a Minne tem um dos olhares mais sensíveis que a imagem me mostrou. os universos por ela criados, as cores, a poesia que ela deposita em cada clique possui um significado incrível e é impossível não sentir um abraço quentinho com as séries que ela partilha por meio da imagem e do audiovisual. isso me faz acreditar demais na força que a arte e histórias têm. quando pensei em retornar com prosas aqui no blog a Minne estava em meus pensamentos. de várias maneiras eu espero que vocês se sintam abraçados por tudo o que ela citou e criou também. 





ao mesmo tempo que vejo a sua relação com a fotografia, percebo que a literatura também significa muito pra você. ela te ajudou a construir o seu olhar na imagem? se sim, qual obra foi essencial para você nesse sentido?

a literatura guia muito o meu olhar, de diversas formas. é, sem dúvidas, uma das minhas maiores influências, a que me mantem nessa constância de criar imagens, mesmo que somente na cabeça, e que me coloca sempre num percurso de buscar e enxergar narrativas em tudo quanto é canto. acredito que uma das obras que mais me marcaram nesse sentido foi a de Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira. desde que a li, e que me deparei com aquela frase (Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.), tenho me esforçado pra manter esse meu olhar mais atento, mais presente. é um lembrete diário que eu trago comigo.

do ponto de vista político, O Mito da Beleza, de Naomi Wolf, foi uma das que mais me fizeram refletir sobre a retratação da mulher, me abrindo os olhos para muitas questões no assunto. da perspectiva visual mesmo, não consigo precisar uma que tenha sido decisiva, mas me vieram algumas marcantes em mente agora. uma delas eu venho lendo: o Da Poesia, da Hilda Hilst. as palavras vão tomando forma de um jeito que é muito lindo e me inspira demais.

A Desumanização, de Valter Hugo Mãe, é outra. lembro que li esse livro de uma forma muito lúcida visualmente. a narrativa do Mãe é muito poética e auxilia nisso. conseguia enxergar a fotografia do livro de uma maneira bem clara e as imagens que eu via eram muito bonitas, guardo até hoje na cabeça.

outro que também lembro de ter me impulsionado mais pro lado imagético da coisa foi Asterios Polyp, uma HQ do David Mazzucchelli. na época, fiquei apaixonada pela forma dessa obra: as cores, os traços, todos os elementos carregando um simbolismo muito forte (e de uma maneira que até então eu não tinha visto em nenhuma outra) pra dentro da história.


Minne é diretora do documentário Sangue-Mulher ao lado de Mik Moreira e Janderson Felipe. conheci a produção em um evento muito especial do Serviço Social do Comércio, o SESC, aqui em Maceió. no dia em que eu assisti a obra lembro de ficar emotiva, principalmente com a fotografia em planos detalhados que contaram as consequências da violência sofrida por mulheres alagoanas. 

mirar e discutir a obra me fez questionar se o envolvimento com a elaboração do filme cooperou para consolidar os traços de Minne na imagem e ela respondeu assim: "todo o processo, desde a produção até a exibição do curta, contribuiu de alguma forma pra construção do meu olhar na fotografia (e na vida), que eu penso que esteja sempre nesse ciclo de reconfiguração. foi uma experiência muito única e que colocou de forma ainda mais incisiva os debates em torno das questões de gênero na minha vida. sou muito grata por ter feito parte e pelas tantas trocas que vieram com e a partir dela".

um texto escrito por Tatiana Magalhães compartilhado na janela do audiovisual alagoano, o Alagoar, traz a crítica da produção mencionada. recomendo demais a leitura.



"eu hoje sinto de forma mais consciente que a fotografia ultimamente tem sido muito um ponto de encontro comigo mesma"


é notório o quanto você poetiza os seus projetos por meio de gestos, sombras e principalmente cores na fotografia. o que você sente ao significar sentimentos por meio de retratos?

