janeiro 08, 2020

dear diary #21


O ano iniciou e com ele mais uma versão da categoria dear diary aqui no blog. Eu gosto de selecionar links inspiradores para um dia reler cada criação e também, quem sabe, inspirar vocês de alguma maneira :). O que vocês têm lido ultimamente? De artigos à fotografias, o fim de 2019 e início de 2020 já me trouxe muitas coisas bonitas. 


A publicação "Filmes femininos na época do cinema mudono site Modices

Essa foto do perfil @wideeyedtree que eu vi no Flickr e amei muito

. O vídeo/post "The moon flower monologuepublicado pela (maravilhosa) Tess Guinery

A página desse journal lindo feito pela Merel Djamila 

. O álbum lar doce lar, um dos que tanto amo atualizar lá no We Heart It (minha rede social favorita) 

. O post "Blog month - Portra 400escrito pela Andrea do blog Toffe Drops. Se você ainda não conhece esse canto virtual, eu recomendo muito que você vá e se apaixone pelos registros e conteúdos que ela faz ♡



See you.

janeiro 03, 2020

o serviço social e eu

Agora que 2020 chegou, achei legal resgatar algumas memórias da faculdade. 

Quando saí da escola eu ainda não sabia o que queria para a minha vida. Hoje percebo que saber o que se quer é algo muito grande e tá tudo bem se essa resposta demorar para aparecer. Nós mudamos constantemente, experimentamos e sentimos coisas constantemente, por isso o comum é que mudemos a todo instante também.

Eu nunca esqueço que a minha única fonte de proximidade com o mundo, antes de 2014, era através da poesia. A minha proximidade com a literatura foi a grande responsável pelas inquietações que eu sempre possuí. Eram dúvidas grandes, que mesmo sem respostas, me moveram para uma graduação: a de Serviço Social. 

Pouco tempo depois da minha aprovação, lembro que comecei a participar de eventos sobre discussões sociais diversas e iniciei os meus primeiros estudos em uma disciplina chamada Economia Política. O primeiro livro que li foi "A história da riqueza do homem", escrito por Leo Huberman. Essa leitura me abriu os olhos para a história e me permitiu ligar pontos essenciais sobre o sistema atual em que vivemos, além de despertar a minha fala, a minha escrita, a minha percepção sobre o que o mundo é e pode ser.

Toda essa volta ao tempo é importante para explicar em como me sinto hoje. 


O Serviço Social me contou coisas que eu não seria capaz de descobrir sozinha. Hoje penso gigante sobre os meus sonhos ou sobre o que deixei de fazer. Estar em contato com muitas pessoas desde 2014 me fez confirmar que escrever a minha história é algo que eu posso fazer sem medo e que ser diferente do outro, em alguns sentidos, é o que torna a nossa jornada mais fantástica ainda. Diferentes para amar, para criar, para trabalhar e ser. 

Eu saio mais humana e devolvo para o meu coração o que eu tanto quis anos atrás: ser mais sensível para respeitar, ouvir, compreender. Eu realmente saí inteira daquela graduação e por mais que eu tente transmitir as sensações de ter me dedicado tanto a esse curso e aos muitos colegas que fiz no caminho, tenho a certeza que eu falharia por esquecer as palavras certas. 







Por fim, um vídeo. Para quem ainda não sabe, lá no Youtube acabo publicando alguns vídeos com cenas do meu dia e desde 2018 documentei os meus momentos na UFAL. Fico muito contente por ver que a série O último semestre foi concluída e que poderei reviver alguns momentos assistindo as minhas criações! :) Agradeço muito a quem me lê por estar pertinho desse momento tão importante também. Agora viro uma página na fé/amor de que muitas outras estão próximas a se concretizar e logo logo espero compartilhá-las também.  



