lembro até hoje do primeiro contato que tive com o teatro. eu estava cursando a primeira série - ou seria a segunda? - quando recebemos a visita de um contador de histórias na escola. lembro que ele usava uma roupa estilo Indiana Jones. colete por cima da camisa, chapéu, óculos. o conjunto completo e ideal para convencer pais e responsáveis a nos deixarem ver A arara azul nos palcos. mainha me conta que sempre me liberava para passeios por achar importante a ideia. 

passadas décadas do dia em que vi a arara no palco - no caso, um ser humano vestido de arara gigante fazendo sons estranhos - eu nunca mais havia voltado ao teatro. nunca. mas eu sabia que Maceió reservava surpresas bonitas e históricas, uma delas sendo o Teatro Deodoro.

"o Teatro Deodoro foi construído para materializar o sonho de progresso artístico vivido pela população e os governantes de Alagoas, no início do século XX".

esse trecho faz parte do texto institucional do teatro e resume a criação do local que pensei comentar aqui no poético diário hoje. 





me formei em julho de 2019 e como presente pedi uma ida ao teatro. fiquei bastante emocionada com tantos detalhes bonitos que vi por lá mal podia acreditar que um desejo adiado por anos estava se realizando. 

sem dúvidas, a cor foi o que mais chamou a minha atenção. caramelo, amarelo, marrom num eterno repeat e tudo parecia se encaixar de uma forma tão natural. segundo a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL), algumas das medidas são definidas em

  • - palco Italiano com 8,70m de boca e 11,00m de profundidade
  • - procênio 3,30m profundidade e 10m de largura
  • - coxia de lado direito 3,80m largura por 10m comprimento
  • - coxia lado esquerdo 3,95m largura por 10m comprimento
  • - 07 Camarins
  • - 01 fosso para orquestra
  • - 01 Porão (abaixo do palco)


















Todas os registros foram feitos por mim em julho de 2019. Espero que através deles vocês tenham sentido coisas boas e tenham se deixado cativar por cada detalhe secular. 


informações sobre o teatro — endereço, telefone e site 
rua Barão de Maceió, S/N (praça Marechal Deodoro), Centro, Maceió/AL
cep: 57020-360
telefone: (82) 3315-5660

site http://www.diteal.al.gov.br/institucional/teatro-deodoro/

o secular teatro deodoro em Maceió

maio 13, 2020

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lembro até hoje do primeiro contato que tive com o teatro. eu estava cursando a primeira série - ou seria a segunda? - quando recebemos a visita de um contador de histórias na escola. lembro que ele usava uma roupa estilo Indiana Jones. colete por cima da camisa, chapéu, óculos. o conjunto completo e ideal para convencer pais e responsáveis a nos deixarem ver A arara azul nos palcos. mainha me conta que sempre me liberava para passeios por achar importante a ideia. 

passadas décadas do dia em que vi a arara no palco - no caso, um ser humano vestido de arara gigante fazendo sons estranhos - eu nunca mais havia voltado ao teatro. nunca. mas eu sabia que Maceió reservava surpresas bonitas e históricas, uma delas sendo o Teatro Deodoro.

"o Teatro Deodoro foi construído para materializar o sonho de progresso artístico vivido pela população e os governantes de Alagoas, no início do século XX".

esse trecho faz parte do texto institucional do teatro e resume a criação do local que pensei comentar aqui no poético diário hoje. 





me formei em julho de 2019 e como presente pedi uma ida ao teatro. fiquei bastante emocionada com tantos detalhes bonitos que vi por lá mal podia acreditar que um desejo adiado por anos estava se realizando. 

sem dúvidas, a cor foi o que mais chamou a minha atenção. caramelo, amarelo, marrom num eterno repeat e tudo parecia se encaixar de uma forma tão natural. segundo a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL), algumas das medidas são definidas em

  • - palco Italiano com 8,70m de boca e 11,00m de profundidade
  • - procênio 3,30m profundidade e 10m de largura
  • - coxia de lado direito 3,80m largura por 10m comprimento
  • - coxia lado esquerdo 3,95m largura por 10m comprimento
  • - 07 Camarins
  • - 01 fosso para orquestra
  • - 01 Porão (abaixo do palco)


















Todas os registros foram feitos por mim em julho de 2019. Espero que através deles vocês tenham sentido coisas boas e tenham se deixado cativar por cada detalhe secular. 