eu hoje sinto de forma mais consciente que a fotografia ultimamente tem sido muito um ponto de encontro comigo mesma, uma forma de me manter presente, coisa que eu tento buscar e que, pela correria dos dias, tem sido difícil de alcançar nos outros aspectos da vida. pela arte, e principalmente pelo autorretrato, eu tenho conseguido fincar mais os meus pés na realidade, me perceber e manter mente e olhar atentos no meio de tanto delírio, de tanta informação. chega a ser um pouco contraditório, mas é mais ou menos como tem funcionado pra mim e eu venho me apegando a isso. acredito que, de certa forma, é o que acabo imprimindo também na imagem. nem sempre esse processo se dá de maneira precisa e clara pra mim, mas, ao final de tudo, é reconfortante perceber a influência desse ciclo e os artifícios que me ajudam a expressá-lo. 


a Minne cita que a sua inspiração vem muito das coisas que estão ao seu redor. isso inclui a natureza e a casa de sua avó. "o toque de dona Alice sobre as coisas, as suas cores, o cinema, a literatura e a dança, principalmente", completa.

acompanhe as criações da Minne lá no instagram.

vejo vocês em breve.

prosa, verso e memória com Minne Santos

maio 27, 2020

,
a primeira vez que conheci a Minne foi na Universidade, ela do Jornalismo, eu do Serviço Social, e essa foi só uma das coincidências que nos uniu. depois descobri que conhecíamos pessoas em comum, depois fomos para diálogos audiovisuais em comum, e foi só nesse último acontecimento que vi mais das criações que ela produziu. 

a Minne tem um dos olhares mais sensíveis que a imagem me mostrou. os universos por ela criados, as cores, a poesia que ela deposita em cada clique possui um significado incrível e é impossível não sentir um abraço quentinho com as séries que ela partilha por meio da imagem e do audiovisual. isso me faz acreditar demais na força que a arte e histórias têm. quando pensei em retornar com prosas aqui no blog a Minne estava em meus pensamentos. de várias maneiras eu espero que vocês se sintam abraçados por tudo o que ela citou e criou também. 





ao mesmo tempo que vejo a sua relação com a fotografia, percebo que a literatura também significa muito pra você. ela te ajudou a construir o seu olhar na imagem? se sim, qual obra foi essencial para você nesse sentido?

a literatura guia muito o meu olhar, de diversas formas. é, sem dúvidas, uma das minhas maiores influências, a que me mantem nessa constância de criar imagens, mesmo que somente na cabeça, e que me coloca sempre num percurso de buscar e enxergar narrativas em tudo quanto é canto. acredito que uma das obras que mais me marcaram nesse sentido foi a de Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira. desde que a li, e que me deparei com aquela frase (Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.), tenho me esforçado pra manter esse meu olhar mais atento, mais presente. é um lembrete diário que eu trago comigo.

do ponto de vista político, O Mito da Beleza, de Naomi Wolf, foi uma das que mais me fizeram refletir sobre a retratação da mulher, me abrindo os olhos para muitas questões no assunto. da perspectiva visual mesmo, não consigo precisar uma que tenha sido decisiva, mas me vieram algumas marcantes em mente agora. uma delas eu venho lendo: o Da Poesia, da Hilda Hilst. as palavras vão tomando forma de um jeito que é muito lindo e me inspira demais.

A Desumanização, de Valter Hugo Mãe, é outra. lembro que li esse livro de uma forma muito lúcida visualmente. a narrativa do Mãe é muito poética e auxilia nisso. conseguia enxergar a fotografia do livro de uma maneira bem clara e as imagens que eu via eram muito bonitas, guardo até hoje na cabeça.

outro que também lembro de ter me impulsionado mais pro lado imagético da coisa foi Asterios Polyp, uma HQ do David Mazzucchelli. na época, fiquei apaixonada pela forma dessa obra: as cores, os traços, todos os elementos carregando um simbolismo muito forte (e de uma maneira que até então eu não tinha visto em nenhuma outra) pra dentro da história.


Minne é diretora do documentário Sangue-Mulher ao lado de Mik Moreira e Janderson Felipe. conheci a produção em um evento muito especial do Serviço Social do Comércio, o SESC, aqui em Maceió. no dia em que eu assisti a obra lembro de ficar emotiva, principalmente com a fotografia em planos detalhados que contaram as consequências da violência sofrida por mulheres alagoanas. 

mirar e discutir a obra me fez questionar se o envolvimento com a elaboração do filme cooperou para consolidar os traços de Minne na imagem e ela respondeu assim: "todo o processo, desde a produção até a exibição do curta, contribuiu de alguma forma pra construção do meu olhar na fotografia (e na vida), que eu penso que esteja sempre nesse ciclo de reconfiguração. foi uma experiência muito única e que colocou de forma ainda mais incisiva os debates em torno das questões de gênero na minha vida. sou muito grata por ter feito parte e pelas tantas trocas que vieram com e a partir dela".

um texto escrito por Tatiana Magalhães compartilhado na janela do audiovisual alagoano, o Alagoar, traz a crítica da produção mencionada. recomendo demais a leitura.



