janeiro 20, 2021

bullet journal de um jeito simples (e mais sustentável)

o que é um bullet journal? bem, o método criado pelo designer Ryder Carroll consiste, resumidamente, em ser uma maneira de registrar informações por meio de listas com marcadores que podem ser representados por um x, um •, um >, entre outras maneiras. esse sistema de organização nos permite anotar sobre tudo em um único caderno. nós planejamos o cotidiano, leituras, contas, eventos; tudo em um único bloco de notas. 


eu queria começar dizendo que esse meu tipo de bullet journal/caderno/agenda/diário (ou como você queira chamar) foi feito pensando em uma coisa: durar bastante e ser reaproveitado de muitas maneiras. aqui, vou chamá-lo de bullet journal (bujo) por ser inspirado no método criado pelo designer Ryder Carroll. foi pensando nisso, e depois de vê-lo tão lindo e pronto, que decidi escrever sobre essa maneira nova que descobri para me organizar de maneira mais leve e sem preocupações, já que eu registrava as minhas atividades em quase mil e um locais diferentes. penso até que esse é o intuito do bujo: simplificar. tanto, que caso você queira aplicá-lo aos seus dias só vai precisar de dois materiais, segundo o próprio Carroll, que é um caderno + uma caneta {ambos da sua preferência}.



















infelizmente, não consegui me adaptar bem às agendas no último ano. acredito que as adversidades me deixaram "longe de mim" em vários momentos e isso desencadeou a falta de vontade de ir registrando alguma produção em planners. e foi por conta dessa ausência de vontade e também o não início das aulas da faculdade em 2020 que pensei em pesquisar mais sobre organização e métodos que fossem úteis para a minha realidade. foi aí que dei outra chance ao bullet journal por meio das explicações maravilhosas da Sophia Lautert em seu canal no YouTube, e também explicações do site oficial do criador do método.

a Sophia disse que o objetivo do bujo é ser o nosso único caderno. nele você anotará, desde os seus compromissos diários às inspirações que tomam conta da gente. foi aí que senti ideias borbulhando em mim. era tudo o que eu precisava ouvir. um caderno com mil possibilidades. e tem dado muito certo! digo isso, pois entrei na terceira semana utilizando e me sinto bem com o método que tenho aplicado. abaixo, alguns motivos que estão me fazendo gostar desse diário de anotações:

com o bujo senti liberdade para criar como, quando e onde eu quero (levo ele quase sempre comigo);

por aqui, ele teve um ótimo custo-benefício já que todas as folhas que usei foram reaproveitadas de cadernos que não foram totalmente usados, assim como as folhas e partes de agendas de anos anteriores;

o modelo com argolas que escolhi faz com que o bujo dure "para sempre" (é sério, ele funciona como um fichário, super adaptável, e isso é maravilhoso!);

é um caderno-diário para escrever sobre tudo, evitando que algumas anotações se percam entre outros caderninhos e aplicativos. se tornou, quase que literalmente, tudo pra mim (risos).

por todos esses motivos e alguns outros, resolvi organizar imagens para que vocês entendam mais dessa liberdade criativa que o bujo me deu. sei que ele pode funcionar muito bem para alguns, assim como não pode funcionar tanto assim para outros. o importante é que possamos escolher a forma de escrita que nos deixe mais confortável. espero que gostem de ver um pouco da minha versão.





como o intuito é simplificar as organizações, acabo escrevendo sobre os dias com base no seguinte índice:

• calendário anual
• cotidiano 
• pesquisas
• livros lidos
• filmes/séries
• ufal
• poético diário
• artes visuais
• devaneios



após o calendário anual, a página cotidiano e após a página cotidiano, uma outra com a letra "J" simbolizando o janeiro. esse modelo se repete com os próximos meses e na parte interna de cada capa, o calendário do mês + algumas metas. 

lembrando que você pode acrescentar coisas e retirá-las conforme a sua necessidade. pode adicionar páginas para registrar o seu dinheiro, o uso de medicamentos, terapias [...] muita coisa. uma ideia legal é visitar o pinterest e as demais redes de inspiração. sempre encontro novos modelos legais de organizações, e foi nessa busca que consegui "me entender" com o bujo. 








espero não ter confundido vocês. mas, resumindo, esse é o diário que me acompanha desde o dia um de janeiro. gosto da simplicidade dele. sobre priorizar metas e entender como anotar cada coisa, acredito que daria uma publicação inteira somente sobre isso, mas vou anexar aqui o vídeo da Sophia para que vocês tirem mais dúvidas, tá? <3



obrigada demais por terem me ajudado a escolher o tema de hoje através de enquete lá no instagram.

