agosto 14, 2020

colagens

essa é uma daquelas publicações em que eu me emociono ao escrever por sentir que tem parte sincera da minha história por aqui. viver uma quarentena foi me aproximando de memórias impressas por minha família. numa bolsa, me dei conta das centenas de negativos, assim como de uma linha do tempo das minhas primeiras horas de vida até os meus onze anos de idade. eu lembro vagamente, mas lembro, do quanto mainha registrou cada situação que eu vivia. tem choro, tem sorriso, tem dança, tem aprendizado. lembro dela ajoelhada me dirigindo e aí nasciam as fotografias, frutos de um olhar cuidadoso demais.

quando eu comecei a admirar não só as minhas memórias encontrei aquelas que são as memórias de meus pais também. fotos na igreja, na porta de uma festa; o casamento, a primeira vez que eles me viram. coisas assim, sabe? detalhes fortes demais para o meu coração. foi aí que muitas dessas palavras foram reinventadas pelos meus olhos e algumas colagens nasceram. a colagem, essa forma de fazer arte, que eu amo tanto e que me acompanha há anos também. ultimamente tenho me apegado nesses traços para ir contando e contando outra vez sobre momentos que passam por aqui. abaixo vocês verão mainha na infância, museus alagoanos (um deles com a caligrafia da minha mãe) e os meus olhares atentos para Maceió. todas essas imagens já foram mostradas lá no meu perfil do instagram, mas deu vontade de eternizar cada uma por aqui também.































vejo vocês em breve.

2 comentários

  1. como eu aaaaamo essas suas colagens!
    uaau... que texto! profundo e bonito demais...

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  2. ameeeei as colagens ♥ e não me canso de como a fotografia consegue carregar tanto da gente, dos outros :) são memórias e sensações infinitas!

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