See you.

dezembro 23, 2019

"aesthetic moodboard" na parede do quarto


Como de costume, curto muito mudar as coisas de lugar quando dezembro vem. O quarto, a sala, os cheiros. Isso é tão real que esse ano fiz um pequeno mural. Usei fotos impressas, aquarelas, plantas secas e páginas de livros/revistas. Buscando no Pinterest vi que alguns termos são utilizados para essa vibe retrô que a colagem proporciona. Dentre elas, aesthetic moodboard se destaca e eu não poderia deixar de registrar cada detalhe para mostrar por aqui.

dezembro 18, 2019

algumas terapias depois

Pode ser um caminho longo e difícil, mas os transtornos mentais são tratáveis. Há esperança, mesmo que o seu cérebro lhe diga que não. 

Essa citação faz parte do livro Tartaguras até lá embaixo do John Green e foi na época que comecei a leitura que também dei início às terapias cognitivas comportamentais.

Eu nunca havia tomado a iniciativa para tentar buscar ajuda, mas sentia que algo não estava muito certo em meu coração. Eu sentia de várias maneiras que algum profissional poderia me auxiliar porque eu estava chorando muito com medos bobos, o sono começando a ser um problema por aqui, pequenas crises de pânico em lugares específicos e lá no fundo a consciência de que eu poderia estar vivendo alguma crise de ansiedade. Além de o tratamento ser caro e pouco acessível eu perdia as esperanças de que qualquer tratamento fosse possível.

Não acertei.

Após conhecer a minha psicóloga (obrigada, Sistema Único de Saúde!) vieram algumas certezas: eu estava com uma crise de ansiedade tão delicada que eu já beirava o início de depressão. Diferente de 2012, ano em que apresentei um primeiro sinal de algo, senti que sete anos depois (!) eu estava desenvolvendo sintomas superiores do que somente chorar. Era um sentimento de não pertencimento a esse mundo, angústia e limitações.

Conversando com uma amiga pouco antes de iniciar a terapia, ela me orientou a considerar bem mais o termo autoconhecimento - já que até então eu não tinha refletido um minuto sobre os meus possíveis gatilhos. Isso, pois, se conhecer é o mínimo que podemos fazer para compreender quem somos nós, quais são as coisas que estamos fazendo ou em qual lugar queremos chegar. Muito além do que essas coisas, se conhecer nos permite entender sentimentos comuns da nossa vida, mas que se tornam pesados demais quando não sabemos lidar com eles. Não sei se ficou claro, mas eu quis dizer que a terapia começa quando estamos dispostos a olhar para nós (bem lá no fundo) - e isso dói pra caramba.


Das muitas coisas que ouvi até hoje sobre sermos pacientes com nós e com a nossa jornada, nada se compara aos dois termos que têm me renovado desde o meio de 2019: auto-análise e gerenciamento de emoções. Eu poderia passar o dia falando em como essas duas coisas são fundamentais para definir quem somos, o que sentimos e o porquê tudo por vezes se tornar um auê. 

Basicamente, e utilizando palavras do maravilhoso Henrique Lira em seu livro "A jornada interna", "pior do que ignorar a si mesmo é mentir para si mesmo. Tem gente que sabe o que quer, mas tem muito medo ou receio de tentar e falhar.  Aquilo frustra a pessoa ao ponto dela se conformar e desistir de ir frente [...] Quando você passa a entender o que você é e o que você não é, você deixa de sofrer um bocado". Nossa, eu concordo tanto com isso (tanto!). 

Talvez essa publicação tenha sido um enorme start ao que quero compartilhar aqui no poético diário, sabe? Falar de saúde mental foi algo que me limitei somente à Universidade enquanto me graduei em Serviço Social, mas eu sempre senti a necessidade de conversar mais sobre isso. Explorar novos caminhos de escrita, chegar mais perto das pessoas... tantas coisas. E esse post é o começo de tudo. O meu desejo é conversar uma vez por semana/uma vez a cada duas semanas sobre saúde mental. Trocar ideias, sentimentos e administrar todas as sensações que brotam em nós, a fim de tornar a jornada vida mais leve. 


Vamos juntxs?

See you.

dezembro 14, 2019

era uma vez um pé de jabuticaba


Como boa admiradora das plantas, ter uma pequena árvore em casa sempre foi um desejo meu. 

