setembro 23, 2020

das palavras e cenas de setembro

palavras, coragens acumuladas e uma pandemia. houve um certo momento em que eu não sabia como seguir, como dizer ao meu peito que eu precisava sentir medo outra vez para me reencontrar. a escolha de mudar de área, de planos, projetos é assustadora. somado a isso comecei a não compreender o meu lugar no mundo. o que eu posso fazer? será mesmo que se dedicar ao que gostamos é suficiente? e eu chorei. e eu me afastei. não soube fazer nada nem mesmo ser eu.

gostar de viver é bom, é perigoso. me agarro nas coisas boas e caminho de volta ao meu encontro. estou eu, uma mala de mão com alguns sonhos dentro, minha câmera ligada atravessada em meu corpo. de longe eu me vejo. estou me esperando. apresso o passo. paro e descanso. apresso o passo. a vida sopra em meu ouvido que não há saída. que eu não me preocupe. a arte não sairá de tu — alguém me diz. e eu não temo. continuo caminhando. sendo e sendo. 


vídeo curto com cenas que estavam guardadas :)




vejo vocês em breve.

6 comentários

  1. realmente, a arte não sairá de tu, é impossível.

    abraços,
    Any.

    ResponderExcluir
  2. É o café mais bonito que eu já vi haha

    ResponderExcluir
  3. Sempre penso nisso. Se me dedicar ao que eu gosto é suficiente. Está bem longe de ser financeiramente suficiente, mas no meu coração é. Por isso eu sigo.

    ResponderExcluir

poético diário . Design by Berenica Designs.