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Angelo Bonini: poesia inserida no mistério


Angelo Bonini, mora em Cachoeira do Sul/RS e tem 17 anos. A forma  nostálgica de fotografar nos faz querer estar sempre mergulhando no mistério que o cerca.


Tudo começou quando a criança Angelo, aos 7 anos, fotografava o mundo ao seu redor enquanto brincava com os seus amigos. O tempo passava, e ele percebia que tudo aquilo era mágico, pois conseguia se encontrar em cada imagem transmitida. Mais do que um clique, Angelo via a complexidade por trás de eternizar um momento.


Em 2014, com tão pouca idade e um dom artístico imenso e intenso, Bonini  transmite a sua forma de ver o mundo através da fotografia. 

Quando perguntado sobre a ideia de fotografar com "nostalgia", Angelo respondeu que no início ficou um pouco inseguro por não saber qual seria a reação das pessoas, mas com um tempo começou a se sentir liberto por perceber que o público gostava daquele estilo de fotografia.

Mais do que um simples clique, a arte de Bonini é uma forma intensa de desabafo.“O nostálgico veio logo após, é tanto quanto complexo de explicar, porém, sinto que estou às vezes mais retratando uma lembrança do que um momento em si”, diz.



“Tive a minha fase surrealista em que eu me inspirava em pessoas como Brooke Shaden e Shelby Robinson, mas acabei meio que desistindo por não ser muito bom com montagens. Foi então que encontrei as fotos da Chana de Moura e descobri um mundo onírico incrível, esse que acabou me levando a várias outras dimensões. Comecei a ter cada vez mais interesse em fotógrafos que utilizam câmeras analógicas e brincam com essa imaginação, como Alison Scarpulla e Amber Ortolano. Eles eram simples e me diziam muito, sabe? Levo um nome para cada um dos conceitos, por exemplo, ao mesmo tempo em que encontro um amor imenso pelas paisagens fotografadas com Polaroid por Bastian Kalous e Dan Isaac, fascina-me as fotos da Aëla Labbé e Dara Scully por me levarem para uma atmosfera muito intensa e obscura. E ultimamente tenho gostado bastante do trabalho da Nathalie Daoust e da brincadeira que ela faz com o analógico, com a pintura retratando a lembrança. Ainda tem muitos, acabo sempre carregando muitos na minha bagagem”, disse.


Bonini também quer produzir algo que as pessoas possam ter em mãos. Pensando nisso, está caminhando para o lançamento do seu primeiro foto-livro. O conceito inicial foi baseado em um pequeno livro com fotografias e textos/poesias, mas partiu do pressuposto de só haver fotografias.Vou fazer um ensaio com umas amigas numa casa abandonada mês que vem, estou pensando em fazer o livro baseado nessas fotos, afirma.



Instagram e site do artista*

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