"eu hoje sinto de forma mais consciente que a fotografia ultimamente tem sido muito um ponto de encontro comigo mesma"


é notório o quanto você poetiza os seus projetos por meio de gestos, sombras e principalmente cores na fotografia. o que você sente ao significar sentimentos por meio de retratos?

eu hoje sinto de forma mais consciente que a fotografia ultimamente tem sido muito um ponto de encontro comigo mesma, uma forma de me manter presente, coisa que eu tento buscar e que, pela correria dos dias, tem sido difícil de alcançar nos outros aspectos da vida. pela arte, e principalmente pelo autorretrato, eu tenho conseguido fincar mais os meus pés na realidade, me perceber e manter mente e olhar atentos no meio de tanto delírio, de tanta informação. chega a ser um pouco contraditório, mas é mais ou menos como tem funcionado pra mim e eu venho me apegando a isso. acredito que, de certa forma, é o que acabo imprimindo também na imagem. nem sempre esse processo se dá de maneira precisa e clara pra mim, mas, ao final de tudo, é reconfortante perceber a influência desse ciclo e os artifícios que me ajudam a expressá-lo. 


a Minne cita que a sua inspiração vem muito das coisas que estão ao seu redor. isso inclui a natureza e a casa de sua avó. "o toque de dona Alice sobre as coisas, as suas cores, o cinema, a literatura e a dança, principalmente", completa.

acompanhe as criações da Minne lá no instagram.

vejo vocês em breve.

lembro até hoje do primeiro contato que tive com o teatro. eu estava cursando a primeira série - ou seria a segunda? - quando recebemos a visita de um contador de histórias na escola. lembro que ele usava uma roupa estilo Indiana Jones. colete por cima da camisa, chapéu, óculos. o conjunto completo e ideal para convencer pais e responsáveis a nos deixarem ver A arara azul nos palcos. mainha me conta que sempre me liberava para passeios por achar importante a ideia. 

passadas décadas do dia em que vi a arara no palco - no caso, um ser humano vestido de arara gigante fazendo sons estranhos - eu nunca mais havia voltado ao teatro. nunca. mas eu sabia que Maceió reservava surpresas bonitas e históricas, uma delas sendo o Teatro Deodoro.

"o Teatro Deodoro foi construído para materializar o sonho de progresso artístico vivido pela população e os governantes de Alagoas, no início do século XX".

esse trecho faz parte do texto institucional do teatro e resume a criação do local que pensei comentar aqui no poético diário hoje. 





me formei em julho de 2019 e como presente pedi uma ida ao teatro. fiquei bastante emocionada com tantos detalhes bonitos que vi por lá mal podia acreditar que um desejo adiado por anos estava se realizando. 

sem dúvidas, a cor foi o que mais chamou a minha atenção. caramelo, amarelo, marrom num eterno repeat e tudo parecia se encaixar de uma forma tão natural. segundo a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL), algumas das medidas são definidas em

  • - palco Italiano com 8,70m de boca e 11,00m de profundidade
  • - procênio 3,30m profundidade e 10m de largura
  • - coxia de lado direito 3,80m largura por 10m comprimento
  • - coxia lado esquerdo 3,95m largura por 10m comprimento
  • - 07 Camarins
  • - 01 fosso para orquestra
  • - 01 Porão (abaixo do palco)


















Todas os registros foram feitos por mim em julho de 2019. Espero que através deles vocês tenham sentido coisas boas e tenham se deixado cativar por cada detalhe secular. 


