março 19, 2020

os versos de dentro: um poema visual


Tenho uma ligação sensível com a fotografia e somente de um ano pra cá eu percebi isso. A realidade é que nem sempre ser sensível foi algo tido como bom e possível ao mesmo tempo. Sempre fui guiada a imaginar que toda e qualquer sensibilidade era negativa. Que sentir muito era ruim, que ver a vida com olhos bons era típico de ser sonhador demais e isso, por si só, já implicava em algo surreal para quem na Terra vive. Tudo, ok, mas quem inventou que ser sensível e transmitir toda essa sensibilidade não era algo bom? 

Nesse mesmo sentido, crescer me mostrou muitos caminhos, crescer me ensinou a tomar decisões possíveis e também me provou que o real depende do imaginário. Viver depende diretamente do que projetamos em nosso interior até que aquilo se personifique em algo. Na minha cabeça eu sempre quis personificar tudo dentro da imagem - mesmo sem saber como isso funcionava direito ainda. E sem mesmo saber como funciona toda essa questão eu nadei diretamente para esse desejo. Fotografar é maravilhoso, dar sentido aos sentimentos através de imagens em movimento melhor ainda. Então fui criando, sentindo, fazendo, tomando decisões até que nascesse mais uma produção.

"Os versos de dentro" representa toda essa fase que ressignficar tem me ensinado. De formas plurais e singulares é justamente na calma que o nosso coração se encontra, pulsa, vive poeticamente. E todo esse viver é possível e não é, nunca foi, negativo. Admirar as pequenas coisas é, em verdade, realmente necessário. 
Uma agradecimento às pessoas que aparecem em meu caminho e que me ensinam de várias formas sobre como continuar vivendo em meio a arte, das canções e da poesia. 


CRÉDITOS:

Fotografia, montagem e edição Laryssa Andrade



Performance Fernanda Simões

Música "Cold room" por Philip E Morris

fevereiro 29, 2020

"a maneira mais fácil de me amar"


Eu sempre cito a série britânica My mad fat diary por ser a melhor série que passou pela minha vida até aqui. Não apenas no quesito fotografia, mas no quesito humano também, sabe? Ela importa quando o foco da produção é discutir questões relacionadas à saúde mental e os transtornos que as envolve. Se sentir representada em falas e cenas costuma ser algo bem especial e aliviador.

fevereiro 19, 2020

4 canais inspiradores para acompanhar no YouTube


Sou movida pelos detalhes. Reparo nas cores e em como as pessoas têm vontade de conversar sobre a vida. Acredito que isso é mais que suficiente quando se vive em dias tão cheios, mas muitas vezes vazios de coisas leves e que possam nos abraçar.

Online, essa leveza existe e ela pode se manifestar através da criação de pessoas que se dedicam a trazer cores e palavras ao cotidiano. Pensei que seria bonito compartilhar alguns dos canais que amo ver, curtir e comentar.


AondesO blog da Flora e do Leandro mostra de uma forma bonita os passos que eles deram no mundo e as várias maneiras que o cotidiano deles é transformado pelos detalhes e aprendizados que eles acumulam. Lembro que conheci o Aondes lá no instagram e me identifiquei 100% em como tudo por eles é transmitido. As músicas, os stories, as fotografias. Por isso recomendo o cantinho virtual deles de olhos fechados e peito aberto.

Um dos vídeos que mais amo no canal é o que a Flora faz uma reflexão sobre aparências e redes sociais. Parece que me vi nas palavras que ele partilhou, sabe? Senti o vídeo como uma dose sincera de motivação.





Sophia LautertO que mais me encanta na Sophia é a forma como ela conversa sobre a vida. Como fotógrafa, fico admirando cada cena que ela registra e edita. Sophia faz de cada vídeo um filme digno de reprises infinitas. Ela conversa sobre o cotidiano e mostra as suas fases nos ensinando que é sempre possível congelar as nossas memórias da forma mais bonita que existe.





Bruniverso O vídeo que me aproximou de Bruno foi aquele em que ele fala sobre o seu amor, a Amanda. Me emocionei tanto pela maneira como ele descreveu tudo. Detalhes sobre ela, detalhes sobre o afeto que os envolve. Depois desse dia uma amiga também me mostrou outras criações especiais que ele fez, e dentre elas, descobri uma onde Bruno conversa sobre como ele vê o mundo. Sorri largo, chorei grande também. Toda emoção foi pela identificação real que rolou. A fotografia é tão especial, né?





Melina Sousa - Tea with Mel | Conheci Melina em 2013 ainda na época da escola. Anos depois, além do blog, comecei a ver que ela também registrava a sua vida por meio de canais no YouTube. Não só conteúdos literários, senti um abraço quentinho quando ela mostrou a chuva ou simplesmente a delícia que é tomar um chá e observar as horas devagar lá fora. Melina me ensina a ter coragem para continuar a registrar a vida como ela é. Entre os muitos conteúdos que ela produz, o vlog de seu aniversário em 2019 é um dos que eu mais amo assistir. Vejam e se sintam abraçados também.




Como vocês puderam perceber gosto muito de acompanhar aqueles que observam a vida lentamente (imaginem vários suspiros apaixonados aqui, afinal, eu amo mesmo). Penso que o sentido de ser leve está ao transformarmos tudo em um motivo bom para continuarmos vivendo. 