{vejo vocês}.

janeiro 17, 2021

semana 2 de 52.

quando escrevi o título da publicação passada como sendo "semana 1 de 52" eu apenas descrevi a semana que estávamos vivendo e não que eu estava participando do projeto 52 weeks. por outro lado, amei ler o comentário de vocês falando que gostaram de ver detalhes da semana daqui e até sugerindo que isso de resumir a semana fosse algo constante no blog, <3. estou até agora pensando até onde eu conseguiria carregar esse projeto, já que algumas semanas fluem melhor e outras podem ser um auê. mas enfim. eu considero que o intuito de um blog e dos projetos que essa plataforma carrega é justamente a magia de eternizar as coisas que passam. isso é o que me faz dizer "sim, eu tenho um blog e ele se chama poético diário" com todo o amor do mundo. 


e para marcar o projeto de registrar as semanas pensei que o vídeo p&b é mais bonito a se fazer. gosto do sentimento que essa cor me passa. vocês também? espero que outras publicações, além dos resumos semanais, apareçam por aqui em breve. mas enquanto isso não acontece, deixo vocês com cenas da semana dois do ano. 







{vejo vocês}.

 

janeiro 10, 2021

semana 1 de 52.

e dois mil e vinte e um chegou. passei a última semana registrando algumas cenas para não perder a memória e algumas sensações que ficaram. eu gostaria de dizer alguma espécie de "conseguirei fazer isso por cinquenta e duas semanas", mas não é bem assim [risos]. o que eu faço é prometer tentar eternizar algumas horas para que momentos bons me confortem nas horas que os tropeços chegam. ainda bem que a imagem existe para me ajudar nessa missão. ainda bem. 

o ano virou com uma lua bonita, mas que logo foi ofuscada pela chuva forte. comecei também a ler [então, eis o primeiro ponto riscado da lista de coisas a cumprir no ano]. "love love", dos gilsons, tem sido a canção que mais ouvi até aqui [o vídeo todo em p&b foi inspirado no clipe deles, <3], e já pude sentir um fim de tarde bom. agora, fiquem com mais cenas feitas e tenham uma semana leve por aí, :).








{vejo vocês}.

dezembro 26, 2020

um ano em trechos

eu prometi que essas palavras nunca sairiam de algum rascunho e que falar sobre 2020 ou relembrar qualquer cena que fosse sobre ele seria estupidez. 

então, cá estou. digamos que o meu plano falhou miseravelmente. 

admito mentir para cada passo meu e decidir, por meio das imagens, ser obrigada a resgatar pontos inspiradores que me encontraram para que os próximos recomeços tenham novos significados. entre as aquarelas, os filmes da adolescência, a chuva que parou aqui; não sei, mas esses pontos foram enormes pontos de luz. e por meio desses pontos de luz me despeço do ano e de todo e qualquer sentimento negativo que ele me deu. 

a publicação de hoje é um compilado de cenas, vários trechos em alguns minutos e espero que de muitas formas esses minutos abracem vocês também.


     






obrigada por terem feito o meu ano melhor visitando o poético diário <3 espero escrever mais histórias e continuar registrando pontos inspiradores por aí. façam o mesmo. se cuidem e um feliz 2021! :)




dezembro 11, 2020

autoconfiança e a teoria dos espelhos; versos de Virgínia Woolf em sua obra "Um teto todo seu"