informações sobre o teatro — endereço, telefone e site 
rua Barão de Maceió, S/N (praça Marechal Deodoro), Centro, Maceió/AL
cep: 57020-360
telefone: (82) 3315-5660

site http://www.diteal.al.gov.br/institucional/teatro-deodoro/

o secular teatro deodoro em Maceió

maio 13, 2020

,
lembro até hoje do primeiro contato que tive com o teatro. eu estava cursando a primeira série - ou seria a segunda? - quando recebemos a visita de um contador de histórias na escola. lembro que ele usava uma roupa estilo Indiana Jones. colete por cima da camisa, chapéu, óculos. o conjunto completo e ideal para convencer pais e responsáveis a nos deixarem ver A arara azul nos palcos. mainha me conta que sempre me liberava para passeios por achar importante a ideia. 

passadas décadas do dia em que vi a arara no palco - no caso, um ser humano vestido de arara gigante fazendo sons estranhos - eu nunca mais havia voltado ao teatro. nunca. mas eu sabia que Maceió reservava surpresas bonitas e históricas, uma delas sendo o Teatro Deodoro.

"o Teatro Deodoro foi construído para materializar o sonho de progresso artístico vivido pela população e os governantes de Alagoas, no início do século XX".

esse trecho faz parte do texto institucional do teatro e resume a criação do local que pensei comentar aqui no poético diário hoje. 





me formei em julho de 2019 e como presente pedi uma ida ao teatro. fiquei bastante emocionada com tantos detalhes bonitos que vi por lá mal podia acreditar que um desejo adiado por anos estava se realizando. 

sem dúvidas, a cor foi o que mais chamou a minha atenção. caramelo, amarelo, marrom num eterno repeat e tudo parecia se encaixar de uma forma tão natural. segundo a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL), algumas das medidas são definidas em

  • - palco Italiano com 8,70m de boca e 11,00m de profundidade
  • - procênio 3,30m profundidade e 10m de largura
  • - coxia de lado direito 3,80m largura por 10m comprimento
  • - coxia lado esquerdo 3,95m largura por 10m comprimento
  • - 07 Camarins
  • - 01 fosso para orquestra
  • - 01 Porão (abaixo do palco)


















Todas os registros foram feitos por mim em julho de 2019. Espero que através deles vocês tenham sentido coisas boas e tenham se deixado cativar por cada detalhe secular. 


informações sobre o teatro — endereço, telefone e site 
rua Barão de Maceió, S/N (praça Marechal Deodoro), Centro, Maceió/AL
cep: 57020-360
telefone: (82) 3315-5660

site http://www.diteal.al.gov.br/institucional/teatro-deodoro/

apesar das muitas nuvens que estão agora no céu de Maceió, consigo sentir uma luz confortável invadindo a minha janela. a fresta de cor está batendo no termômetro que usei pra medir a minha temperatura nos últimos dias e também em alguns livros. 

agora, enquanto me organizei pra escrever esta publicação, me veio as reflexões do início do ano. eu animada com o início de um novo curso, planejando que em maio, provavelmente, eu estaria realizando as primeiras provas teóricas e práticas dentro da Comunicação, e etc. como todos podemos experimentar algumas coisas foram lentamente retardadas e isso me deixou confusa em como retomar o blog seria possível. tenho tentado me apegar ao bem em muitos momentos, mesmo que até uma pontinha de paz cause desconforto e eu não saiba explicar os motivos para isso.

dia desses voltei do hospital (está tudo bem) e retornar para a minha casinha trouxe de volta sentimentos que eu estava lidando bem, mas mexeram comigo. após o primeiro banho, após o primeiro descanso em seis dias de internação, eu me senti muito ansiosa. me senti com medo e quase tudo se torna um motivo para que eu chore. acredito que ambientes hospitalares podem despertar isso em nós, não é? são ambientes claros, silenciosos e que trazem consigo algum detalhe de dor.

bem, passados três dias da minha chegada eu achei que seria bom voltar a escrever, ler e assistir coisas que pudessem me abraçar como antes. reler sobre autoconhecimento, despertar as coisas boas que estão dentro do meu coração, ouvir canções que me mostram o quanto apesar do caos eu posso tentar converter isso em calmaria, mesmo que que devagarinho. inclusive, digamos que este escrito é um sinal positivo de que o meu eu está respirando e retornando às compreensões básicas para respirar outra vez.

para completar com amor tudo isso que eu disse, irei listar algumas produções que têm me iluminado. espero que de alguma maneira ilumine vocês também.


pense um pouco mais em você, vídeo do Fred Elboni.







