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a nós

para que não esqueçam
os nomes daquelas
que foram ofendidas
em sua condição primeva,
este poema.

suas conquistas hão de ficar
para que as gerações celebrem
os feitos valorosos
em águas e terras,
obras e vozes e amores
filhos
amores refletidos.

povoem este poema
fêmeas punidas
pelo que tiveram de melhor:
seus assombros
suas epifanias.

o tempo em degredo falará
dos roteiros esquecidos
de cada mulher
abismo de se saber sozinha
e, todavia, ressoar.




hoje, 8 de março de 2021, nada mais forte e político do que palavras escritas por Neide Archanjo, escritora brasileira que muito admiro.

8 comentários

  1. tomei esse poema por presente para mim.
    obrigada por compartilhar versos tão fortes ☆
    abraços, Lary.
    Any
    Poetiza-te

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  2. Que coisa mais linda, fiquei arrepiada aqui <3

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  3. E haja punida nesse mundo pra ser celebrada!
    Às vezes me questiono se alguma de nós não foi punida de fato... Mas seguimos lutando para que as próximas não sejam!

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    Respostas
    1. dói pensar nas tantas silenciadas, mas, ao mesmo tempo, saber que lutar abraça outras para que não sejam ou que tenham voz para também lutar me conforta demais.

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