Quando por aqui chegou uma pequena muda de jabuticaba, imaginei como seria legal ver a plantinha crescer e logo se transformar na sonhada árvore. Não demorou e ela se desenvolveu bem, mas sentimos que apesar de cultivá-la bem ela precisaria de uma casinha maior. Se eu disser que tô ok com essa decisão estarei mentindo muito, mas lá no fundo fico contente por ela poder se desenvolver num espaço lindo e com muito amor também - principalmente porque a casinha que ela vai na verdade é uma chácara de familiares.

Enquanto amante da fotografia eu consegui fazer alguns registros daquela que foi a minha árvore. Talvez por esse motivo escrever esse post me é muito especial e eu tô muito emocionada.











See you.

dezembro 01, 2019

meu coração é dezembro


Tem um pedaço meu em dezembro. Um pedaço que sorri, chora e recomeça. 

Tem uma parte minha que luta para não ser, mas lá no fundo sabe que o meu caminhar é perto da arte. Escrevendo, contando histórias, motivando os outros a pensarem leve também. 

O mês doze é sereno, por mais que esse ano tenha me distanciado do seu significado amoroso. E mesmo que o meu coração se coloque distante daquilo que durante uma vida foi, eu insisto em registrá-lo para que eu nunca me esqueça que cada dia é uma chance da primavera  chegar

As fotos de hoje são queridas, pois nelas estão a nova geração da família. As meninas que crescem e eu as mostrei o rabisco, a poesia - mesmo que de uma maneira singela. Acho que o fruto nasce assim mesmo: da semente.















See you.

novembro 27, 2019

o bairro de Jaraguá em mais uma Bienal do Livro de Alagoas

Quando participei, em 2013, da minha primeira Bienal do Livro fiquei feliz com a quantidade de coisas bonitas que vi pulsando por lá. Foi arte, gente, cidade. Eu só não imaginei que anos depois seria ainda mais legal ver uma Bienal do Livro, mas dessa vez pelas ruas da cidade como aconteceu durante os dez primeiros dias de novembro de 2019.

Para quem não reside em Maceió ou até mora, mas não pôde dessa vez participar, o evento literário esteve presente nas ruas do histórico bairro Jaraguá. Na história, ele foi o primeiro bairro a surgir na capital alagoana por estar próximo "ao Porto de Jaraguá, que possuía uma localização privilegiada na primeiramente capitania, logo após, província de Alagoas. Graças ao porto, a cidade alcançou um crescimento tal que motivou a mudança da capital da província para Maceió. O local passou a ter grande fluxo de comércio, contando com muitas lojas e armazéns".*

Inclusive, foi em um armazém que os livros moraram dessa vez. Eu nunca havia visitado o espaço e me apaixonei pela arquitetura peculiar, as cores e em como a distribuição de obras funcionou bem entre os corredores.







A primeira vez que visitei Jaraguá foi em 2012 num passeio da escola. Apesar de não ter andado como queria e de não ter um olhar tão sensível naquela época, lembro de não esquecer das formações dos museus e de ficar feliz por entender que perto de casa havia muita história para ser conhecida. Talvez por retornar às minhas memórias de anos atrás (eu tinha 16 anos) vivenciar esse evento literário em 2019 me foi especial.










Na rua em que está localizada a antiga praça 2 Leões você tem acesso ao Armazém, Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo, Associação Comercial, MISA (Museu da Imagem e do Som - na imagem abaixo), IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), entre outros prédios e instituições que merecem visita, registro e admiração.











No geral, eu fiquei feliz demais por ter visto Jaraguá tão cheio de vida e amor. Confesso que inicialmente pensei que a Bienal fosse não funcionar em tantos lugares ao mesmo tempo, mas esse julgamento prévio foi justamente por pensar que eu já conhecia o bairro (por esta publicação vocês percebem que me enganei, né? rs). Eu queria poder viver todos os anos esse feito lindo.













* Jaraguá (Maceió) em Wikipédia.

Espero muito que vocês tenham gostado de acompanhar um pouquinho do que esses dias por aqui representaram. Vi tantas coisas legais e espero que através da imagem vocês tenham sentido esse amor também. E, ah, esta publicação eu dedico (muito!) para a Aylla, uma amiga querida que tornou essa Bienal ainda mais possível e emocionante em minha vida. ♡



See you.
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