vejo vocês em breve.

um eterno caos calmo

maio 11, 2020


apesar das muitas nuvens que estão agora no céu de Maceió, consigo sentir uma luz confortável invadindo a minha janela. a fresta de cor está batendo no termômetro que usei pra medir a minha temperatura nos últimos dias e também em alguns livros. 

agora, enquanto me organizei pra escrever esta publicação, me veio as reflexões do início do ano. eu animada com o início de um novo curso, planejando que em maio, provavelmente, eu estaria realizando as primeiras provas teóricas e práticas dentro da Comunicação, e etc. como todos podemos experimentar algumas coisas foram lentamente retardadas e isso me deixou confusa em como retomar o blog seria possível. tenho tentado me apegar ao bem em muitos momentos, mesmo que até uma pontinha de paz cause desconforto e eu não saiba explicar os motivos para isso.

dia desses voltei do hospital (está tudo bem) e retornar para a minha casinha trouxe de volta sentimentos que eu estava lidando bem, mas mexeram comigo. após o primeiro banho, após o primeiro descanso em seis dias de internação, eu me senti muito ansiosa. me senti com medo e quase tudo se torna um motivo para que eu chore. acredito que ambientes hospitalares podem despertar isso em nós, não é? são ambientes claros, silenciosos e que trazem consigo algum detalhe de dor.

bem, passados três dias da minha chegada eu achei que seria bom voltar a escrever, ler e assistir coisas que pudessem me abraçar como antes. reler sobre autoconhecimento, despertar as coisas boas que estão dentro do meu coração, ouvir canções que me mostram o quanto apesar do caos eu posso tentar converter isso em calmaria, mesmo que que devagarinho. inclusive, digamos que este escrito é um sinal positivo de que o meu eu está respirando e retornando às compreensões básicas para respirar outra vez.

para completar com amor tudo isso que eu disse, irei listar algumas produções que têm me iluminado. espero que de alguma maneira ilumine vocês também.


pense um pouco mais em você, vídeo do Fred Elboni.







vejo vocês em breve.

me rendi ao Kindle aos "quarenta e cinco minutos". atribuo a culpa aos vídeos assistidos da Melina Souza e também aos papos de horas & horas com a amiga Aylla, uma das pessoas mais queridas que tenho por perto.

não sei se comentei aqui outras vezes, mas enfrentei um período de escuridão com a literatura. eu tive tantos livros, tantos, que acabava não lendo nenhum e em algum instante isso me desanimou a ponto de eu ler pouca coisa ao ano  e quando digo pouca é pouca mesmo. hoje sinto que o motivo não foi a quantidade de livros em casa e sim como eu não me organizei para priorizar os versos que pousavam em mim.

passado esse tempo de silêncio com a poesia adquiri um Kindle 10ª geração e tem sido muito interessante descobri-lo. fazer anotações, marcar páginas, trechos. sinto que foi uma escolha muito querida e tem me ajudado bastante nessa retomada de leituras e, consequentemente, escritos. nesse sentido, acabei separando um conjunto variado entre poema, história, imagem, biografia  não necessariamente nessa ordem.


já li:

sejamos todos feministas por Chimamanda N. Adichie  uma das coisas que eu estava em falta comigo foi a leitura de livros escritos por mulheres e sobre o feminismo. isso me fez lembrar de uma professora que tive na universidade quando me ensinou a importância de estar perto dos livros e do conhecimento. isso, principalmente, por saber que existem questões que não podem ser deixadas de lado e muito menos adiadas de compreensão. o feminismo é uma dessas coisas. sejamos todos feministas é uma adaptação da fala de Chimamanda no TED e explora fatos reais de sua vida até ela se ver como feminista, e melhor, explicando a importância de sermos também. são palavras que confortam e dão força.

um carinho na alma por Bráulio Bessa  fotografei o Bráulio em 2017 na Bienal de Alagoas e ele comentou algo muito bonito e que guardo até hoje em mim sobre a poesia ser atemporal. de fato ela é. hoje entendo o quanto ela é. o seu livro mais recente, um carinho na alma, traz um conjunto de poesias e fatos de sua vida muito sensíveis capazes de nos abraçar nos fazendo pensar a existência com mais carinho. um dos momentos mais leves que guardei são as lembranças do autor para que lembremos de ouvir a nossa voz, o nosso coração bem antes de tentar diminui-los.