informações sobre o teatro — endereço, telefone e site 
rua Barão de Maceió, S/N (praça Marechal Deodoro), Centro, Maceió/AL
cep: 57020-360
telefone: (82) 3315-5660

site http://www.diteal.al.gov.br/institucional/teatro-deodoro/

apesar das muitas nuvens que estão agora no céu de Maceió, consigo sentir uma luz confortável invadindo a minha janela. a fresta de cor está batendo no termômetro que usei pra medir a minha temperatura nos últimos dias e também em alguns livros. 

agora, enquanto me organizei pra escrever esta publicação, me veio as reflexões do início do ano. eu animada com o início de um novo curso, planejando que em maio, provavelmente, eu estaria realizando as primeiras provas teóricas e práticas dentro da Comunicação, e etc. como todos podemos experimentar algumas coisas foram lentamente retardadas e isso me deixou confusa em como retomar o blog seria possível. tenho tentado me apegar ao bem em muitos momentos, mesmo que até uma pontinha de paz cause desconforto e eu não saiba explicar os motivos para isso.

dia desses voltei do hospital (está tudo bem) e retornar para a minha casinha trouxe de volta sentimentos que eu estava lidando bem, mas mexeram comigo. após o primeiro banho, após o primeiro descanso em seis dias de internação, eu me senti muito ansiosa. me senti com medo e quase tudo se torna um motivo para que eu chore. acredito que ambientes hospitalares podem despertar isso em nós, não é? são ambientes claros, silenciosos e que trazem consigo algum detalhe de dor.

bem, passados três dias da minha chegada eu achei que seria bom voltar a escrever, ler e assistir coisas que pudessem me abraçar como antes. reler sobre autoconhecimento, despertar as coisas boas que estão dentro do meu coração, ouvir canções que me mostram o quanto apesar do caos eu posso tentar converter isso em calmaria, mesmo que que devagarinho. inclusive, digamos que este escrito é um sinal positivo de que o meu eu está respirando e retornando às compreensões básicas para respirar outra vez.

para completar com amor tudo isso que eu disse, irei listar algumas produções que têm me iluminado. espero que de alguma maneira ilumine vocês também.


pense um pouco mais em você, vídeo do Fred Elboni.







vejo vocês em breve.

um eterno caos calmo

maio 11, 2020


apesar das muitas nuvens que estão agora no céu de Maceió, consigo sentir uma luz confortável invadindo a minha janela. a fresta de cor está batendo no termômetro que usei pra medir a minha temperatura nos últimos dias e também em alguns livros. 

agora, enquanto me organizei pra escrever esta publicação, me veio as reflexões do início do ano. eu animada com o início de um novo curso, planejando que em maio, provavelmente, eu estaria realizando as primeiras provas teóricas e práticas dentro da Comunicação, e etc. como todos podemos experimentar algumas coisas foram lentamente retardadas e isso me deixou confusa em como retomar o blog seria possível. tenho tentado me apegar ao bem em muitos momentos, mesmo que até uma pontinha de paz cause desconforto e eu não saiba explicar os motivos para isso.

dia desses voltei do hospital (está tudo bem) e retornar para a minha casinha trouxe de volta sentimentos que eu estava lidando bem, mas mexeram comigo. após o primeiro banho, após o primeiro descanso em seis dias de internação, eu me senti muito ansiosa. me senti com medo e quase tudo se torna um motivo para que eu chore. acredito que ambientes hospitalares podem despertar isso em nós, não é? são ambientes claros, silenciosos e que trazem consigo algum detalhe de dor.

bem, passados três dias da minha chegada eu achei que seria bom voltar a escrever, ler e assistir coisas que pudessem me abraçar como antes. reler sobre autoconhecimento, despertar as coisas boas que estão dentro do meu coração, ouvir canções que me mostram o quanto apesar do caos eu posso tentar converter isso em calmaria, mesmo que que devagarinho. inclusive, digamos que este escrito é um sinal positivo de que o meu eu está respirando e retornando às compreensões básicas para respirar outra vez.

para completar com amor tudo isso que eu disse, irei listar algumas produções que têm me iluminado. espero que de alguma maneira ilumine vocês também.


pense um pouco mais em você, vídeo do Fred Elboni.







vejo vocês em breve.

me rendi ao Kindle aos "quarenta e cinco minutos". atribuo a culpa aos vídeos assistidos da Melina Souza e também aos papos de horas & horas com a amiga Aylla, uma das pessoas mais queridas que tenho por perto.

não sei se comentei aqui outras vezes, mas enfrentei um período de escuridão com a literatura. eu tive tantos livros, tantos, que acabava não lendo nenhum e em algum instante isso me desanimou a ponto de eu ler pouca coisa ao ano  e quando digo pouca é pouca mesmo. hoje sinto que o motivo não foi a quantidade de livros em casa e sim como eu não me organizei para priorizar os versos que pousavam em mim.