See you.

fevereiro 14, 2020

o que a imagem realmente é


Tem um pedaço meu que mora no clique, na edição, no pensar enquanto namoro algum enquadramento até publicar uma fotografia. Tenho a imagem como algo valioso, pois ela me auxilia a registrar o bem e as cores que o mundo me dá. Costumo ver tudo com um efeito pronto, um olhar sincero quase automático sobre a vida. Eu vejo e sinto e sinto porque me vejo não mais longe da imagem, mas a fotografia sempre em mim.  










Fiz essas fotos no último fim de semana que passou e lembrei de outros trechos filmados e guardados em meu computador. Delas nasceram essa publicação e um singelo vídeo como sempre costumo fazer.


See you.

fevereiro 06, 2020

a fotografia da série britânica "My mad fat diary"


Aqui, ainda me rodeia o costume de assistir repetidamente algumas produções. Vocês também são assim? Durante a adolescência abracei alguns romances por mais de 10x e hoje continuo insistindo, por exemplo, no enquadramento/plano/luz/sombra de Frances HaUm lugar silencioso, Roma e séries como Jane: the virgin pela comédia versus drama super mexicano e My mad fat diary, pela fascinante capacidade que a série teve em me levar à década de 1990, ou melhor, aos flashs de 1996, ano que nasci e obviamente não me lembro de algumas coisas.

janeiro 08, 2020

dear diary #21


O ano iniciou e com ele mais uma versão da categoria dear diary aqui no blog. Eu gosto de selecionar links inspiradores para um dia reler cada criação e também, quem sabe, inspirar vocês de alguma maneira :). O que vocês têm lido ultimamente? De artigos à fotografias, o fim de 2019 e início de 2020 já me trouxe muitas coisas bonitas. 


A publicação "Filmes femininos na época do cinema mudono site Modices

Essa foto do perfil @wideeyedtree que eu vi no Flickr e amei muito

. O vídeo/post "The moon flower monologuepublicado pela (maravilhosa) Tess Guinery

A página desse journal lindo feito pela Merel Djamila 

. O álbum lar doce lar, um dos que tanto amo atualizar lá no We Heart It (minha rede social favorita) 

. O post "Blog month - Portra 400escrito pela Andrea do blog Toffe Drops. Se você ainda não conhece esse canto virtual, eu recomendo muito que você vá e se apaixone pelos registros e conteúdos que ela faz ♡



See you.

janeiro 03, 2020

o serviço social e eu

Agora que 2020 chegou, achei legal resgatar algumas memórias da faculdade. 

Quando saí da escola eu ainda não sabia o que queria para a minha vida. Hoje percebo que saber o que se quer é algo muito grande e tá tudo bem se essa resposta demorar para aparecer. Nós mudamos constantemente, experimentamos e sentimos coisas constantemente, por isso o comum é que mudemos a todo instante também.

Eu nunca esqueço que a minha única fonte de proximidade com o mundo, antes de 2014, era através da poesia. A minha proximidade com a literatura foi a grande responsável pelas inquietações que eu sempre possuí. Eram dúvidas grandes, que mesmo sem respostas, me moveram para uma graduação: a de Serviço Social. 

Pouco tempo depois da minha aprovação, lembro que comecei a participar de eventos sobre discussões sociais diversas e iniciei os meus primeiros estudos em uma disciplina chamada Economia Política. O primeiro livro que li foi "A história da riqueza do homem", escrito por Leo Huberman. Essa leitura me abriu os olhos para a história e me permitiu ligar pontos essenciais sobre o sistema atual em que vivemos, além de despertar a minha fala, a minha escrita, a minha percepção sobre o que o mundo é e pode ser.

Toda essa volta ao tempo é importante para explicar em como me sinto hoje. 


O Serviço Social me contou coisas que eu não seria capaz de descobrir sozinha. Hoje penso gigante sobre os meus sonhos ou sobre o que deixei de fazer. Estar em contato com muitas pessoas desde 2014 me fez confirmar que escrever a minha história é algo que eu posso fazer sem medo e que ser diferente do outro, em alguns sentidos, é o que torna a nossa jornada mais fantástica ainda. Diferentes para amar, para criar, para trabalhar e ser. 

Eu saio mais humana e devolvo para o meu coração o que eu tanto quis anos atrás: ser mais sensível para respeitar, ouvir, compreender. Eu realmente saí inteira daquela graduação e por mais que eu tente transmitir as sensações de ter me dedicado tanto a esse curso e aos muitos colegas que fiz no caminho, tenho a certeza que eu falharia por esquecer as palavras certas. 







Por fim, um vídeo. Para quem ainda não sabe, lá no Youtube acabo publicando alguns vídeos com cenas do meu dia e desde 2018 documentei os meus momentos na UFAL. Fico muito contente por ver que a série O último semestre foi concluída e que poderei reviver alguns momentos assistindo as minhas criações! :) Agradeço muito a quem me lê por estar pertinho desse momento tão importante também. Agora viro uma página na fé/amor de que muitas outras estão próximas a se concretizar e logo logo espero compartilhá-las também.  



See you.

dezembro 23, 2019

"aesthetic moodboard" na parede do quarto


Como de costume, curto muito mudar as coisas de lugar quando dezembro vem. O quarto, a sala, os cheiros. Isso é tão real que esse ano fiz um pequeno mural. Usei fotos impressas, aquarelas, plantas secas e páginas de livros/revistas. Buscando no Pinterest vi que alguns termos são utilizados para essa vibe retrô que a colagem proporciona. Dentre elas, aesthetic moodboard se destaca e eu não poderia deixar de registrar cada detalhe para mostrar por aqui.

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