my fat, mad teenage diary por Rae Earl  gosto muito de uma série chamada "My mad fat diary" e já perdi as contas de quando disse isso aqui no blog (desculpem, rs). porém, outro detalhe querido é que a comédia-drama é baseada em diários da adolescência da radialista e escritora inglesa Rachel Earl. diários reais guardados por ela e que por pouco não foram jogados por ela no lixo. ainda bem que isso não aconteceu porque ler a vida da Rae tem sido interessante. nele, as referências musicais e conflitos internos aparecem como na série, apesar de mudanças específicas. obs: coloquei ele nessa lista de lidos por já conhecer mais da metade das coisas que lerei, rs. 

estou lendo:

antropologia e imagem por Andréa Barbosa e Edgar Teodoro da Cunha

ensaio sobre a cegueira por José Saramago



quais leituras pousaram aí?

vejo vocês em breve.

leituras que pousaram aqui

maio 02, 2020

me rendi ao Kindle aos "quarenta e cinco minutos". atribuo a culpa aos vídeos assistidos da Melina Souza e também aos papos de horas & horas com a amiga Aylla, uma das pessoas mais queridas que tenho por perto.

não sei se comentei aqui outras vezes, mas enfrentei um período de escuridão com a literatura. eu tive tantos livros, tantos, que acabava não lendo nenhum e em algum instante isso me desanimou a ponto de eu ler pouca coisa ao ano  e quando digo pouca é pouca mesmo. hoje sinto que o motivo não foi a quantidade de livros em casa e sim como eu não me organizei para priorizar os versos que pousavam em mim.

passado esse tempo de silêncio com a poesia adquiri um Kindle 10ª geração e tem sido muito interessante descobri-lo. fazer anotações, marcar páginas, trechos. sinto que foi uma escolha muito querida e tem me ajudado bastante nessa retomada de leituras e, consequentemente, escritos. nesse sentido, acabei separando um conjunto variado entre poema, história, imagem, biografia  não necessariamente nessa ordem.


já li:

sejamos todos feministas por Chimamanda N. Adichie  uma das coisas que eu estava em falta comigo foi a leitura de livros escritos por mulheres e sobre o feminismo. isso me fez lembrar de uma professora que tive na universidade quando me ensinou a importância de estar perto dos livros e do conhecimento. isso, principalmente, por saber que existem questões que não podem ser deixadas de lado e muito menos adiadas de compreensão. o feminismo é uma dessas coisas. sejamos todos feministas é uma adaptação da fala de Chimamanda no TED e explora fatos reais de sua vida até ela se ver como feminista, e melhor, explicando a importância de sermos também. são palavras que confortam e dão força.

um carinho na alma por Bráulio Bessa  fotografei o Bráulio em 2017 na Bienal de Alagoas e ele comentou algo muito bonito e que guardo até hoje em mim sobre a poesia ser atemporal. de fato ela é. hoje entendo o quanto ela é. o seu livro mais recente, um carinho na alma, traz um conjunto de poesias e fatos de sua vida muito sensíveis capazes de nos abraçar nos fazendo pensar a existência com mais carinho. um dos momentos mais leves que guardei são as lembranças do autor para que lembremos de ouvir a nossa voz, o nosso coração bem antes de tentar diminui-los.

my fat, mad teenage diary por Rae Earl  gosto muito de uma série chamada "My mad fat diary" e já perdi as contas de quando disse isso aqui no blog (desculpem, rs). porém, outro detalhe querido é que a comédia-drama é baseada em diários da adolescência da radialista e escritora inglesa Rachel Earl. diários reais guardados por ela e que por pouco não foram jogados por ela no lixo. ainda bem que isso não aconteceu porque ler a vida da Rae tem sido interessante. nele, as referências musicais e conflitos internos aparecem como na série, apesar de mudanças específicas. obs: coloquei ele nessa lista de lidos por já conhecer mais da metade das coisas que lerei, rs. 

estou lendo:

antropologia e imagem por Andréa Barbosa e Edgar Teodoro da Cunha

ensaio sobre a cegueira por José Saramago



quais leituras pousaram aí?

vejo vocês em breve.
poético diário