passado esse tempo de silêncio com a poesia adquiri um Kindle 10ª geração e tem sido muito interessante descobri-lo. fazer anotações, marcar páginas, trechos. sinto que foi uma escolha muito querida e tem me ajudado bastante nessa retomada de leituras e, consequentemente, escritos. nesse sentido, acabei separando um conjunto variado entre poema, história, imagem, biografia  não necessariamente nessa ordem.


já li:

sejamos todos feministas por Chimamanda N. Adichie  uma das coisas que eu estava em falta comigo foi a leitura de livros escritos por mulheres e sobre o feminismo. isso me fez lembrar de uma professora que tive na universidade quando me ensinou a importância de estar perto dos livros e do conhecimento. isso, principalmente, por saber que existem questões que não podem ser deixadas de lado e muito menos adiadas de compreensão. o feminismo é uma dessas coisas. sejamos todos feministas é uma adaptação da fala de Chimamanda no TED e explora fatos reais de sua vida até ela se ver como feminista, e melhor, explicando a importância de sermos também. são palavras que confortam e dão força.

um carinho na alma por Bráulio Bessa  fotografei o Bráulio em 2017 na Bienal de Alagoas e ele comentou algo muito bonito e que guardo até hoje em mim sobre a poesia ser atemporal. de fato ela é. hoje entendo o quanto ela é. o seu livro mais recente, um carinho na alma, traz um conjunto de poesias e fatos de sua vida muito sensíveis capazes de nos abraçar nos fazendo pensar a existência com mais carinho. um dos momentos mais leves que guardei são as lembranças do autor para que lembremos de ouvir a nossa voz, o nosso coração bem antes de tentar diminui-los.

my fat, mad teenage diary por Rae Earl  gosto muito de uma série chamada "My mad fat diary" e já perdi as contas de quando disse isso aqui no blog (desculpem, rs). porém, outro detalhe querido é que a comédia-drama é baseada em diários da adolescência da radialista e escritora inglesa Rachel Earl. diários reais guardados por ela e que por pouco não foram jogados por ela no lixo. ainda bem que isso não aconteceu porque ler a vida da Rae tem sido interessante. nele, as referências musicais e conflitos internos aparecem como na série, apesar de mudanças específicas. obs: coloquei ele nessa lista de lidos por já conhecer mais da metade das coisas que lerei, rs. 

estou lendo:

antropologia e imagem por Andréa Barbosa e Edgar Teodoro da Cunha

ensaio sobre a cegueira por José Saramago



quais leituras pousaram aí?

vejo vocês em breve.

leituras que pousaram aqui

maio 02, 2020

me rendi ao Kindle aos "quarenta e cinco minutos". atribuo a culpa aos vídeos assistidos da Melina Souza e também aos papos de horas & horas com a amiga Aylla, uma das pessoas mais queridas que tenho por perto.

não sei se comentei aqui outras vezes, mas enfrentei um período de escuridão com a literatura. eu tive tantos livros, tantos, que acabava não lendo nenhum e em algum instante isso me desanimou a ponto de eu ler pouca coisa ao ano  e quando digo pouca é pouca mesmo. hoje sinto que o motivo não foi a quantidade de livros em casa e sim como eu não me organizei para priorizar os versos que pousavam em mim.

passado esse tempo de silêncio com a poesia adquiri um Kindle 10ª geração e tem sido muito interessante descobri-lo. fazer anotações, marcar páginas, trechos. sinto que foi uma escolha muito querida e tem me ajudado bastante nessa retomada de leituras e, consequentemente, escritos. nesse sentido, acabei separando um conjunto variado entre poema, história, imagem, biografia  não necessariamente nessa ordem.


já li:

sejamos todos feministas por Chimamanda N. Adichie  uma das coisas que eu estava em falta comigo foi a leitura de livros escritos por mulheres e sobre o feminismo. isso me fez lembrar de uma professora que tive na universidade quando me ensinou a importância de estar perto dos livros e do conhecimento. isso, principalmente, por saber que existem questões que não podem ser deixadas de lado e muito menos adiadas de compreensão. o feminismo é uma dessas coisas. sejamos todos feministas é uma adaptação da fala de Chimamanda no TED e explora fatos reais de sua vida até ela se ver como feminista, e melhor, explicando a importância de sermos também. são palavras que confortam e dão força.