dois mil e vinte me aproximou das temáticas que eu anotava enquanto concluía a graduação em Serviço Social. lembro que o bloco de anotações estava repleto de "como eu posso investigar a fotografia? qual caminho percorrer nesse sentido de pesquisa?". esses novos olhares me levaram à faculdade de novo, só que agora enquanto jornalista em formação e pesquisadora em fotografia num grupo composto por mulheres do país todo. me alegro a cada descoberta, trecho anotado, dúvidas que surgem. e nesse meio bonito de novas autoras a serem descobertas e séries fotográficas para admirar, foi a obra de Virgínia Woolf, Um teto todo seu, que conheci primeiro. com uma escrita que me acolheu e imagens feitas durante a leitura quero partilhar as próprias palavras de Woolf sobre autoconfiança, a insegurança masculina/tentativas de dominação para com nós mulheres e como esse sentimento se dava na época em que a palestra da autora foi escrita - observando o quanto isso ainda é tão presente nos dias de hoje. 


// sobre o livro: na década de 1920, Virgínia Woolf, já uma autora de renome, é convidada a palestrar em duas faculdades inglesas exclusivas para mulheres [...]. a partir do tema "As mulheres e a ficção", Woolf elege como foco de sua exposição a tradição imperativa do patriarcado, descortinando em que medida a falta de recursos financeiros e de legitimidade cultural a que as mulheres eram submetidas compunha um cenário desencorajador para que elas escrevessem ficção.



a vida para ambos os sexos [...] é árdua, difícil, uma luta perpétua. requer coragem e força gigantescas. mais que qualquer coisa, talvez, criaturas da ilusão que somos, ela requer confiança em si mesmo. sem autoconfiança, somos como bebês no berço. e de que modo podemos adquirir essa qualidade imponderável, que também é tão inestimável, o mais rápido possível? pensando que as outras pessoas são inferiores [...]. por isso a enorme importância para o patriarcado de ter que conquistar, ter de governar, de achar que um grande número de pessoas, metade da raça humana, na verdade, é por natureza inferior. deve ser realmente uma das principais fontes de seu poder. 

as mulheres têm servido há séculos como espelhos, com poderes mágicos e deliciosos de refletir a figura do homem com o dobro do tamanho natural. sem esse poder, provavelmente a terra ainda seria pântanos e selvas.

seja qual for o seu uso nas sociedades civilizadas os espelhos são essenciais para todas as ações violentas e heróicas. é por isso que tanto Napoleão quando Mussolini insistiam tão enfaticamente na inferioridade das mulheres, pois, se elas não fossem inferiores, eles deixariam de crescer [...]. isso explica, em parte, a necessidade que as mulheres representam para os homens. e serve para explicar como eles ficam incomodados com as críticas delas, [...] pois se ela resolver falar a verdade, a figura refletida no espelho encolherá; sua disposição para a vida diminuirá.

a alegoria do espelho é de importância suprema porque recarrega a vitalidade, estimula o sistema nervoso. exclua isso e o homem morre como viciado em cocaína quando privado da droga.







hoje eu deixei que Virgínia falasse. me tocou de vários modos ter que lê-la pela primeira vez. falar sobre autoconfiança e a maneira perversa em como o patriarcado tenta nos convencer sobre as suas barbaridades é difícil, por outro lado, isso releva o tamanho da necessidade/importância que esses diálogos têm. apesar do ano em que esse ensaio foi escrito ainda é tão atual termos atenção e abraçar palavras como as de Woolf. algumas barreiras são maiores, por isso mesmo deixar em evidência essas conversas é sempre especial. 

aproveito e pergunto: vocês têm conseguido realizar leituras? qual livro marcou o caminho de vocês até aqui? 

dezembro 03, 2020

under giant trees






00h43

num estado de quase-sono enquanto ouço Jam do Michael Jackson e lembro das vezes que o meu maior ato de coragem da infância foi ensaiar de que maneira eu pediria o DVD emprestado ao vizinho. "oi, fulano está? então... você poderia me emprestar aquele dvd do show do michael... é... queria muito ver... devolvo logo". o vizinho (da minha idade) tinha muitas obras do Michael e foi nesses momentos que aprendi a amar as batidas e a me imaginar num show cantando as músicas sem saber nada de inglês. bem, conto mais histórias da infância depois. agora que a música acabou eu me deixo abraçar pela minha artista favorita do momento, Agnes Obel. Agnes que me faz voar sem sair do lugar. me entrega um tempo suspenso num passado, me faz sonhar e sentir tudo realizar em segundos. forte. não sei medir. como é bom quando encontramos quem nos traz um tanto de vida na arte, né? 

