agosto 07, 2020

maria, maria

te coloco num quadro imenso do tamanho do meu amor e contemplo a nossa saudade; a saudade que crio porque o tempo não me perdoa. ele me retorna aos primeiros anos da minha existência. te chamo pela memória, você me acolhe no infinito.

~ agosto, 2020

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hoje o dia foi um pouco corrido, daqueles em que o tempo passa e quando observamos... passou. recorri aos rabiscos mais recentes e como sempre, um detalhe da minha avó estava lá. é sempre complexo ter que explicar a minha relação com ela. quase sempre essa proximidade se dá por meio da imagem e da poesia. vejo isso como a mais verdadeira maneira de amá-la. olho para o céu, sinto saudade. lembro da gente, sinto saudade. entre esses sentimentos, a arte vai me consolando. ainda bem. 

2 comentários

  1. Que postagem linda! Imagino o quão difícil é mensurar a saudade que sente. O retrato de sua avó me transmitiu muita doçura, ela com todas essas plantinhas.

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    1. ela era muito doce <3 todo mundo ama falar dela até hoje. morro de orgulho! obrigada pelas palavras lindas, Isa :_)

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