um carinho na alma por Bráulio Bessa  fotografei o Bráulio em 2017 na Bienal de Alagoas e ele comentou algo muito bonito e que guardo até hoje em mim sobre a poesia ser atemporal. de fato ela é. hoje entendo o quanto ela é. o seu livro mais recente, um carinho na alma, traz um conjunto de poesias e fatos de sua vida muito sensíveis capazes de nos abraçar nos fazendo pensar a existência com mais carinho. um dos momentos mais leves que guardei são as lembranças do autor para que lembremos de ouvir a nossa voz, o nosso coração bem antes de tentar diminui-los.

my fat, mad teenage diary por Rae Earl  gosto muito de uma série chamada "My mad fat diary" e já perdi as contas de quando disse isso aqui no blog (desculpem, rs). porém, outro detalhe querido é que a comédia-drama é baseada em diários da adolescência da radialista e escritora inglesa Rachel Earl. diários reais guardados por ela e que por pouco não foram jogados por ela no lixo. ainda bem que isso não aconteceu porque ler a vida da Rae tem sido interessante. nele, as referências musicais e conflitos internos aparecem como na série, apesar de mudanças específicas. obs: coloquei ele nessa lista de lidos por já conhecer mais da metade das coisas que lerei, rs. 

estou lendo:

antropologia e imagem por Andréa Barbosa e Edgar Teodoro da Cunha

ensaio sobre a cegueira por José Saramago



quais leituras pousaram aí?

vejo vocês em breve.
acredito muito que a maneira mais legal de refletir sobre algo que possa ser inspirador é olhando para dentro de nós, olhando para a nossa história. 

bem na mesinha do meu quarto, como apoio para minhas tintas, guardo com carinho três livros deixados pela minha tia-avó anos atrás. tia Margarida, assim como várias outras mulheres da família - incluindo minha avó e mãe -, foi uma costureira de mão cheia. de vestidos de noiva à blusas e ajustes ela tinha um olhar muito bonito para as criações. quando abri os livros que ela deixou em minhas mãos fiquei mega feliz. isso porque as roupas tem um estilo que refletiu a década de 60 ou 70, algo assim. coisa bonita de ver. cor, corte, molde. tudo. fiz questão de trazer uns detalhes pra cá.





o intuito do livro é ser prático e mostrar, por meio de gráficos e escritos, como podemos cortar peças e costurá-las. bem, como eu ainda não costuro, algumas linguagens são bem difíceis, mas fiquei motivada demais e inspirada a ilustrar peças com o estilo trazido pela obra. a quem interessar a busca o título original se chama "encyclopedia & dressmaking" que chegou ao Brasil por volta de 1970 como "curso prático de corte e costura" e publicado pela editora Verbo em São Paulo. 







vejo vocês em breve.

encyclopedia & dressmaking

abril 27, 2020

acredito muito que a maneira mais legal de refletir sobre algo que possa ser inspirador é olhando para dentro de nós, olhando para a nossa história. 

bem na mesinha do meu quarto, como apoio para minhas tintas, guardo com carinho três livros deixados pela minha tia-avó anos atrás. tia Margarida, assim como várias outras mulheres da família - incluindo minha avó e mãe -, foi uma costureira de mão cheia. de vestidos de noiva à blusas e ajustes ela tinha um olhar muito bonito para as criações. quando abri os livros que ela deixou em minhas mãos fiquei mega feliz. isso porque as roupas tem um estilo que refletiu a década de 60 ou 70, algo assim. coisa bonita de ver. cor, corte, molde. tudo. fiz questão de trazer uns detalhes pra cá.





o intuito do livro é ser prático e mostrar, por meio de gráficos e escritos, como podemos cortar peças e costurá-las. bem, como eu ainda não costuro, algumas linguagens são bem difíceis, mas fiquei motivada demais e inspirada a ilustrar peças com o estilo trazido pela obra. a quem interessar a busca o título original se chama "encyclopedia & dressmaking" que chegou ao Brasil por volta de 1970 como "curso prático de corte e costura" e publicado pela editora Verbo em São Paulo. 







vejo vocês em breve.
eu sempre gostei de acompanhar séries fotográficas. reparo a ligação entre o nome escolhido com as imagens, o cenário, objetos; cores. lá no fundo eu sinto que criar alguma coisa vai bem além da atenção "técnica" que se deve ter. vejo a imagem como uma extensão de nós. esse caminho que envolve a fotografia diz muito sobre o que está dentro nós  no sentido mais sensível possível. 

