agosto 20, 2020

o que diálogos audiovisuais me ensinaram

quando a minha mãe ligava a TV na hora do almoço para ouvir as principais notícias, eu logo ficava ansiosa para ver a lista de atividades culturais a serem realizadas em Maceió. já desanimei algumas vezes por morar do outro lado da cidade e nem sempre o trajeto até eventos ser seguro. mudei esse pensamento em abril de 2019 e tentei participar de um desses encontros para conhecer pessoas da imagem. eu sabia que isso seria importante de algum modo e conversar sobre esse dia, em especial, é o mínimo que eu posso fazer. 

apenas fui reafirmando, conforme esse encontros passavam, que cada pessoa carrega a sua história e cada história pode nos iluminar de alguma maneira. se repararmos bem, as palavras proferidas por alguém pode nos motivar e trazer reflexões que nos ajudam em algum passo que queremos fazer. eu gostaria de subir o degrau do conhecimento e os cinco encontros que fiz em maio me ajudaram bastante. o intuito do evento "Diálogos Audiovisuais: Curta" é aproximar pessoas de produções audiovisuais alagoanas, além de nos permitir um diálogo direto com as suas diretoras e diretores. separei para vocês os nomes das prosas e produções por nós vistas em questão.

construção de uma linguagem cinematográfica 
Trem Baiano e A Porta (dir. Robson Cavalcante e Claudemir da Silva) 
Palestrante: Claudemir da Silva

noções de roteiro, produção e montagem 
Geração Z Rural (dir. Mel Vasconcelos) e Cidade Líquida (dir. Laís Araújo) 
Palestrantes: Laís Araújo, Melina Vasconcelos 

breve panorama do cinema alagoano
Noções da história, dos incentivos, Mostras e Festivais realizados em Alagoas
Palestrante: Larissa Lisboa 

processo de filmagem e montagem 
Sangue-mulher (dir. Mik Moreira, Minne Santos e Janderson Felipe) 
Palestrante: Minne Santos 

da escrita a realização 
O Juremeiro de Xangô (dir. Arilene de Castro) e Parteiras (dir. Arilene de Castro)
Palestrante: Arilene de Castro

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todos esses encontros representaram um divisor da minha relação com a imagem. fui tomada pela sensação de que a criação está sempre diante de nós, afinal ela brota de nós. baseada nisso, alguns pontos foram despertados em mim.

1. o processo que envolve a pré e a pós-produção é importante, mas o sentimento e o tanto que ele é colocado em uma criação importa bem mais. a forma como você vê o mundo e sente ele; a maneira que você coloca isso em sua criatividade é valioso. soa romântico demais eu falar desse jeito e essa é a intenção. passei a ver que todo o mundo da imagem exige de nós sensibilidade.

2. aquilo que temos, em material, importa menos quando não estamos voltados aos conhecimentos realmente necessários para fotografar o que queremos. antes daquela sonhada câmera ou a lente, os fundamentos vêm primeiro. por isso explorar textos, configurações do celular, ver (e rever) fotografias/filmes contribui muito no processo criativo.

3. transcrever o que vem de dentro e fazer. guardar anotações inspira, mas tentar colocá-las em prática nos faz ampliar a criatividade e o amor pelo audiovisual. parece fácil falando, mas eu sei que não é. de uma forma simples: é realmente colocando em prática que iremos conseguir nos adaptar e/ou melhorar os projetos que aparecem em nosso caminho. 


aproveitando a publicação para enaltecer a janela do audiovisual alagoano, o site Alagoar. lá vocês encontram muitos filmes, entrevistas, roteiros, críticas, entre outros. me alegro de poder encontrar projetos tão incríveis como esse e aprender diariamente com pessoas tão inspiradoras.

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