dia desses fui estudar umas coisas e fiquei perto da fotografia. agora com o tripé novo (tks, baby) sinto que tenho alguma companhia pra me retratar de várias maneiras (e sem fazer barulho ou quebrar). testei alturas, ângulos, cores; me retratei após meses. nesse espaço já li Clarice, Elena Ferrante,Virginia Woolf e até ousei criar aquarelas novas. me sinto viva quando crio. apesar de semanas tortas até que tenho respirado mais entre os choros. contar até cem não adianta tanto assim. 

novembro 25, 2020

um mini sketchbook


eu sempre pensei um pouco mais antes de comprar cadernos. não gosto da ideia de deixá-los abandonados em algum canto, sabe? gosto de preencher as páginas, gosto de dar um sentido bonito às páginas que me dedico. nesse sentido, guardo com carinho os meus dois únicos cadernos inteiros preenchidos com as minhas primeiras aquarelas. foi em 2014 e 2016 que os concluí e é especial até hoje admirar o tanto que já mudei até aqui no quesito desenho; o tanto que não me identifico com alguns estilos, mas quanto me tornei inteiramente apaixonada por outros.

algumas semanas atrás decidi criar um caderno meu; essa vontade foi nutrida pela ilustradora maceioense Amanda Ilustraa  que partilhou o quanto é legal criar cadernos com argolas de metal. foi aí que pensei num mini sket para registrar as minhas aquarelas e estudar, anos depois, sobre cores que me cativam e formas de fazê-las ganhar vida em projetos maiores. hoje me vejo bem mais em registros ilustrados botânicos e também retratos, apesar de algumas dificuldades. 

bem, ir tentando e ir me permitindo acalmar durante esses processos é o que vem ganhando força por aqui desde aquele ano de 2014



x estudo em aquarela & totalmente inspirada em uma criação da ilustradora Laura Bernard (@laurabeedraws). os traços da Laura são tão bonitos! ela está no meu mapa de inspirações, ♡. como essa aquarela faz parte de estudos não penso ser justo publicá-la como se fosse "minha", uma vez que a base partiu inteiramente de uma artista. logo logo quero escrever sobre inspirações e sobre quem faz parte da minha lista de amores :) x



materiais utilizados:

régua

tesoura 

perfurador de papel

argolas de metal

papéis da linha Filiart Renaud Aquarela 300g & Profissional 200g


*

novembro 17, 2020

o que é criatividade?

me perco ao ter que descrever a criatividade justamente no dia em que ela é comemorada no Brasil. eu gosto de imaginar o universo criativo de várias maneiras e de tantas formas compreendo o conceito de criar enquanto a parte mais sincera de nós. criar é o que vem de dentro. e desse conceito muitas outras podem ser ditas. a dificuldade de criar de tempos difíceis, o bloqueio criativo, as comparações que nos fazem sentirmos perdidos diante do que tentamos fazer. tanta coisa.


hoje, acima de sempre, sinto a criatividade como um dos significados de paciência. é também sobre respeitar os nossos processos e acreditar que todos os dias precisamos tentar um pouco mais, quue precisamos nos aproximar de forma saudável de quem pode ser o nosso espelho durante as descobertas. criatividade é inteiramente sobre ser.



para hoje, além das imagens, coloquei para o mundo alguns sentimentos de quarentena por meio de um short film, ou experimental poético, chamado atlântico. é um vídeo-poema com sentimentos que me surgiram durante a quarentena. me senti muito vazia, apesar de presenciar toques e palavras dos que me cercam. é um sentimento complexo, né? esse experimento se torna simbólico de várias maneiras. espero que vocês se sintam tocadas/tocados por ele também, apesar de toda melancolia que o engloba.





vejo vocês em breve aqui e quase sempre em meu instagram pessoal & o do blog. obrigada por estarem comigo há tanto tempo e me inspirando a discutir sobre as coisas que eu acredito :) o meu desejo para hoje (e sempre!) é que eu possa sentir, que tu possas sentir, que nós possamos sentir a vida sempre.

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