dessa forma, acabei tomando a câmera em mãos e recriei um Cais, o meu cais. dois mil e vinte me surpreende de várias maneiras e mesmo dentro da delicadeza e das circunstristezas que tudo acaba provocando retomo a reflexão de que a fotografia, pessoalmente falando, vai ser sempre uma extensão daquilo que somos.

no dicionário, cais é um reforço de alvenaria de um canal, destinado a conter águas e direcioná-las. no sentido mais poético de tudo vejo cais como o nosso respiro em algo. nesse caso, o meu respiro está sendo tentar me recolher na arte.




vejo vocês em breve.

cais, uma série fotográfica

abril 22, 2020

eu sempre gostei de acompanhar séries fotográficas. reparo a ligação entre o nome escolhido com as imagens, o cenário, objetos; cores. lá no fundo eu sinto que criar alguma coisa vai bem além da atenção "técnica" que se deve ter. vejo a imagem como uma extensão de nós. esse caminho que envolve a fotografia diz muito sobre o que está dentro nós  no sentido mais sensível possível. 

dessa forma, acabei tomando a câmera em mãos e recriei um Cais, o meu cais. dois mil e vinte me surpreende de várias maneiras e mesmo dentro da delicadeza e das circunstristezas que tudo acaba provocando retomo a reflexão de que a fotografia, pessoalmente falando, vai ser sempre uma extensão daquilo que somos.

no dicionário, cais é um reforço de alvenaria de um canal, destinado a conter águas e direcioná-las. no sentido mais poético de tudo vejo cais como o nosso respiro em algo. nesse caso, o meu respiro está sendo tentar me recolher na arte.




vejo vocês em breve.

o sentido é esse. olhar pra dentro da gente, devagarinho, até ir encontrando partes do mundo para se ancorar. hoje, passados seis anos de poético diário ainda tenho a sensação de que aqui é o meu cais. evoluo, me calo, caminho, retorno; me renovo.

e para comemorar montei um canto no quarto, coisa simples, mas com a essência e a simplicidade que tudo significa aos meus olhos até fazer os registros de hoje. vejo o blog como um diário sereno com imagens e histórias e coisas que me fazem mirar a existência com um coração bom. não sei explicar bem e se não sei é porque de várias maneiras tudo aqui faz sentido.

mas o que fazer a partir daqui? continuar sendo  pensei. quero muito conversar (mais) sobre vida, sobre arte, sobre o que me move e pode mover você também. deixar publicações muito antigas já não fazia sentindo por aqui, por isso acabei arquivando algumas e rolou até mudar a aparência desse canto (vocês gostaram?). isso me faz pensar que se muitos versinhos foram "deixados na prateleira" outros estão chegando, certo? muito certo — pensei novamente. recomeçando por hoje. agora. aqui.

tomei um pano cor creme que estava no armário, peguei também um banco antigo e cheio de poeira, a máquina de escrever da minha tia e a planta jibóia que me acompanha de dentro do quarto. pronto. alguma essência nasceu e tenho a certeza de que foi a minha. agora deixo vocês com três registros granulados, o meu agradecimento imenso e afeto. muito afeto




vejo vocês em breve.

em seis anos de blog

abril 20, 2020

o sentido é esse. olhar pra dentro da gente, devagarinho, até ir encontrando partes do mundo para se ancorar. hoje, passados seis anos de poético diário ainda tenho a sensação de que aqui é o meu cais. evoluo, me calo, caminho, retorno; me renovo.

e para comemorar montei um canto no quarto, coisa simples, mas com a essência e a simplicidade que tudo significa aos meus olhos até fazer os registros de hoje. vejo o blog como um diário sereno com imagens e histórias e coisas que me fazem mirar a existência com um coração bom. não sei explicar bem e se não sei é porque de várias maneiras tudo aqui faz sentido.

mas o que fazer a partir daqui? continuar sendo  pensei. quero muito conversar (mais) sobre vida, sobre arte, sobre o que me move e pode mover você também. deixar publicações muito antigas já não fazia sentindo por aqui, por isso acabei arquivando algumas e rolou até mudar a aparência desse canto (vocês gostaram?). isso me faz pensar que se muitos versinhos foram "deixados na prateleira" outros estão chegando, certo? muito certo — pensei novamente. recomeçando por hoje. agora. aqui.

tomei um pano cor creme que estava no armário, peguei também um banco antigo e cheio de poeira, a máquina de escrever da minha tia e a planta jibóia que me acompanha de dentro do quarto. pronto. alguma essência nasceu e tenho a certeza de que foi a minha. agora deixo vocês com três registros granulados, o meu agradecimento imenso e afeto. muito afeto




vejo vocês em breve.
poético diário