fevereiro 06, 2020

a fotografia da série britânica "My mad fat diary"


Aqui, ainda me rodeia o costume de assistir repetidamente algumas produções. Vocês também são assim? Durante a adolescência abracei alguns romances por mais de 10x e hoje continuo insistindo, por exemplo, no enquadramento/plano/luz/sombra de Frances HaUm lugar silencioso, Roma e séries como Jane: the virgin pela comédia versus drama super mexicano e My mad fat diary, pela fascinante capacidade que a série teve em me levar à década de 1990, ou melhor, aos flashs de 1996, ano que nasci e obviamente não me lembro de algumas coisas.

Achei legal trazer algumas considerações da fotografia da série e levar vocês para detalhes que me encontram por aí.

Antes de destacar algumas das minhas observações, achei que seria legal colocar a sinopse da série baseada na ficha técnica presente no site Filmow:

Situada na década de 1990, a história de My Mad Fat Diary acompanha a vida de Rae (Sharon Rooney), uma jovem obesa de 16 anos que vive em Lincolnshire com sua mãe excêntrica (Claire Rushbrook). Recém saída de um hospital psiquiátrico, ela se vê jogada em um mundo no qual não se sente à vontade.Logo ela faz amizade com Chloe (Jodie Comer), uma jovem que não conhece o passado de Rae. Ela a apresenta para sua turma, que acolhe Rae à sua maneira. Sem perder o bom humor e sua crença no amor, Rae tem como principal objetivo perder a virgindade. Seu alvo é o jovem Archie (Dan Cohen).No elenco também estão Nico Mirallegro, que interpreta Finn; Jordan Murphy, como o engraçado Chop; Ciara Baxendale, como a ingênua Izzy; Claire Rushbrook como a mãe de Rae; Ian Hart como o Dr Kester, terapeuta de Rae; Sophie Wright e Darren Evans como Tix e Danny Two-Hats, pacientes do hospital onde Rae ficou internada.




Tecnicamente, e também no meu ver, a direção das cenas é baseada em planos gerais mas, em sua maioria, o uso de plano fechado ou plano detalhe prevalece, além planos de nuca e contra-plongeé (quando a câmera está abaixo da linha dos olhos). Eu penso que o enquadramento nesse tipo de série é fundamental, pois nos deixa próximos da realidade que a personagem principal viveu. Esse contato direto com a respiração ofegante, mãos, olhares, choros, sorrisos - além de um trabalho impecável de roteiro - fez com que tudo ficasse ainda mais bonito.


Outra coisa interessante: na produção estamos em 1996 (1ª temporada), ou seja, todas as cores e cenários - incluindo o figurino e decorações internas de casas e lojas - se referem à época. Percebi que os profissionais que editaram a série optaram por imagens menos saturadas, contraste baixo e levemente quentes - como a reprodução de uma fita VHS, sabe? Isso não te faz perder de vista as claras referências usadas principalmente com a trilha sonora cuidadosamente escolhida (e é maravilhosa!).




* Dedico esse escrito à Kat do Outro blog pelas postagens que aquecem sobre fotografia e viagens e que me inspiraram a criar o texto que você lê agora e a ter ideias para criar muitos outros. 

See you.

4 comentários

  1. Eu nunca vi um post assim. Analisando as fotografias de uma série, nossa eu achei super criativo. Eu nem sei na verdade se a palavra certa é analisar, mas eu falei mesmo assim, hehe! Eu adorei e não conhecia a série foi uma ótima dica. E mais uma vez, poe criatividade nisso viu? ♥

    http://www.adeehmello.com/

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    1. poxa, Adeeh, muito obrigada! quero muito conversar mais sobre fotografia/audiovisual num geral por aqui. com o seu comentário vejo que mais uma meta que planejei para 2020 ~ e para a vida ~ foi cumprida ♡

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  2. Não conhecia a série mas agora vou ter de ver!! visualmente é linda, e o plot parece bem bacana também. obrigada pela sugestão xx

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  3. que possa te inspirar, viu? série forte, intensa e cheia de significados. ♡

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